sexta-feira, 19 de junho de 2020

COVID 19 - CORONAVÍRUS

Em 2002 e 2003, o coronavírus SARS-CoV foi identificado em surto, originando a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), com uma taxa de letalidade de 10%, posteriormente, em 2012, outro coronavírus foi disseminado, denominado como Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV), com a taxa de letalidade de 37%.

No final do ano de 2019, em Wuhan na China, foi detectado o novo coronavírus denominado SARS-CoV-2, que é um vírus RNA, identificado como a causa de um surto de doenças respiratórias e gastrointestinais, classificada como COVID-19. Em 30 de janeiro de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS), detectou Emergência em Saúde Pública de Interesse Internacional.

O novo coronavírus (SARS-CoV-2) é de ordem Nidovirales, da família Coronoviridae e da subfamília Betacoronavírus. Sua estrutura genômica é composta por proteínas, tais como; (S) Spike, (E) Envelope, (M) Membrana e (N) Núcleopsídio, sendo a proteína Spike responsável pela ligação ao receptor da Enzima Conversora de Angiotensina 2 (ECA2) que auxilia na entrada viral na célula hospedeira.


As manifestações clínicas da infecção por SARS-CoV-2 é muito ampla, podendo variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. No entanto os principais sinais e sintomas relacionados são; Febre 37,8 C, Tosse, Dispneia, Mialgia e Fadiga, Sintomas respiratórios do trato superior, Sintomas gastrointestinais, como diarreia (mais raros), Perda do paladar (Anosmia) e Perda do olfato (Ageusia).

Entretanto, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aborda que, a maioria dos pacientes com COVID-19 (80%) podem ser assintomáticos e oligossintomáticos. É importante ressaltar que o perfil clínico não está estabelecido completamente, necessitando de maiores investigações e evidências para caracterização da doença. Assim, é de suma importância a avaliação clínica dos pacientes, a fim de estabelecer definições que enquadram em casos suspeitos, como uma Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Sugestão de leitura“Protocolo de Manejo Clínico da COVID-19 na atenção primária à saúde” Ministério da Saúde – 2020 – versão 08
https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/22/20200422-ProtocoloManejo-ver08.pdf

Artigo: Disfunções olfativas e gustativas como apresentação clínica de formas leves a moderadas da doença de coronavírus (COVID-19): um estudo europeu multicêntrico
 https://link.springer.com/article/10.1007/s00405-020-05965-1

Os coronavírus estão classificados em uma grande família de vírus comuns em muitas espécies de animais, incluindo camelos, gado, gatos e morcegos. Entretanto, os coronavírus de origem animal podem infectar pessoas e depois ocorrer a disseminação de pessoa para pessoa, como ocorreu com o SARR-CoV, MERS-CoV e está ocorrendo com o SARS-CoV-2.

Nos primeiros casos diagnosticados pelo SARS-CoV-2 em Wuhan na China, eram de pacientes que apresentavam surtos respiratórios e tinham contato com o mercado de frutos do mar e com animais vivo, sugerindo assim uma disseminação de animais para pessoas.

Mediante o desenvolver da pandemia do novo coronavírus, foi definido que os SARS-CoV-2 possui uma alta e sustentada transmissibilidade entre as pessoas.

Em estudo realizado em temperatura entre 21 a 23º C e umidade relativa de ar de 40%, observaram que a sobrevivência do SARS-CoV-2 em superfície e objetos era de até 03 horas partículas dispersas no ar, até 08 horas em cobre, até 24 horas em papelão, até 72 horas em aço inoxidável e plástico.

O período de incubação é o intervalo entre a data de contato com o vírus até o início dos sintomas. O período médio de incubação do novo coronavírus é estimado de 5 a 6 dias, com intervalo que pode variar de 0 a 14 dias.

A transmissibilidade do SARS-CoV-2 é em média de 07 dias após o início dos sintomas, no entanto, sugere-se que a transmissão deste vírus possa ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Pesquisa enfatiza que, 79% dos pacientes diagnosticados com a COVID-19 foram contaminados por pessoas sem sintomas, ou não diagnosticadas.



AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (ANVISA). Nota Técnica GVIMS/GGTES/ANVISA no 04/2020. Orientações para serviços de saúde: medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2). Brasília, 2020. Disponível em: https://www.unasus.gov.br/especial/covid19/pdf/23. Acesso em: 29 de abril de 2020.



BRASIL. Ministério da Saúde. Doença pelo Coronavírus 2019. Boletim Epidemiológico 07. Centro de Operações e de Emergências em Saúde Pública - Covid 2019. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília, 2020. Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos. Acesso em: 29 de abril de 2020.



______________________. Boletim Epidemiológico 08. Centro de Operações e de Emergências em Saúde Pública - Covid 2019. Secretaria de Vigilância em Saúde. Brasília, 2020. Disponível em: https://coronavirus.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos. Acesso em: 29 de abril de 2020.



BRASIL. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica: Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus 2019 Vigilância Integrada de Síndromes Respiratórias Agudas Doença pelo Coronavírus 2019, Influenza e outros vírus respiratórios. Brasília, 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/07/GuiaDeVigiEpidemC19-v2.pdf. Acesso em: 29 de abril de 2020.



______________________. Protocolo de Manejo Clínico do Coronavírus (COVID-19) na Atenção Primária à Saúde. Brasília, 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/22/20200422-ProtocoloManejo-ver08.pdf. Acesso em: 29 de abril de 2020.



______________________. Protocolo de Manejo Clínico para da Covid-19 na Atenção Especializada. Brasília, 2020. Disponível em: https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2020/April/14/Protocolo-de-Manejo-Cl--nico-para-o-Covid-19.pdf. Acesso em: 29 de abril de 2020.



CHEN, Y.; LIU, Q.; GUO, D. Emerging coronaviruses: genome structure, replication and pathogenesis. J Med Virol, v.92, p.418-423, 2020 Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31967327/. Acesso em: 29 de abril de 2020.



DOREMALEN, N.; et al. Aerosol and Surface Stability of SARS-COV2 as compareted with SARS-COV1. The New England Journal of Medicine. 2020. Disponível em: https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMc2004973. Acesso em: 29 de abril de 2020.



KAMPF, G.; TODT, D.; PFAENDER, S.; et al. Persistence of coronaviruses on inanimate surfaces and their inactivation with biocidal agentes. Journal of Hospital Infection. 2020. Disponível em: https://www.journalofhospitalinfection.com/article/S0195-6701(20)30046-3/fulltext. Acesso em: 29 de abril de 2020.



LECHIEN, J.R.; et al. Olfactory and gustatory dysfunctions as a clinical presentation of mild‐to‐moderate forms of the coronavirus disease (COVID‐19): a multicenter European study. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32253535/. Acesso em: 29 de abril de 2020.



LI, R.; et al. Substantial undocumented infection facilitates the rapid dissemination of novel coronavirus (SARS-CoV2). Science. 2020. Disponível em: https://science.sciencemag.org/content/early/2020/04/24/science.abb3221. Acesso em: 29 de abril de 2020.



LIU, Y.; et al. Aerodynamic analysis of SARS-CoV-2 in two Wuhan hospitals. Nature. 2020. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41586-020-2271-3. Acesso em: 29 de abril de 2020.



Superintendência de Vigilância em Saúde. Diretoria de Vigilância Epidemiológica, Gerência de Doenças e Agravos Transmissíveis. Centro de Informações Estratégicas e Respostas em Vigilância em Saúde. Nota técnica no 05 de 2020 – CEVS/GEDAT/DVE/SVS. Prefeitura de Goiânia. 2020. Disponível em: https://www.goiania.go.gov.br/sms/wp-uploads/sites/3/2020/04/Nota-T%C3%A9cnica-n%C2%BA-05-2020-Covid-19.pdf. Acesso em: 29 de abril de 2020.



WORLD HEALTH ORGANIZATION. Home care for patients with COVID-19 presenting with mild symptoms and management of their contacts. Interim Guidance. 2020. Disponível em: https://www.who.int/publications-detail/home-care-for-patients-with-suspected-novel-coronavirus-(ncov)-infection-presenting-with-mild-symptoms-and-management-of-contacts. Acesso em: 29 de abril de 2020.



_______________________. Infection prevention and control during health care when COVID-19 is suspected. 2020. Disponível em: https://www.who.int/publications-detail/infection-prevention-and-control-during-health-care-when-novel-coronavirus-(ncov)-infection-is-suspected-20200125. Acesso em: 29 de abril de 2020.



XU, J.; et al. 2019 novel coronavirus outbreak: a quiz or final exam? Front. Med. 2020. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32198708/. Acesso em: 29 de abril de 2020.



ZHOU, D.; DAI, S.M.; TONG, Q. COVID-19: a recommendation to examine the effect of hydroxychloroquine in preventing infection and progression. J Antimicrob Chemother. 2020. Disponível em: https://academic.oup.com/jac/advance-article/doi/10.1093/jac/dkaa114/5810487. Acesso em: 29 de abril de 2020.<>

Texto Fonte: avamec.mec.gov.br

Vídeo:

Aspectos virológicos e epidemiológicos do novo coronavírus


Técnica de higienização das mãos



Registro do Coronavírus em Três Rios - RJ


sábado, 8 de julho de 2017

PALESTRAS E CURSOS ( Contatos 24 98858 2477 / jorgelinck@yahoo.com.br / facebook: jorgelinck2012 )



1 - CALCULADORA CHINESA (Ábaco Chinês). Processo de construção do conhecimento Matemático.
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A matemática sempre despertou no homem a curiosidade pelas relações exatas que dela se origina. Muitas sociedades, que se destacaram, usaram dessa ciência para orientar seus povos e dominar a natureza. Dentre as diversas culturas, a Chinesa teve um espaço privilegiado no trato da Ciência Matemática. Por esses caminhos orientais, vários autores seguiram e descobriram maravilhas construídas por essa cultura milenar que, até os dias atuais, despertam admirações.

Acreditando estar diante de um método, que não é novo, mas eficaz, venho desde 2002 pesquisando sobre o assunto e, em 2008, pude desenvolver um estudo acadêmico através de um curso de formação pedagógica pela UNIRIO (Universidade do Rio de Janeiro).

O método confere, ao aluno (a), possibilidade de erradicação da memorização da tabuada e compreensão exata da construção do mecanismo das operações matemáticas.



O instrumento, em destaque, recebeu diversas denominações pelos diversos povos que se utilizaram deste mecanismo de cálculo.
Os Chineses o denominaram Suan Pan, os Japoneses Soroban e no Brasil conhecemos por Ábaco. Na verdade o mecanismo é praticamente o mesmo tratando-se na verdade do Ábaco Chinês ou Ábaco Japonês.
Ao longo de mais de 15 anos venho aplicando o método e palestrando em diversas instituições de ensino público e privado. Grande é minha satisfação pelos resultados positivos de vários relatos de professores e alunos que se utilizaram do método.
Apliquei ensaios do método, em várias escolas dos municípios de Três Rios-RJ e Paraiba do Sul-RJ, dentre elas:

TRÊS RIOS
Colégio Estadual Moacyr Padilha
Colégio Estadual Condessa do Rio Novo
Colégio Estadual Coelho Pedroso
Colégio Estadual Professor Kopke
Colégio Municipal Walter Francklin
Escola Municipal Eurídice Ferreira
Escola Municipal Luther King
Escola Municipal Joaquim Tibúrcio Junqueira
Escola Municipal Prof. Hermelindo A. Rosmaninho
Escola Municipal Juventino da Motta Moraes
Colégio Santo Antônio

PARAIBA DO SUL

Colégio Estadual Monsenhor Francisco
Colégio Estadual Barão de Palmeiras

Palestras proferidas em:

Semana Acadêmica CEDERJ- Três Rios
Casa de Cultura - Lorena/SP
Academia de Letras - Barra Mansa/RJ
Fórum de Cultura - Três Rios




2 - Técnicas de Memorização.


Justificativa
            Memorizar não se resume em simplesmente decorar e sim em técnicas para resgatar o aprendizado a ser utilizado em um determinado momento. De acordo com Loraine, ensina-se tudo na escola, menos como se lembrar do que foi ensinado. Nesse sentido, Memorização deveria ser uma disciplina da grade escolar.

Objetivos
     Memorização de textos
     Memorização de sequências numéricas

Público alvo

         Alunos/as a partir do 6º ano, professores e demais pessoas interessadas.




3 - Técnicas para aumentar a probabilidade de acertos em vestibulares e concursos.

Justificativa
            Por mais que se estude determinado conteúdo e que se tenha plena convicção de conhecimento, por que persiste a dúvida no momento de selecionar a resposta correta nas avaliações?

Objetivos
    Organizar uma melhor forma de estudo
    Orientar o candidato para a avaliação
   Identificar as “armadilhas” ou “pegadinhas” que a banca insere   entre as possíveis respostas para confundir o candidato

Público alvo

            Alunos/as do 3º ano do Ensino Médio, professores e demais pessoas interessadas em disputar vagas em concursos.



4 -           Esperanto Língua Internacional
 
Estimular o estudante ao aprendizado do idioma Esperanto, iniciado pelo polonês Lázaro Zamenhof, favorecendo o desenvolvimento cognitivo de estruturas linguísticas e união fraterna dos povos.




Esperanto Três Rios   Facebook
www.facebook.com/esperantoemtresrios



sábado, 14 de abril de 2012

DISCIPLINA É TUDO

A arte Shao Lin.




JUVENIL OU VARONIL?

"Recebe o afeto que se encerra em nosso peito juvenil (ou varonil?)

Querido símbolo da terra, da amada terra do Brasil".
Todos nós cantamos com entusiasmo e respeito este estribilho. Todos cultuamos o símbolo sagrado de nossa Pátria: A Bandeira. Só que, por vezes, vacilamos, reduzimos o volume de nossa voz e deixamos que os mais afoitos cantem primeiro.
É que não estamos seguros se o poeta escreveu juvenil ou varonil. Como nós não podemos mudar as palavras dos versos do poeta Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865 - 1918) devemos cantar juvenil, pois ele escreveu essas consagradas palavras, para que as crianças das escolas públicas do Rio de Janeiro, tivessem uma canção para acompanhar o içamento da Bandeira Brasileira ao topo dos mastros. Compôs a pedido do prefeito Pereira Passos durante a inauguração da Escola Tiradentes.
Depois, então, que o Hino tomou notoriedade e se incorporou no domínio público, é que chegou aos quartéis.
Na Segunda década do século, Bilac tinha trânsito livre pelos Gabinetes.
Era o maior poeta Brasileiro. Era um dos líderes dos movimentos patrióticos. Era defensor da obrigatoriedade do serviço militar em substituição ao conspurcado sistema de "sorteio para o serviço militar", em que só os pobres tinham o dever de servir à Pátria.
Graças à este prestígio as nossas forças armadas incluíram o cântico do Hino à Bandeira nas cerimônias militares, tendo, para tanto, obtido autorização do poeta para usar varonil e não juvenil, como cantavam nas escolas. Afinal os soldados eram varões e não infantes.
E nós, do Lions, com ficamos? Ficamos com o original, pois não obtivemos autorização do poeta para modificar seus versos.
CL Jackson Ribeiro Falcão.
Fonte: http://www.lions.org.br/circlelp/instrucoes/Instleo98_3.htm

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

JOSÉ PACHECO E A ESCOLA DA PONTE

O educador português conta como é a Escola da Ponte, em que não há turmas, e diz que quem quer inovar deve ter mais interrogações que certezas.

http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-inicial/jose-pacheco-escola-ponte-479055.shtml


Videos Escola da Ponte:
Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=H_M37tcE-5I&feature=related

Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=-lcz3vZN9fM&feature=related

domingo, 9 de outubro de 2011

Qual é a habilitação do curso de Graduação em Pedagogia Licenciatura?

Art. 4º O curso de Licenciatura em Pedagogia destina-se à formação de professores para exercer funções de magistério na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade Normal, de Educação Profissional na área de serviços e apoio escolar e em outras áreas nas quais sejam previstos conhecimentos pedagógicos.

Veja o texto completo da Resolução no link abaixo.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

METAS Plano Nacional de Educação biênio 2011/2020


Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a cinquenta por cento da população de até três anos.
Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de seis a quatorze anos.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de quinze a dezessete anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para oitenta e cinco por cento, nesta faixa etária.
Meta 4: Universalizar, para a população de quatro a dezessete anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em cinquenta por cento das escolas públicas de educação básica.
Meta 7: Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB:
IDEB                                               2011  2013  2015  2017  2019  2021
Anos iniciais do ensino fundamental 4,6   4,9     5,2     5,5     5,7     6,0
Anos finais do ensino fundamental    3,9   4,4     4,7     5,0     5,2     5,5
Ensino médio                                    3,7   3,9     4,3     4,7     5,0      5,2
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de dezoito a vinte e quatro anos de modo a alcançar mínimo de doze anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos vinte e cinco por cento mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com quinze anos ou mais para noventa e três vírgula cinco por cento até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em cinquenta por cento a taxa de analfabetismo funcional.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, vinte e cinco por cento das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para cinquenta por cento e a taxa líquida para trinta e três por cento da população de dezoito a vinte e quatro anos, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para setenta e cinco por cento, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, trinta e cinco por cento doutores.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu, de modo a atingir a titulação anual de sessenta mil mestres e vinte e cinco mil doutores.
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
Meta 16: Formar cinquenta por cento dos professores da educação básica em nível de pós=graduação lato e stricto sensu e garantir a todos formação continuada em sua área de atuação
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica, a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de sete por cento do produto interno bruto do País.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

quinta-feira, 7 de abril de 2011

O MUNDO DA ALFABETIZAÇÃO

O TIRA TEIMA DO CONSTRUTIVISMO

1. O que é construtivismo?
É o nome pelo qual se tornou uma nova linha pedagógica que vem ganhando terreno nas salas de aula há pouco mais de uma década. As maiores autoridades do construtivismo, contudo, não costumam admitir que se trate de uma pedagogia ou método de ensino, por ser um campo de estudo ainda recente, cujas práticas, salvo no caso da alfabetização, ainda requerem tempo para o amadurecimento e sistematização.

2. Em que distingue a pedagogia construtivista, em linhas gerais?
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estímulo à dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. Rejeita a apresentação de conhecimentos prontos ao estudante, como um prato feito e utiliza de modo inovador técnicas tradicionais como por exemplo, a memorização. Daí o termo construtivismo, pelo qual se procura indicar que uma pessoa aprende melhor quando toma parte de forma direta na construção do conhecimento que adquire. O construtivismo enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas sim como um trampolim na rota da aprendizagem. O construtivismo condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.

3. Com base em que o construtivismo adota tais práticas?
Com bases nos estudos do psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980 ), a maior autoridade do século sobre o processo da inteligência e de aquisição do conhecimento. Piaget demonstrou que a criança raciocina segundo as estruturas lógicas próprias, que evoluem conforme as faixas etárias definidas, e são diferentes da lógica madura do adulto.Por exemplo: se uma criança de 04 anos ou 05 anos transforma uma bolinha de massa em salsicha, ela conclui que a salsicha por ser comprida tem mais massa do que a bolinha. Não se trata de um erro, como se julgava antes de Piaget, mas de um raciocínio apropriado a essa faixa etária. O construtivismo procura desenvolver práticas pedagógicas sob medida para cada degrau de amadurecimento intelectual da criança.

4. Piaget criou o construtivismo?
Nada mais falso. Ao contrário do que muitos imaginam, ele nunca se preocupou em formular uma pedagogia: dedicou a vida a investigar os processos da inteligência. Outros especialistas é que se valeram de suas descobertas para desenvolver propostas pedagógicas inovadoras.

5. De onde vem, então o construtivismo?
Quem adotou e tornou conhecida a expressão foi uma aluna e colaboradora de Piaget, a psicóloga Emilia Ferreiro. Nascida na Argentina em 1936 e que atualmente mora no México. Partindo da teoria do mestre, ela pesquisou a fundo e especificamente, o processo intelectual pelo qual as crianças aprendem a ler e a escrever, batizando de construtivismo sua própria teoria.

6. Então é ela a autora da pedagogia construtivista?
Não. A exemplo de Piaget. Emilia se limitou a desenvolver uma teoria científica. Outros especialistas é que vem utilizando suas descobertas, assim como as de Piaget, para formular novas propostas pedagógicas. No começo o nome construtivismo se aplicava só a teoria de Emilia. Com o tempo passaram a ser chamada de construtivistas às novas propostas pedagógicas inspiradas em sua teoria, a própria teoria de Piaget e até mesmo pedagogias anteriores, porém compatíveis como a do educador soviético Lev Vigostsky (1896-1934).

7. O que a teoria de Emilia Ferreiro sustenta?
A pesquisadora aplicou a teoria mais geral de Piaget na investigação dos processos de aprendizado da leitura e d escrita entre crianças na faixa de 04 a 06 anos. Constatou que a criança aprende segundo sua própria lógica e segue essa lógica até mesmo quando se choca com a lógica do método de alfabetização. Em resumo, as crianças não aprendem do jeito que são ensinadas. A teoria de Emilia abriu aos educadores a base científica para a formulação de novas propostas pedagógicas de alfabetização sob medida para a lógica infantil.

8. Qual a lógica infantil na alfabetização, segundo Emilia Ferreiro?
A pesquisadora constatou uma seqüência lógica básica na faixa de 04 a 06 anos. Na primeira fase a pré-silábica, a criança não consegue relacionar as letras com os sons da língua falada e se agarra a uma letra mais simpática para escrever.Por exemplo,pode escrever Marcelo como MMMMMMMouAAAAAAAA. Na fase seguinte, a silábica, já interpreta a letra à sua maneira, atribuindo valor silábico a cada uma (para ela, COM pode ser a grafia de Mar-ce-lo, em que M =mar, C = ce, O = lo). Um degrau acima, já na fase silábico alfabético, mistura à lógica da fase anterior com a identificação de algumas silabas propriamente ditas. Por fim, na última fase a alfabética, passa a dominar plenamente o valor das letras e sílabas.

9. O construtivismo se aplica somente à alfabetização infantil?
Não. Ainda se encontra muito vinculado à alfabetização, porque foi por essa área que começou a ser desenvolvido, a partir da base teórica proporcionada por Emilia Ferreiro. Com tudo, práticas construtivistas devidamente adaptadas, já estão bastante difundidas até a 4 série do primeiro grau. A partir da 5 série, porém, quando cada disciplina passa a ser ministrada por um professor especializado, tais práticas são menos utilizadas, até pela relativa escassez ainda registrada de pesquisas teóricas equivalentes às de Emilia.

10. Por que o construtivismo faz restrições à prontidão na alfabetização infantil? Com base nas teorias de Piaget e Emilia Ferreiro, os construtivistas consideram inútil a prontidão, ou seja, o treinamento motor que habitualmente se aplica às crianças com preparação do aprendizado da escrita. Para eles, aprender a ler e escrever, são algo mais amplo e complexo do que adquirir destreza com o lápis.

11. O aluno formado pelo construtivismo fica bom de raciocínio, com mais senso crítico, porém mais fraco de conhecimentos?
Não é bem assim. Os construtivistas insistem em que, embora o construtivismo enfatize o processo de aprendizagem, este não ocorre desligado do conteúdo: simplesmente não há como formar um indivíduo crítico e vazio. Portanto a aquisição de informações é fundamental.

12. Como o construtivismo transmite o conhecimento não passível de ser construído pelo aluno, como nomes de cidades ou de presidentes?
O construtivismo estimula a descoberta do conhecimento pelo aluno. Evita afogá-lo com informações prontas e acabadas, mas quando necessário não hesita em valer-se da memorização. Neste caso, a professora deve escolher o momento oportuno e criar situações interessantes para transmitir esses conhecimentos fugindo assim da rigidez da prática tradicional.

13. O construtivismo requer mais atenção individual ao aluno do que outras linhas de ensino?
Sim, mas não com a obsessão que às vezes se imagina. Se o construtivismo admite que cada aluno tem o seu processo particular de aprendizagem, a professora deve conhecê-lo, acompanhá-lo e fazer as intervenções adequadas. Mas isso não quer dizer centralização total, ao contrário. O construtivismo valoriza muito o intercâmbio entre os alunos e o trabalho de grupo, em que a professora tem uma presença motivadora e menos impositiva.

14. Como a professora pode dar atenção individualizada em classes de 30 a 40 alunos? O ideal é que as classes não sejam tão numerosas. Mas, de qualquer modo vale a alternativa de trabalhar com duplas ou trios, agrupando as crianças por habilidades parecidas ou opostas, a critério da professora. No construtivismo, a professora aproveita a individualidade de cada aluno para o enriquecimento do grupo.

15. Por que o construtivismo contesta o ensino dirigido?
Não é bem isso. O construtivismo considera a sistematização do ensino necessária, mas aplicada com bom senso e flexibilidade. Contesta, sim, que o currículo seja uma imposição unilateral. Uma camisa-de-força com etapas rígidas, sucessivas e inalteráveis. Não se aprende por pedacinhos, ms por mergulhos em conjuntos de problemas que envolvem vários conceitos ao mesmo tempo, afirmam os construtivistas.

16. Por que a alfabetização construtivista rejeita o uso da cartilha?
Primeiro, porque a cartilha prevê etapas rígidas de aprendizagem coisa que o construtivismo descarta. Segundo porque os construtivistas acham que a linguagem geralmente usadas nas cartilhas é padronizada, artificial, distante do mundo conhecido pela criança.

17. Por que o construtivismo faz restrições aos livros didáticos?
Pelo fato de a maioria deles apresentar o conhecimento em seqüência rígida, prevendo uma aprendizagem de conceitos baseada na memorização.

18. E ao ensino da tabuada?
O caso é diferente. A memorização é essencial para agilizar o cálculo mental, mas isso deve ocorrer após o aluno compreender o significado das operações aritméticas, com o a multiplicação. O que os construtivistas não aceitam é a memorização puramente mecânica conhecida como “decoreba”.

19. E a restrição ao ensino de regras gramaticais?
O construtivismo contesta que o ensino da gramática seja o meio para se levar o aluno a entender e dominar o processo de escrever corretamente. Isso se adquire praticando a escrita, mesmo com erros gramaticais. As regras identificam certas irregularidades da língua, mas para entendê-las é preciso tê-las percebido na prática.

20. Por que o construtivismo, em geral, não aceita o uso de fórmulas como as de matemática e as de sintaxe?
Não é que não aceite. A restrição é ao ensino de fórmulas com se fossem os conteúdos, pois elas não passam de esquemas sintéticos muito mais abstratos. A fórmula, em si mesma, não é o núcleo do conhecimento mas aquilo que o sustenta.

21. Qual é o papel da professora no construtivismo e em que difere do ensino tradicional?
Em vez de dar a matéria, numa aula meramente expositiva, a professora organiza o trabalho didático pedagógico de modo que o aluno seja o co-piloto de sua própria aprendizagem. A professora fica na posição de mediadora ou facilitadora desse processo.

22. O que é necessário para ser uma boa professora construtivista?
Mentalidade aberta, atitude investigativa, desprendimento intelectual, senso crítico, sensibilidade às mudanças do mundo combinado com a iniciativa para torná-las significativas aos olhos dos alunos e flexibilidade para aceitar a si mesma em processo de mudança continua. Ela precisa dar mais de si e precisa estar o tempo todo se renovando para sustentar uma relação com os alunos que não se baseia na autoridade mas na qualidade.

23. A professora construtivista precisa de uma orientadora pedagógica?
Sim. A orientadora é importante, não para tutelar a professora, mas para servir de interlocutora com quem ela passa a refletir sobre a sua prática.

24. É possível ser construtivista em uma escola tradicional?
Em geral, o projeto pedagógico de uma escola tradicional não favorece nem leva em conta o trabalho de um professor que resolva tocar em outro tom. Embora seja difícil manter uma proposta individual num ambiente alheio a mudanças, há muitos casos assim. Além disso, deve-se considerar o fato de que é difícil uma escola passar a ser construtivista num só golpe. Isso ocorre de maneira paulatina, até porque o construtivismo do mesmo modo que respeita os processos de transformação por que passam os alunos, também deve respeitar os das próprias professora.

25.Existem manuais que ensinem a ser construtivista?
Manuais com tudo mastigado não. M as não falta material de apoio para que a professora comece a olhar seu trabalho de outro modo. O fundamental, de qualquer maneira é a prática. Calcula-se que são necessários ao menos dois anos de prática em classe reforçada por reuniões semanais com outros colegas, para tornar-se uma boa professora construtivista.

Fonte: http://tatiana-alfabetizacao.blogspot.com/2008/11/construtivismo.html

terça-feira, 8 de março de 2011

Palestra EDGAR MORIN - Pensar o Sul

PENSAR O SUL é o tema sobre o qual o pensador e escritor Francês Edgar Morin nos convida a refletir.
Sua referência é de que há uma pluralidade no Sul no sentido geográfico, geopolítico, mas também simbólico, que exige um novo modo de análise e de compreensão do contexto mundial, impelindo-nos a navegar por vários portos, a entrelaçar continentes, arquipélagos e ilhas que formam esse novo Sul.
Um Sul que reivindica uma política de regeneração, de defesa da qualidade de vida e do ambiente, uma defesa que implica na defesa da vida em si mesmo, uma política de imigração que nos permite substituir o medo demográfico e étnico, pelo sentido de hospitalidade, pelo sentimento de complementaridade e respeito do outro.
A educação na era planetária

http://www.youtube.com/watch?v=9X88558EfRs Parte 1

http://www.youtube.com/watch?v=0LGQbDMMfHk&feature=related Parte 2

Texto: O pensamento complexo de Edgar Morin e sua ecologia da ação

http://www.edgarmorin.org.br/textos.php?p=4&tx=57

Texto: A educação na era planetária

http://www.edgarmorin.org.br/textos.php?tx=30

Texto: Da necessidade de um pensamento complexo

http://www.edgarmorin.org.br/textos.php?p=6&tx=19