ADs CEDERJ Respondidas para estudos



Nesta página:
1 - Alfabetização e Letramento 1
2 - Alfabetização e Letramento 2
3 - Avaliação e Educação
4 - Ciências Naturais na Educação 1
5 - Ciências Naturais na Educação 2
6 - Educação e Conservação da Natureza
7 - Educação de Jovens e Adultos (EJA)
8 - Geografia na Educação 1
9 - Geografia na Educação 2
10 - Currículo
11 - Imagem e Educação
12 - Metodologia da Pesquisa em Educação
13 - Movimentos Instituintes e Educação
14 - Movimentos Sociais e Educação
15 - Paulo Freire: Pensamento e Obra
16 - Práticas Educativas em Contextos Não Escolares
17 - Psicopedagogia
18 - Teatro, Educação e Saúde




1 - ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO 1
AD1

Questão 1
Que critérios definem a pessoa como analfabeta funcional?

De acordo com o INAF, “é considerada analfabeta funcional a pessoa que, mesmo sabendo ler e escrever, não tem as habilidades de leitura, escrita e cálculos necessárias para viabilizar seu desenvolvimento pessoal e profissional”.

Questão 2
O INAF define quatro níveis de alfabetismo. Cite-os e explique-os.

ANALFABETISMO – Corresponde à condição dos que não conseguem realizar tarefas simples que envolvem a leitura de palavras e frases ainda que uma parcela destes consiga ler números familiares (números de telefone, preços etc).

ALFABETISMO NÍVEL RUDIMENTAR – Corresponde à capacidade de localizar uma informação explícita em textos curtos e familiares (como um anúncio ou pequena carta), ler e escrever números usuais e realizar operações simples, como manusear dinheiro para o pagamento de pequenas quantias ou fazer medidas de comprimento usando a fita métrica.
ALFABETISMO NÍVEL BÁSICO – “São consideradas funcionalmente alfabetizadas, pois já lêem e compreendem textos de média extensão, localizam informação mesmo que seja necessário realizar pequenas inferências, lêem números na casa dos milhões, resolvem problemas envolvendo uma sequência simples de operações e têm noção de proporcionalidade. Mostram, no entanto, limitações quanto às operações requeridas envolvem maior número de elementos, etapas ou relações”.
ALFABETISMO NÍVEL PLENO – “São pessoas cujas habilidades não mais impõem restrições para compreender e interpretar textos em situações usuais: lêem textos mais longos, analisando e relacionando suas partes, comparam e avaliam informações, distinguem fato de opinião, realizam inferências e sínteses. Quanto à matemática, resolvem problemas que exigem maior planejamento e controle, envolvendo percentuais, proporções e cálculo de área, além de interpretar tabelas de dupla entrada, mapas e gráficos”.
Questão 3
De acordo com o INAF, embora o nível de escolaridade seja sinônimo de competência na leitura, escrita, interpretação de textos e números, os resultados verificáveis demonstram haver incompatibilidades cognitivas com os níveis de escolaridade atingidos.


Questão 4
Quais as conclusões gerais do documento INAF 2009? Comente-os criticamente
Para o INAF as habilidades no uso da leitura, escrita e matemática não devem significar um ato contínuo dos estudos, mas sim possibilitar ao aluno enfrentarem os desafios do cotidiano do trabalho. Um ensino qualitativo e não quantitativo, condições essenciais para o pleno exercício da cidadania.


Questão 5

A avaliação diagnóstica é um procedimento de ensino a ser adotado com o objetivo de se estabelecerem relações entre a proposta de ensino, o perfil pedagógico da turma e as necessidades de aprendizagem específicas de cada aluno. O planejamento pedagógico, por sua vez, como o projeto de trabalho do professor, só se torna efetivo se elaborado a partir da articulação entre a proposta de ensino e os sujeitos da aprendizagem (Monteiro e Baptista)

Comente a relação de importância que as autoras atribuem à avaliação diagnóstica, à proposta de ensino, ao perfil pedagógico da turma, às necessidades específicas de cada alunos e ao planejamento de ensino.
Para as autoras, a interação professora/docente requer um trabalho coletivo envolvendo todo o corpo docente e os demais profissio­nais na sua elaboração. Essa construção co­tidiana da prática educativa exige dos seus profissionais a capacidade de fazerem esco­lhas, criar, recriar, pesquisar, experimentar e avaliar constantemente suas opções. Portanto, somente uma prática peda­gógica autônoma garante as condições para o exercício profissional competente e para a construção de uma educação comprometida com a qualidade referenciada socialmente. Nesse sentido, para as autoras, “o direito de ter acesso ao mundo da linguagem escrita e dele se apro­priar não pode descuidar-se do direito de ser criança”.
Questão 6
Como Monteiro e Mourão (2009) entendem os termos ALFABETIZAÇÃO e LETRAMENTO e que relações sugerem haver entre eles na prática pedagógica?

Para as autoras, “alfabetização se refere ao processo por meio do qual o sujeito domina o có­digo e as habilidades de utilizá-lo para ler e escrever. Trata-se do domínio da tecnologia, do conjunto de técnicas que o capacita a exercer a arte e a ciência da escrita”.
Letramento é o exercício efetivo e competente da escrita e im­plica habilidades, tais como a capacidade de ler e escrever para informar ou informar-se, para interagir, para ampliar conhecimento, capacidade de interpretar e produzir diferentes tipos de texto, de inserir-se efetivamente no mundo da escrita, entre muitas outras”
Segundo Monteiro e Mourão, a relação entre alfabetização/Letramento na prática pedagógica visa considerar a realidade sociocultural dos alunos e o contexto da escola com o objetivo de mobilizar os processos de aprendiza­gem das crianças de modo a ajudá-las no desenvolvimento das capacidades relaciona­das à leitura e à escrita e na construção de representações sobre esse objeto de estudo. Buscando, nesse sentido, referên­cias metodológicas para projetar seus traba­lhos junto às crianças.


Questão 7
Tomando por base o artigo de Monteiro e Baptista (2009), reúna as idéias principais das autoras nos tópicos indicados a seguir, e em seguida comente-os criticamente.
a. O desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita de palavras, frases e textos em sala de aula
b. Elementos para a construção de uma proposta pedagógica


  1. De acordo com Batista e Monteiro, “a escrita de palavras, frases e leitura de textos leva tempo e requer treino por parte das crianças. Para isso, um conjunto de atividades de leitura e escrita de palavras e frases deve fazer parte do planejamento pedagógico dos professo­res desde o primeiro ano do Ensino Funda­mental. Simultaneamente, as crianças terão ainda que desenvolver a capacidade de ler e interpretar textos com autonomia”. Entende-se, portanto, que as autoras sugerem um contato pleno dos mais diversos textos, escritos ou imagéticos, para que as crianças identifiquem, desde a tenra idade, em contato com esses materiais, a mensagem, relativos aos seus contextos sociais.


  1. Para as autoras, o conhecimento de elementos que compõem os textos escritos, os seus esti­los, a identificação do autor, a finalidade e o contexto, são construídos na prática cotidiana de leitura e escrita. Essa construção requer uma orientação adequada no sentido de, as crianças, mesmo antes de terem domínio do sistema de escrita, conhecerem as especi­ficidades dos gêneros textuais, a forma como os textos devem ser interpretados de forma a desenvolverem uma postura de leitores críticos.
Questão 8
A partir da leitura do texto de Monteiro e Baptista (2009), explique os níveis conceituais da escrita construídos por crianças.

Para Monteiro e Batista, a criança, no primeiro momento de confrontação com as marcas gráficas, sejam elas impressas em livros, cartazes etc, vê nascer um longo processo de construção de esquemas conceituais. O desenrolar desse processo apresenta-se, em primeiro período, pela distinção entre o modo de representação icônico e não icônico. No segundo período, ocorre a construção de formas de diferenciação; o aprendiz busca exercer um controle progressivo das variações sobre os eixos qualitativos e quantitativos para, finalmente, no terceiro período, concretizar o processo fonético que se inicia com um período silábico e culmina em um período alfabético.
Nesse sentido, para as autoras, o longo processo de construção de esquemas conceituais que se desenvolve desde os primeiros contatos da criança com a escrita se inicia com a capacidade de distinguir desenho de escrita. Posteriormente elabora hipó­teses sobre a quantidade, a combinação e a distribuição das letras. Compreende o que é que a escrita representa e, finalmente, tenta fazer coincidir a escrita e o enunciado oral.


AD2 Alfabetização e Letramento 1

QUESTÃO 1
Leia com atenção o texto “O construtivismo no ensino fundamental: um caso de desconstrução” (Chakur, Silva e Massabni, 2004). Em seguida, responda as questões abaixo:
a) Em que época, em que contexto foi produzido o texto, e para que público alvo ele foi dirigido? (0,5 ponto)
b) Qual o objetivo do estudo desenvolvido por Chakur, Silva e Massabni (2004)? (0,5 ponto)
c) Que fatores levaram os referidos autores a desenvolver tal pesquisa? (1 ponto)
d) Quais os resultados do estudo e como os autores os apresentam? (2 pontos)
e) Quais as principais conclusões a que chegaram os autores da pesquisa? (1 ponto)
QUESTÃO 2
Após a leitura atenta do artigo ““Letramento e Alfabetização: as muitas facetas”, de Magda Soares, responda as questões a seguir:
a) Qual o contexto de produção desse artigo pela autora? Qual a sua motivação para escrevê-lo? (1 ponto)
b) Qual o objetivo do texto, considerando o seu público leitor? (1 ponto)
c) Quais os conceitos e as idéias principais apresentadas por Magda Soares em cada seção a partir dos quais ela organiza o artigo( 2 pontos):
i. A invenção do letramento;
ii. A desinvenção da alfabetização; e
iii. A reinvenção da alfabetização
d) Que conclusões da autora a respeito das facetas da alfabetização e do letramento? (1 ponto)
QUESTÕES 3 (2 PONTOS)
A partir da leitura dos textos das aulas 13 a 18, sobretudo a discussão entre os conceitos de alfabetização e letramento e a proposta de indissociabilidade de tais conceitos no momento do ensino, analise e comente o relato de experiência apresentado abaixo.
Situação didática: Leitura e exploração da parlenda “Corre Cutia”
Professora Leônia Maria Malta de Souza, Educação Infantil (Grupo 5), escola da Rede Municipal de Educação da cidade do Recife
Leônia – Presta atenção! a gente vai fazer uma brincadeira, vamos todos para a roda (afasta as cadeiras e mesa, para ajudar as crianças a sentarem)
Leônia – Primeiro vou explicar pra vocês a brincadeira. Todo mundo precisa ficar de cabeça baixa e de olhos fechados, fechados de verdade... (a professora explica a brincadeira).
Alunos - “Corre cutia na casa da tia...” (os alunos repetem a brincadeira várias vezes, pois todos querem fazer o que foi feito pela professora )
Leônia – Olhem para o texto, hoje eu trouxe uma parlenda para vocês, essa que a gente brincou há pouco.
(a professora cola o cartaz com a parlenda no quadro )
Leônia – Eu vou ler e depois vocês me acompanham.
Leônia – “corre cutia na casa da tia....”
Leônia – agora vamos ler juntos, vou numerar as frases para vocês me acompanharem melhor, eu vou apontando para o texto e vocês vão lendo comigo...
Leônia/alunos - 1 “corre cutia
2 na casa da tia,
3 corre cipó
4 na casa da avó,
5 lencinho na mão
6 caiu no chão
7 moça bonita
8 do meu coração”,
Leônia – Vocês vão numerar o texto como está aqui no cartaz. Presta atenção.
(A professora entrega uma folha com o texto escrito para cada criança)
Leônia – vamos ler mais uma vez, pra gente identificar as rimas. Vamos pintar as palavras que rimam.
Leônia – 1 “corre cutia
2 na casa da tia,
Aluno1- (vai ao quadro e aponta para o ia) aqui, tia, que tá igual.
Aluno2 – olha, tia, tem essa palavra aqui (e mostra o tia),
Leônia – muito bem! Vamos circular e pintar de amarelo, a palavra toda “cutia” e “tia”. Agora dessa mesa aqui vem você.
Leônia – 3 corre cipó
4 a casa da avó
Aluno – mostra apenas o Ó
Leônia – agora vamos circular e pintar de vermelho “cipó” e “avó” que terminam iguais...que, que rimam.
Leônia – Podemos continuar?
Leônia – e agora? Nesse:
5 lencinho na mão
6 caiu no chão
Leônia – Venha, Gabriel, venha mostrar qual é a rima.
Gabriel – (fica em dúvida e correm duas crianças e mostram).
Leônia – Então, esse vamos pintar de laranja. E vamos pintar também a palavra coração, veja aqui na linha de número oito, na oitava linha... que termina igual a mão e chão.
Tudinho de laranja
Leônia – todo mundo já pintou?
Alunos – Já! Já!
Leônia – Deixa eu ver se fizeram tudo direitinho, cadê seu nome? Como vou saber que é sua tarefa?
Alunos - Terminei, tia, eu terminei.

( A professora vai passando de mesa em mesa...)


Folha de respostas
QUESTÃO 1

a)De acordo com o texto, em 2004, no contexto da educação brasileira sendo público alvo os professores mecanicistas.

b) Segundo o texto, identificar mais precisamente o “repertório construtivista” presente em nas escolas.

c) Como chegam aos professores do Ensino Fundamental as idéias e princípios construtivistas, de que modo são assimilados e como são “transportados” para a situação de ensino/aprendizagem: haverá desvios, deformações, nessa transposição? Ou os “saberes construtivistas” dos professores correspondem de modo exato às idéias originalmente formuladas por Piaget? Onde os professores vão buscar informações sobre o Construtivismo?”

d) Segundo os autores, “os desvios da teoria construtivista original de Piaget possivelmente já estão presentes nos meios de divulgação do “pacote educacional” – na formação inicial e continuada, em revistas, artigos, etc. A decisão de implantar certa teoria na educação leva os agentes legisladores e divulgadores a transmiti-la de forma aligeirada, recorrendo, então, a frases feitas, chavões e slogans, mais fáceis de serem assimilados, mas que perdem seu sentido ao mudar de contexto e desligar-se do arcabouço teórico original”.

e) De acordo com os autores, “para o professor como profissional, é imprescindível manter a dignidade do seu papel como agente que interfere na situação educativa, transmitindo às novas gerações os conteúdos culturalmente valiosos que permitirão aos alunos compreender, interpretar
e transformar o mundo em que vivem. E desse modo, prefere continuar a favor do ensino tradicional a ser despojado do seu papel”.

QUESTÃO 2
a) De acordo com Soares, o contexto está na “retomada de conceitos e problemas, buscando identificar sua evolução ao longo das duas últimas décadas. De acordo com o texto, a motivação está situada na recuperação da especificidade da alfabetização em suas múltiplas facetas.

b) Segundo Soares, “Defender, numa proposta apenas aparentemente contraditória, a especificidade e, ao mesmo tempo, a indissociabilidade desses dois processos – alfabetização e letramento, tanto na perspectiva teórica quanto na perspectiva da prática pedagógica”.

c) i. A invenção do letramento;
Segundo Soares, “a invenção do letramento, entre nós, se deu por caminhos diferentes daqueles que explicam a invenção do termo em outros países, como a França e os Estados Unidos. Enquanto nesses outros países a discussão do letramento se fez e se faz de forma independente em relação à discussão da alfabetização, no Brasil a discussão do letramento surge sempre enraizada no conceito de alfabetização”.

ii. A desinvenção da alfabetização

Para Soares, “defender a especificidade do processo de alfabetização não significa dissociá-lo do processo de letramento”. (...) “se as crianças estão sendo, de certa forma, letradas na escola, não estão sendo alfabetizadas, parece estar conduzindo à solução de um retorno à alfabetização como processo autônomo, independente do letramento e anterior a ele”.

iii. A reinvenção da alfabetização
  • a necessidade de reconhecimento da especificidade da alfabetização, entendida como processo de aquisição e apropriação do sistema da escrita, alfabético e ortográfico”;
  • a importância de que a alfabetização se desenvolva num contexto de letramento”;
  • o reconhecimento de que tanto a alfabetização quanto o letramento têm diferentes dimensões, ou facetas, a natureza de cada uma delas demanda uma metodologia diferente”;
  • a necessidade de rever e reformular a formação dos professores das séries iniciais do ensino fundamental, de modo a torná-los capazes de enfrentar o grave e reiterado fracasso escolar na aprendizagem inicial da língua escrita nas escolas brasileiras”.

d) Para a autora, “o momento atual é caracterizado como sendo de tentativas de reinvenção da alfabetização, considerada necessária desde que entendida não como a volta a paradigmas do passado, mas como recuperação da especificidade da alfabetização”.


QUESTÃO 3
Ao propor a parlenda a seus alunos, a professora Leônia solidifica a indissociabilidade entre alfabetização e letramento. Sendo a alfabetização, “o processo por meio do qual o sujeito domina o có­digo e as habilidades de utilizá-lo para ler e escrever. E letramento o exercício efetivo e competente da escrita”, seus alunos, “paralelamente ao processo de compreensão da natureza alfabética do sistema de escri­ta, desenvolverão alguns meca­nismos da leitura e da escrita de palavras”. Nesse sentido, a professora apresentando as frases, de forma lúdica, desenvolverá a capacidade dos alunos inserirem-se no mundo da escrita, lerem e interpretarem textos com autonomia.



2 - ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO  2


AD1


1 - Na entrevista I, a professora Cecília Goulart, reflete sobre alfabetização, a leitura e a escrita na escola. As aulas 1 e 2 apresentam e discutem o conceito de ambiente(s)alfabetizador(es).

Releia, com atenção, esses textos. Tendo-os como referência, discuta o conceito de “ambiente(s) alfabetizador(es)” articulando-o a práticas alfabetizadoras mais favoráveis à aprendizagem das crianças das classes populares.
Valor: 2,5 pontos

2A professora Cecília Goulart afirma (na entrevista I):
“Hoje os dados oficiais brasileiros vêm falando que cerca de 16% da população é analfabeta, mas se nós considerarmos os analfabetos funcionais, esse índice cresce muitíssimo, porque nós, muitas vezes, estamos considerando alfabetizadas pessoas que só têm um conhecimento instrumental da língua escrita, quer dizer, aquele conhecimento que só serve para resolver questões de ordem prática da vida cotidiana, assinar o nome, ler, com certa dificuldade, uma pequena informação, mas não é um conhecimento que permita a essa pessoa participar de uma forma integral das práticas sociais letradas”.
A prática alfabetizadora, realizada cotidianamente nas escolas, pode contribuir para a transformação desses índices de analfabetismo/analfabetismo funcional? Como? (Não se esqueça de articular prática e teoria, em sua resposta)
Valor: 2,5 pontos



3- Na aula 6 são apresentadas algumas “dicas” que abrem possibilidades para que o trabalho com a leitura e a escrita possa ser vivenciado, pelas crianças, desde a Educação Infantil.

Escolha duas dessas “dicas”. Discuta-as (sempre articulando prática e teoria) tendo como referência o rompimento com uma concepção preparatória da educação Infantil, ainda tão presente no cotidiano das escolas.
Valor: 2,5 pontos


4- Ensinar a ler e escrever, lendo e escrevendo, implica compreender o trabalho com a leitura e a escrita a partir das diferentes situações ligadas ao contexto social das crianças. Exemplifique situações do dia a dia da sala de aula em que essa perspectiva possa ser trabalhada.
Valor: 2,5 pontos

Folha de respostas AD1



Questão 1
Para Cecília Goulart, “as crianças das classes menos favorecidas também chegam à escola com informações sobre a língua escrita, mas não chegam com informações mais diretas, mais específicas, como as crianças que já tiveram a oportunidade de, em casa (inserido num ambiente alfabetizador) ver o pai, ou a mãe, ou o responsável escrevendo, vendo o pai ou a mãe lendo, lendo para elas, respondendo às perguntas delas”. Assim, “Paulo Freire nos convida a pensar não mais em um ambiente alfabetizador (os cantinhos, sem contextualização), único para todas as crianças, mas sim em ambientes alfabetizadores que possam incorporar na sala de aula as leituras de mundo que professoras e crianças constroem no cotidiano, ampliando-as e diversificando-as. A construção de ambientes alfabetizadores favoráveis à aprendizagem das crianças das classes populares, construídos a partir das diferenças culturais, que ampliem e diversifiquem as leituras de mundo trazidas, pelas crianças, de seu cotidiano, tornando-as objeto de escrita e reflexão”.




Questão 2
Sim. Cecília Goulart cita a autora Liliana Tolchinsky, segundo ela, a escola tem que trabalhar para dar conta de conhecimentos de ordem prática, de ordem científica, e de ordem literária. Se conseguirmos alfabetizar e letrar nossos alunos na dimensão de textos dessas três ordens, vamos estar conseguindo letrar essas pessoas.
Nesse sentido, contribuir para a transformação desse índice é expor os alunos a ambientes de cultura letrada que articule os textos à suas realidades sociais.




Questão 3
Para Rêgo e Fernandes, “na maioria das escolas de Educação Infantil, a preocupação com o atendimento aos anseios de pais que cobram resultados – mesmo que não saibam bem quais seriam– é focada na alfabetização, ou no que temos chamado, processo de apropriação da leitura e da escrita. Em verdade,
o processo de apropriação da leitura e da escrita se dá no âmbito das atividades cotidianas simples e presentes na sala de aula e em todos os espaços escolares, independentemente de uma preocupação específica com a alfabetização”.
Assim, considero importantes duas das dicas citadas:

  • Escreva sempre na presença das crianças. Não espere que elas estejam ausentes para preparar murais e cartazes. Elas precisam ver a escrita acontecendo, os movimentos e a dinâmica.

  • Leia muito para elas, não apenas histórias, mas avisos que estejam espalhados pela escola, cartazes, propaganda, jornal, tudo o que despertar a curiosidade delas.

A criança gosta de imitar o adulto. Assim, vendo o professor escrevendo e ouvindo sua leitura, o estímulo será maior e , além de proporcionar pela interatividade, um aprendizado recíproco.
Portanto, conclui as autoras, “a Educação Infantil, quando cumpre sua tarefa, oferece às crianças variadas formas de contato com a linguagem, em suas diferentes manifestações: escrita, imagens, placas de sinalização, mapas, tabelas e tudo o que demande leitura, em uma concepção ampla. O importante é avançar para além da cultura da oralidade”.
O professor da Educação infantil precisa falar muito, mas precisa escrever tanto quanto fala. É importante que ele registre histórias, pesquisas, atividades e toda sorte de experências vividas com seus alunos”.


Questão 4
No dia a dia da sala de aula, as crianças devem ser estimuladas a produzirem textos que determinem regras de suas brincadeiras, por exemplo: a construção de uma pista onde circulem carros e que estes se movimentem por números de um jogo de lançamento de dados. Nessa pista podem estar os sinais de trânsito. As crianças podem ser os carros, os sinais, os pedestres etc.
De acordo com Pérez, “a leitura e a escrita podem (e devem) ser trabalhadas de forma lúdica e criativa. Brincando com a palavra, a criança a incorpora a sua realidade e utiliza-se dela para expressar conteúdos existenciais, imaginários e emocionais, num processo de comunicação com o mundo”.
A palavra transforma-se, assim, em elemento de expressão escrita. A criança aprende a escrever textos livres, pois a escrita expressa suas fantasias e emoções, suas idéias e pensamentos, seus conhecimentos sobre o mundo em que vive. O interesse da criança não está voltado para a escrita correta da palavra, mas para sua função no texto. Tanto em relação à escrita, quanto em relação à leitura. O que importa é o texto como totalidade, o que confere sentido à escrita”.
Nesse sentido, a criança estando livre para escrever e relatar suas produções, sem a preocupação de estarem sendo avaliadas, haverá maior ganho significativo em suas aprendizagens.


AD 2  Alfabetização e Letramento 2


É inegável a presença maciça da televisão na vida das crianças, bem como a força que esse veículo tem de formar opiniões, moldar comportamentos etc. De acordo com a aula 21 e os textos lidos, qual pode ser o papel da escola e do professor na mediação entre criança e TV? Como podemos estabelecer uma relação construtiva entre mídia e educação?
  1. Organizar o trabalho pedagógico em forma de projetos é uma estratégia que favorece, dentre outros aspectos, a construção, por parte do professor, de uma prática criativa, que se em diálogo com os alunos e o contexto em que vivem. Leia as aulas 17, 18 e 19 e apresente as principais características do trabalho por meio de projetos, explicando como ele deve ser estruturado. Destaque suas principais vantagens.
VALOR: 2 pontos



2 - A aula 20 e a entrevista II com Vani Kenski Novas falam que vivemos em um ambiente cada vez mais sofisticado do ponto de vista das novas tecnologias de informação. De que forma você considera que o contexto atual, com a forte presença da tecnologia nas relações sociais, intervém no aprendizado da leitura e da escrita?
VALOR: 1,5 ponto



3 - O conceito de professor-pesquisador, como falado na aula 23, se origina na valorização do professor, de sua forma de ver a realidade, pensar sobre ele e interferir, compreendendo o professor como agente ativo do processo educacional. Explique no que consiste um professorpesquisador e destaque os desafios que envolvem essa prática.
VALOR: 1,5 ponto




4 - Leia a afirmação da professora Regina Leite Garcia (1989) que está na aula 24:
Reconhecer a professora como capaz de teorizar sobre a sua própria prática é para nosso grupo um princípio teórico-epistemológico que alicerça nossa ação política e que nos faz considerar a escola como um espaço de teoria em movimento permanente de construção, desconstrução e reconstrução.. Desenvolva a ideia, utilizando exemplos da prática, em que é possível reconhecer a escola como um espaço deteoria em movimento.
VALOR: 2 pontos




5 - De acordo com o texto IV -Quem conta um conto aumenta um ponto- , indique uma possibilidade metodológica para a elaboração de um projeto de leitura com base nos contos da tradição oral.
VALOR: 1 ponto


Questão 1
De acordo com as aulas 17, 18 e 19, todo trabalho por meio de projetos caracteriza-se em primeiro lugar “conhecendo a realidade dos alunos, ouvindo-os Em seguida a escolha do tema, a determinação dos objetivos, a coleta de dados, sua análise e interpretação até o relatório final”. Sua estrutura é feita por etapas:
Pré-textual
* Capa.
* Folha de rosto.
* Sumário
Textual
* Introdução
* Justificativa
* Público-alvo
* Metodologia
* Formas de registro
* Resultados
* Planilha de custos
Oferece assim, como vantagens, “atendimento às necessidades e interesses dos alunos;
possibilidade de vínculo com a realidade que cerca a comunidade escolar; possibilidade de relação com os fatos que acontecem no mundo; oportunidade de questionamento de valores; posturas éticas e temas diversos, normalmente não contemplados nos currículos; produção de diferentes formas de registro do trabalho, utilizando material diversificado e não apenas textos copiados em cadernos ou prontos em folhas de exercício, cartazes etc.; envolvimento e compromisso do grupo com o trabalho, uma vez que houve participação deles na escolha e na organização do projeto; co-autoria de alunos e professores na construção do conhecimento”.

Questão 2

De acordo com a aula 20, vivemos o tempo da “Sociedade da Informação”. Uma sociedade que se estrutura com base no acesso à informação e impõe uma nova relação com o saber e com o conhecimento” . Para Kensky, “o espaço da internet ainda é subutilizado, os portais dificilmente têm uma ligação com o cotidiano de uma escola, há uma diversidade muito grande de conteúdos mas não uma movimentação diferenciada que mobilize professores e alunos para esses espaços”. Assim, considero que o contexto atual das NTIC na aprendizagem da leitura e da escrita de certa forma está desconectada com a realidade dos alunos, existe um vasto campo de leitura e escrita a ser explorado que os alunos ainda não conseguiram se organizarem para absorver. Nesse sentido, “a escola, os professores e educadores, em geral, precisam construir uma postura reflexiva e, ao mesmo tempo, objetiva, de como utilizar a tecnologia como aliada ao processo de formação de seus alunos, para a inserção em um mundo e uma sociedade, com demandas e necessidades que ainda desconhecemos”.


Questão 3

Segundo Schön, professor-pesquisador consiste naquele que “reflete sobre a própria experiência envolvendo três movimentos: o conhecimento-em-ação; a reflexão-em-ação e a conversa-reflexiva-com-a-situação”. Os grandes desafios são os professores compreenderem aceitarem essas mudanças como suas nas práticas qualitativas em salas de aula, reafirmando a melhoria da qualidade da Educação para todos.

Questão 4

Movimento permanente de construção, desconstrução e reconstrução consiste, segundo Araújo e Pérez, num diálogo permanente entre a teoria e a prática no qual os conhecimentos vão sendo produzidos por um processo de investigação através da interação com os alunos e a troca de experiências com outros professores, seja através da reflexão teórica que acontece fora e dentro do espaço da escola. Como exemplo prático podemos adaptar a aprendizagem do aluno segundo suas vivências extra-escolares e sua cultura sócio-histórica.

Questão 5

Como “quem conta um ponto aumenta um ponto”. Uma atividade para um projeto de leituras com base em contos orais, seria organizar os alunos, pais, professores, bibliotecário e comunidade. de forma a colherem dados e contos do desenvolvimento da região em torno da escola. Nesse sentido, os alunos poderiam se utilizar das informações orientadas pelo bibliotecário em comparação com os contos dos moradores da comunidade. Os professores poderiam mediar esse processo ajustando as informações obtidas e os autores indicados pelo bibliotecário. A avaliação poderia ocorrer no confronto de todos os contos que resultariam no histórico da construção da escola.


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3 - AVALIAÇÃO E EDUCAÇÃO

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1ª Questão (2 pts)
No texto introdutório, Fernandes defende que “Avaliar é um processo que acontece ao longo de todo o percurso de aprendizagem dos estudantes. Sem avaliar não há construção de conhecimentos, não há aprendizagens”.
Após a leitura atenta do texto, exponha os argumentos utilizados pela autora para explicar essa afirmativa.

2ª Questão (2 pts)
Com base no texto de Luckesi, explique por que o autor afirma que o ato de avaliar não é um ato neutro que se encerra na simples constatação.

3ª Questão (2 pts)
Luckesi considera que o ato de avaliar não é um ato impositivo, mas sim dialógico, amoroso e construtivo. O autor nos apresenta três elementos, que fazem parte desse ato de avaliar, e que seguem uma ordem lógica. Apresente cada um deles, destacando suas principais características.

4ª Questão (2 pts)
A afirmativa abaixo é de autoria de Antoni Zabala e consta no texto 2. Aponte os aspectos sobre os quais você concorda ou discorda. Justifique sua posição sobre cada um deles.
A tomada de posição em relação às finalidades do ensino, relacionada a um modelo voltado á formação integral da pessoa, implica mudanças fundamentais, especialmente nos conteúdos e no sentido da avaliação. Além disso, quando na análise da avaliação introduzimos a concepção construtivista do ensino e da aprendizagem como referencial psicopedagógico, o objeto da avaliação deixa de se focar exclusivamente nos resultados obtidos para se situar prioritariamente no processo de ensino-aprendizagem, tanto do grupo/classe quanto de cada um dos alunos. Por outro lado, o sujeito da avaliação não apenas se centra no aluno, como também na equipe que intervém no processo.

5ª Questão (2 pts)
Ainda a partir da leitura do texto 2 “Por que se deve avaliar?”, de Antoni Zabala, analise as afirmativas abaixo:
1 - Sob uma perspectiva uniformizadora e seletiva, o que interessa são determinados resultados em conformidade com certos níveis predeterminados.
2 - A complexidade do fato educacional impede dar, como respostas definitivas, soluções que tiveram bom resultado anteriormente.
3 - O conhecimento de como cada aluno aprende ao longo do processo de ensino-aprendizagem, para se adaptar às novas necessidades que se colocam, é o que podemos chamar de avaliação reguladora.
4 - De uma perspectiva profissional, o conhecimento relativo a como os alunos aprendem é, em primeiro lugar, um meio para ajudá-los em seu crescimento e, em segundo lugar, o instrumento que nos permite melhorar nossa atuação em aula.
Sobre elas é correto dizer que:
A) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 estão corretas;
B) Somente as afirmativas 1 e 2 estão corretas;
C) Todas as afirmativas estão corretas;
D) Todas as afirmativas estão incorretas.

Justifique sua resposta utilizando os argumentos do autor


Questão 1

Para Fernandes, “avaliar é analisar, refletir, mudar percursos, tomar decisões, ir em frente, voltar atrás”... “avaliação é um processo que envolve muitas etapas. envolve fazer um diagnóstico de uma situação, seja ela a aprendizagem de um aluno, o desenvolvimento de um projeto, a saúde de um paciente, depois envolve estabelecer formas de atuar para melhorar a situação, no que for necessário, depois de diagnosticada, tomar decisões a partir da ação implementada”. “Avaliação em educação envolve três níveis que se interrelacionam: um nível micro, ou seja, da sala de aula, pois pode referir-se à avaliação da aprendizagem dos estudantes, avaliação dos projetos desenvolvidos pelos professores com suas turmas; um nível meso, ou seja, da escola, pois pode referir-se à avaliação da instituição, a partir da avaliação do projeto político-pedagógico e, por fim, de um nível macro, ou seja, das redes de ensino seja em nível municipal, estadual ou federal”.



Questão 2
Para Luckesi, desde que diagnosticado um objeto de avaliação, ou seja, configurado e qualificado, há algo, obrigatoriamente, a ser feito, uma tomada de decisão sobre ele. É um ato dinâmico, que implica na decisão de 'o que fazer'. Sem este ato de decidir, o ato de avaliar não se completa. Em síntese, avaliar, para o autor, é um ato pelo qual, através de uma disposição acolhedora, qualificamos alguma coisa (um objeto, ação ou pessoa), tendo em vista, de alguma forma, tomar uma decisão sobre ela.


Questão 3

Segundo Luckesi, são três os elementos de uma avaliação: Disposição de acolher, Diagnosticar e Decidir.
Disposição de acolher. “Isso significa a possibilidade de tomar uma situação da forma como se apresenta, seja ela satisfatória ou insatisfatória, agradável ou desagradável, bonita ou feia. Nesse sentido, Avaliar um educando implica, antes de mais nada, acolhê-lo no seu ser e no seu
modo de ser, como está, para, a partir daí, decidir o que fazer”.
Diagnosticar, “que constitui-se de uma constatação e de uma qualificação do objeto da avaliação. Portanto, é preciso constatar o estado de alguma coisa (um objeto, um espaço, um projeto, uma ação, a aprendizagem, uma pessoa...), tendo por base suas propriedades específicas”.
Tomada de decisão. “Caso um objeto seja qualificado como satisfatório, o que fazer com ele? Caso seja qualificado como insatisfatório, o que fazer com ele?” Nesse sentido, é finalizar o processo dialógico de forma construtiva.

Questão 4

De acordo com Zabala, “procedemos de uma tradição educacional prioritariamente uniformizadora”. Nesse sentido, faz-se urgente frente aos novos paradigmas sociais, uma educação que considere os saberes inatos dos alunos e o seu contexto vivido. Assim, a avaliação é positiva quando considera o processo de aprendizagem do aluno. Visto que também os instrumentos de avaliação podem interferir nos resultados. Portanto, concordo com o ponto de vista de Zabala que orienta o modelo voltado à formação integral da pessoa implica mudança nos conteúdos e avaliação.



Questão 5

C ) Todas as afirmativas estão corretas.

Para Zabala, “o alcance dos objetivos por parte de cada aluno é um alvo que exige conhecer os resultados e os processos de aprendizagem que os alunos seguem. E, para melhorar a qualidade do ensino, é preciso conhecer e poder avaliar a intervenção pedagógica dos professores, de modo que a ação avaliadora observe simultaneamente os processos individuais e grupais”. Nesse sentido, considero que o autor busca uma conquista que de uma forma geral atinja, professor e aluno, uma aprendizagem que os tornem cidadãos críticos e reflexivos.


AD2 Avaliação e Educação


Questão 1 (4 pontos)

A partir da leitura do texto 6, Avaliar: O ato tecido pelas imprecisões do cotidiano, responda:
  1. O que configura, de acordo com Esteban, a avaliação como prática de investigação?
  2. Como a autora aborda a questão do “erro” e do “ainda não saber” dos alunos?

Questão 2 ( 2 pontos)

No texto 7, Fernandes afirma que “a implementação dos ciclos nas escolas traz implicações para a sociedade, para o cotidiano da escola e para as práticas avaliativas”. Que implicações são essas?

Questão 3 (2 pontos)

No texto 8 Freitas e Fernandes discutem diversas questões relacionadas à avaliação. Uma delas diz respeito à afirmação de que a reprovação é garantidora de uma maior qualidade de ensino. Qual a posição dos autores sobre isso?

Questão 4 (2 pontos)

Ainda com base no texto 8, responda:
  1. Como os juízos de valor interferem nas relações entre professores e alunos?
  2. Que aspectos devem ser considerados quando elaboramos um instrumento de avaliação?


Questão 1

  1. De acordo com Esteban, “a avaliação como prática de investigação se configura pelo reconhecimento dos múltiplos saberes, lógicas e valores que permeiam a tessitura do conhecimento. Neste sentido, a avaliação vai sendo constituída como um processo que indaga os resultados apresentados, os trajetos percorridos, os percursos previstos, as relações estabelecidas entre pessoas, saberes, informações, fatos, contextos. Não se paralisa com a identificação do erro ou do acerto, não busca relações superficiais entre o que é observável e os processos que o atravessam. Interroga o que se faz visível e procura pistas do que é conduzido à invisibilidade”.

  1. Para Esteban, “o erro é considerado um importante elemento na tentativa de compreender a complexidade dos processos e de produzir práticas que incorporem os processos em sua complexidade. O erro dá pistas sobre os conhecimentos, práticas, processos, valores, presentes na relação pedagógica, embora frequentemente invisíveis. O erro é portador de conhecimentos, processos, lógicas, formas de vida, silenciados e negados pelo pensamento hegemônico”. O ainda não saber, segundo a autora, revela a possibilidade e a necessidade de novos e mais profundos conhecimentos.


Questão 2

Segundo Fernandes, “a distribuição diferenciada (por ciclos) traz implicações não só na forma de avaliar, como também na forma de se organizar o conhecimento escolar ao longo do tempo, na relação professor-aluno, nas relações família/escola, na cultura escolar”. “Uma nova concepção de avaliação, como na escola em ciclos, traz implicações para o cotidiano escolar: mudanças nos projetos político-pedagógicos, nos currículos, nas condições de funcionamento da escola, nas relações no interior das escolas e suas hierarquias, nas relações famílias e escola”.


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4 - CIÊNCIAS NATURAIS NA EDUCAÇÃO 1

AD 1


Questão 1
Para Hora,
  1. O conhecimento sensorial se baseia no dado empírico. É obtido por meio da realidade sensorial, tal como as cores, o movimento, as configurações, a dureza, o paladar, a temperatura, o odor, o som etc”.
  2. O conhecimento intelectual opera sobre os dados sensoriais, ultrapassando-os. Formula conceitos gerais, abstratos, definições universais, relações ideais”.
  3. O conhecimento popular é subjetivo, tende a estabelecer relações diretas de causa e efeito e pode se cristalizar em preconceitos. É a forma de conhecer a realidade em que se vive, age, mora, fala, integrando o homem a seu meio”.
  4. O conhecimento científico pertence ao gênero do conhecimento intelectual. É conhecer as coisas em sua singularidade, conhecer suas causas ou sua generalidade. Segue um plano rigoroso descrito pela Ciência, busca explicações de experiências vividas de formas diferentes. É permanente e contínuo, está aberto às mudanças. É um conhecimento em construção, logo, é uma produção histórica e social”.

Questão 2

Para Santos,

  1. Cadeia alimentar “é a transferência em série da energia presente nos organismos vivos a partir de um produtor, passando por um consumidor e finalizando com um decompositor”.
  2. Porque “têm o poder de absorver, armazenar e transformar a energia do Sol em energia química. Conseguem sintetizar seus alimentos (orgânicos) tendo como base substâncias inorgânicas em contato como a luz, fonte de energia e, por isso, os produtores são considerados organismos autotróficos (produzem alimentos). São denominados também fotossintetizadores”.
  3. Apesar de “não sintetizarem o seu próprio alimento, produzem substâncias inorgânicas importantes para o reaproveitamento de matéria a partir da ingestão de cadáveres de espécies em decomposição. São também conhecidos como saprófitos ou sapróvoros e estão representados por bactérias e fungos”.
  4. Como exemplo de consumidor primário, o coelho, pois se alimenta dos produtores (as plantas).

Questão 3

Para santos,

Efeito Estufa - “Efeito proveniente da absorção da radiação solar, pela atmosfera, isto é, aquecendo a superfície do planeta, há a produção da irradiação que permanece nas camadas atmosféricas interiores, elevando o seu nível térmico. Causado pela queima de combustíveis fósseis (carvão, petróleo), tem como conseqüência maior a mudança do clima terrestre e a elevação do nível dos oceanos a partir do derretimento de geleiras”.

Destruição da camada de ozônio – Camada de ozônio “é a camada da atmosfera terrestre situada entre as altitudes de 12 a 50 km, em que existe uma concentração de ozônio relativamente elevada. É causado pelo crescimento dos gases clorofluorcarbonos (CFC), utilizados em aerossóis, embalagens de isopor, motores de geladeira e ar condicionado. As conseqüências são a interferência na fotossíntese dos vegetais e o enfraquecimento do sistema imunológico do homem devido à exposição aos raios ultravioleta”.

Chuva Ácida – “É a precipitação contaminada por elementos gasosos que poluem a atmosfera, como o dióxido de enxofre e o óxido de nitrogênio. É causado pela queima proviniente dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo). Como conseqüência essa chuva inibe a reprodução de alguns organismos vivos, destruindo a flora e a fauna, polui reservatórios de águas potáveis e provoca corrosão em edifícios e monumentos históricos”.



AD 2   Ciências Naturais na Educação 1


Questão 1 (2 pontos)
O ensino de Ciências no Brasil passou por diferentes fases ao longo do século XX. Durante muitos anos, e de certo modo ainda nos dias de hoje, ele esteve centrado na memorização de fatos, conceitos, e leis.
Consultando a aula 15 responda:
Dentro das perspectivas atuais do ensino de Ciências como devemos encaminhar a aprendizagem dos nomes científicos dos animais, plantas, etc.?
Questão 2 (2 pontos)
Os alunos possuem uma curiosidade natural que deve ser estimulada sempre. Para o ensino de Ciências, é essa curiosidade e a possibilidade de satisfazê-la que viabilizam uma aprendizagem significativa. Na aula 20 esse tema foi discutido, entretanto, algumas questões ficaram sem resposta. A curiosidade de Joãozinho em verificar se o Sol passa ou não a pino ao meio-dia, por exemplo, deixa ainda outras questões importantes sem resposta. Para onde vai o Sol quando escurece? Porque no Natal faz calor aqui no Rio de Janeiro e na terra do Papai Noel está nevando? É possível Ter verão e inverno ao mesmo tempo na Terra?
Procure descobrir em outras fontes:
  1. Uma explicação para a ocorrência dos dias e noites.
  2. Uma explicação para a ocorrência das estações do ano na Terra.

Questão 3 (3 pontos)
A Ciência está na moda. As descobertas científicas aparecem o tempo todo nos meios de comunicação. Quase todos os jornais e muitas revistas têm uma seção específica dedicada a esse tema.
Selecione em um jornal ou revista uma reportagem sobre uma descoberta ou inovação na Ciência, anexe a esta AD, e faça uma análise crítica sobre seu conteúdo, seguindo o seguinte roteiro:
  • A reportagem que você selecionou trata de uma nova descoberta científica? Qual?
  • Ela revela um novo enfoque de algum tema científico já conhecido anteriormente? Qual é a novidade?
  • Aborda questões éticas envolvidas na produção científica? Qual é esta questão?
  • Você percebe algum caráter sensacionalista nesta reportagem? Qual?
Questão 4 (3 pontos)

Pesquise ou crie uma atividade prática que possa comprovar os estados físicos da água, relacionando todos os materiais utilizados, procedimentos, tempo de execução e observações que os alunos terão durante a prática.



Questão 1

De acordo com o autor, a prática tradicional conduz a uma aprendizagem insuficiente e limitada; por conseqüência, essa aprendizagem gera o desinteresse e o insucesso. Nesse sentido, é importante deixar que as crianças examinem as figuras, solicitando que agrupem os animais ou plantas conforme suas diferenças e semelhanças. Classificá-los segundo o ambiente em que eles vivem, ou seja, o exercício da classificação em coerência com o critério que foi escolhido.
Segundo Costa, deve-se “estimular o desenvolvimento de um conjunto de atitudes e capacidades tais como aprender, pesquisar, selecionar informação, concluir e comunicar”. Sendo assim, “depois de ter compreendido um determinado processo ou estrutura, os alunos formarão um vocabulário gradativamente”.

Questão 2

  1. Se observarmos atentamente o céu, a sensação que temos é tudo gira ao nosso redor enquanto estamos parados e por causa disso pensava-se que a Terra estava no centro do universo. Só quando o homem deixou de pensar que a Terra era o centro do universo é que se considerou a possibilidade dela girar enquanto o céu permanecia parado. Isso aconteceu no fim do século XV, quando Nicolau Copérnico verificou que os planetas não podiam ser encontrados nas posições previstas por cálculos quando a Terra era considerada o centro do Universo. Por isso ele lançou uma teoria em que o Sol estava no centro e todos os outros planetas giravam ao seu redor. Posteriormente Johannes Kepler (que viveu na mesma época de Galileo) conseguiu calcular a órbita de Marte ao redor do Sol. Mas, o fato da Terra girar e não o céu só foi confirmado com o aparecimento da luneta. Com ela Galileo pode observar que havia outras luas girando ao redor do planeta Júpiter e que o próprio Júpiter girava sobre si mesmo. Esses fatos levaram os astrônomos a concluir que a Terra era apenas um planeta como os outros e não o centro do universo. Assim ficou entendido que o dia e a noite ocorrem porque a Terra gira ao redor de um eixo imaginário como se fosse um pião.

  1. Muitos de nós aprendemos que a órbita da Terra (trajetória em torno do Sol) é elíptica, mas se desenharmos corretamente essa órbita não conseguiremos diferenciar a elipse de uma circunferência, ou seja, a órbita da Terra ao redor do Sol é quase uma circunferência. Mas, por ter uma órbita elíptica muitos acreditam que as estações ocorrem porque a Terra ora fica mais próxima do Sol e ora mais afastada. Cuidado, as estações não acontecem por causa disso! Se isso fosse verdade como se explica o fato do Natal ocorrer numa época fria (até nevar) nos países do hemisfério norte e no Brasil ocorrer numa época de muito calor? Será que metade da Terra está mais próxima do Sol e a outra metade esta mais afastada? Isso não faz sentido, concorda? Se as estações ocorressem pelo fato da órbita da Terra ser elíptica o comportamento climático no planeta seria uniforme, ou seja, num mesmo mês o clima seria do mesmo jeito em todo lugar, pois não há como partes, da Terra, estarem mais próximas ou mais afastadas do Sol para produzir climas diferentes. No entanto, em cada região do planeta as estações apresentam-se de formas diferentes, mesmo se forem observadas na mesma data (Natal frio no hemisfério norte e quente no hemisfério sul). Então vamos entender como ocorrem às estações.
O eixo da Terra é o responsável pelas estações do ano. A ocorrência das estações do ano depende de duas propriedades do eixo da Terra: primeira ele está inclinado com relação á órbita que a Terra faz ao redor do Sol; segunda essa inclinação é sempre a mesma, ou seja, o eixo aponta sempre para a mesma posição.
Fonte: Ciências para professores do ensino fundamental – Astronomia

Questão 3

Reportagem: A ciência dos afrodisíacos - Revista Galileu, editora globo – nº 164 (p.11) - março de 2005.

A reportagem selecionada revela os novos resultados científicos comprovando o poder das plantas afrodisíacas e o seu uso culinário. A novidade é o enfoque na desconstrução de mitos que povoam esse universo de conhecimento popular frente ao aspecto científico. A abordagem ética tem a ver com a sexualidade humana, que desperta o interesse de grande contingente de pessoas em relação ao tema que chega ser polêmico e ir de encontro às questões de caráter religioso. Nesse sentido, a reportagem tem sempre um teor sensacionalista porque a cada nova publicação de avanços científicos na área, desencadeia um aumento nas vendas do artigo publicado e nos produtos envolvidos com a pesquisa. Além, é claro, de postular fama a seus pesquisadores e autores dos artigos.


Questão 4

Considerando os três aspectos físicos da água: sólido, líquido e gasoso. Ele modifica-se segundo o tipo de ação que é submetido. Por exemplo, A água pode mudar de estado físico como, por exemplo, ir do estado sólido para o líquido. Um exemplo disso é quando deixamos o gelo (estado sólido da água) fora da geladeira e ele derrete virando líquido.

Existem nomes que representam cada uma destas mudanças de estados físicos: A fusão, que é a passagem do estado sólido para o líquido, a vaporização, passagem do estado líquido para o gasoso, a liquefação ou condensação, passagem do estado gasoso para o líquido, a solidificação, passagem do estado líquido para o sólido e a sublimação que é a passagem do estado sólido para o gasoso e vice-versa.
Nesse sentido uma prática interessante seria reunir os alunos, com os seguintes materiais:
1-Uma vasilha com tampa;
2-Fósforos;
3-Pedras de gelo.

Procedimento:
Com a permissão da escola, levar o grupo de alunos à cozinha da escola. Em seguida recolher algumas pedras de gelo na geladeira, por essas pedras na vasilha, sem tampa, ascender o fósforo e levá-la ao fogo. Em aproximadamente 5 minutos, o gelo irá derreter, indo ao estado líquido e em cerca de mais 3 minutos passar para o estado gasoso. Ao mesmo tempo, posicionar a tampa da vasilha um pouco acima da vasilha de água aquecida e perceber a formação de gotículas na área da tampa.
Essa experiência possibilita aos alunos visualizarem as mudanças dos estados físicos, a saber: fusão, vaporização, liquefação, solidificação e sublimação.

5 - CIÊNCIAS NATURAIS NA EDUCAÇÃO 2

AD1

1ª Questão ( 2,5 pontos)
Como exemplificado pela atividade final da Aula 1, responda a questão a seguir:
Leia a reportagem abaixo, pense e rseponda à questão proposta ao final da reportagem. Volte à Aula 1, mas tenha em mente que agora você é o personagem principal da sua educação, então utilize a sua “bagagem” para avaliar a questão.
publicado em 04/10/2009 às 14h25:

Rã de 2 cm interrompe obra do PAC no Rio

Obra de quase R$ 1 bilhão foi interrompida por causa de animal em extinção
Do R7, com Agência Estado
Uma pequena rã, que mede só 2 cm quando adulta, paralisou um trecho de 4 km do arco rodoviário metropolitano do Rio de Janeiro desde o dia 24 de setembro. A obra está sendo feita com recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e terá uma extensão total de 145 km. O orçamento é de quase R$ 1 bilhão. A polêmica envolvendo a rã acontece no lote batizado de três, com extensão total de 70,9 km, localizado no município de Seropédica, na Baixada Fluminense, a cerca de uma hora de carro do centro do Rio. A confusão é explicada pelo professor adjunto do Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Hélio Ricardo da Silva:
- A rã Physalaemus soaresi está em extinção porque a área em que ela vive é muito pequena e existe uma forte pressão urbana ao seu hábitat. Silva visitou o lote 3 do arco rodoviário do Rio, que está com as obras paralisadas e, num local próximo, encontrou uma rã macho. Ele disse que as obras do arco rodoviário na região "muito provavelmente" já interferiram no habitat da pequena rã. O biólogo defende que bastaria um desvio de cerca de 100 metros para que o empreendimento não tivesse impacto no hábitat de espécies raras. O subsecretário estadual de obras do Rio, Vicente Loureiro, discorda do biólogo. Para ele, a diretriz do projeto de uma estrada de grande porte não pode ser desviada "a cada empecilho ou potencial obstáculo":
- Os engenheiros são especialistas e vêm estudando a localização do arco metropolitano.
O subsecretário conta que a solução para a confusão com o animal é a instalação de placas de aço para isolar a área em que as rãs estão, com o objetivo de protegê-las e garantir o período de reprodução, que vai de setembro a fevereiro. A alternativa foi anunciada oficialmente pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Essa alternativa, diz ele, será analisada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, mas ainda não há prazo nem estimativa para o início da instalação. Nem para a retomada das obras do arco rodoviário.
a) Quais são os atores/agentes envolvidos no caso relatado na reportagem acima?
Marcos Arcoverde/AE A rã, que mede só 2 centímetros quando adulta, está em extinção
b) Considerando o que você estudou até então, sobre as características da ciência, o que você conclui com o episódio da obra do PAC interrompida pela presença da pequena rã?
c) Qual seria a melhor forma de abordar esse tema em uma sala de aula? Dê um exemplo de como você colocaria em prática, as propostas de ensino de ciência em sala de aula.

2ª Questão ( 2,5 pontos)
Leia, abaixo, algumas afirmações que foram postadas no fórum “As Facetas da Ciência”, aberto na plataforma (parte da AD1) e disserte sobre como as pessoas (não cientistas) vêem a ciência, como o saber popular pode influenciar o conhecimento científico e explique a indissociabilidade entre biológico e social discutida na aula 3.
“Ciência não é apenas coisa de pessoas geniais e sábias que desejam descobrir o funcionamento natural do mundo ou de pessoas de jaleco com líquidos coloridos em vidros. Tudo que segue um método científico para se obter uma conclusão é Ciência.”
“...ciência é a busca de ordem através de paradigmas que possibilitem conhecer como o mundo se comporta, a busca de soluções, por meio da razão, de questões e enigmas que possam ser transformadas em conhecimentos que possibilitem novas maneiras de sobrevivência do homem.”
“Ao meu ver os maiores inventos são respostas para curiosidade de seus invetores. Tudo é resultado de busca, cada pesquisa, cada queationamento, cada argumento é importante para toda humanidade.”

“Entendemos que Ciência é muito mais do que aquilo que se pode produzir em laboratório. Ela é uma ferramenta de estudos muito necessária à humanidade, que está presente, tanto nos laboratórios quanto em nosso cotidiano.Só o fato de podermos nos comunicar via internet transpondo a questão espacial que nos separa, já é indício de que a Ciência está presente em nossas vidas de forma constante.”

Questão 1
A) Segundo o caso relatado, são os atores/agentes, a rã, o Professor Hélio Ricardo da Silva, o Instituto de Biologia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, o órgão que financia o projeto, PAC(Programa de Aceleração do Crescimento), o Governo, em sua esfera Federal, a Cidade do Rio de Janeiro, Seropédica, o subsecretário de obras do Rio, Vicente Loureiro, os engenheiros da obra, o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o editor da matéria Marcos Arcoverde do R7. Além das pessoas que fizeram a denúncia e as outras espécies que vivem naquela localidade e que serão, juntamente com as rãs, prejudicadas.
B) De acordo Fátima B. Branquinho, “o conceito de Ciência mantém relação com a saúde e o ambiente, pois a ciência encontra-se em nosso dia-a-dia, de diferentes formas e em diferentes momentos. Os estudos científicos, a saúde humana e o ambiente em que vivemos estão estreitamente relacionados entre si e ao nosso dia-a-dia”.
Nesse sentido, o fato de uma pequena rã ter parado uma obra de suma importância e custo elevado, aponta que essa relação se eleva acima dos interesses comerciais, evidenciado pelos estudiosos, segundo a autora, dos grupos A, B e C. Assim, a obediência às determinadas regras ambientais influencia na preservação da natureza e das espécies, entre elas, a humana.

C) A prática pedagógica exige a todo momento articulação entre os saberes professor/aluno. Nesse sentido, colheria a opinião dos alunos de qual seria a melhor solução para o caso e, relacionava as opiniões em comparação aos pontos de vistas dos estudiosos dos grupos A, B e C, apontadas pela autora. Assim, cada aluno poderia buscar fundamentos de seus pontos de vista segundo visões científicas. Mais além, um teatro escolar seria ideal para as discussões, onde os atores, em seus devidos papéis, resolveriam simbolicamente o caso. Nesse caso, a proposta de ensino de Ciência seria articulada de forma interativa na busca da interdisciplinaridade e conhecimento crítico.


AD 2 Ciências Naturais na Educação 2

1ª Questão (1,0 Pontos)
Lendo as aulas 25 e 26 e o texto adicional sobre corrosão, explique a diferença entre processo físico e processo químico e dê exemplos práticos de cada um que poderiam ser utilizados em uma aula hipotética de Ciências para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
2ª Questão (1,0 Pontos)
Ainda em relação às aulas 25 e 26 e o fórum sobre Alimentação e saúde, discuta como compreender o funcionamento de alguns processos físicos e compostos químicos pode auxiliar no cuidado com nossa saúde. Explique como o Magnetismo e a utilização de compostos químicos artificiais influencia na noss saúde.
3ª QUESTÃO (1,0 pontos)
Levando em consideração o conteúdo da aula 13, cite pelo menos cinco alimentos presentes na sua dieta diariamente e identifique quais são os principais nutrientes que compõem cada um desses alimentos. Por fim, a partir da identificação desse nutriente, diga sua função principal: construtora, energética, construtora, ou todas.
4ª QUESTÃO (1,0 pontos)
Lembrando dos tipos de sistema digestório em diferentes grupos animais, apresentado na aula 14, explique qual é a função do sistema digestório nos diferentes grupos de animais, independentemente de serem invertebrados ou vertebrados. E, qual a relação entre o tipo de sistema digestório e a circulação sangüínea?
5ª QUESTÃO (1,0 ponto)
Sobre o sistema respiratório, faça uma breve explicação sobre o caminho do oxigênio e do gás carbônico em nosso organismo e discuta se todos os organismos animais utilizam os mesmos orgãos para respirar, dando ao menos um exemplo de modo respiratório diferente do Homem.


Questão 1
Processo físico é quando a matéria continua com suas características e propriedades iniciais. Processo químico é quando ocorre transformação da matéria; ou seja, muda suas propriedades e características. Como exemplo de processo físico em uma aula para alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental pode-se demonstrar a água passando do estado sólido para o estado liquido. E como exemplo de processo químico pode-se demonstrar a queima de papel e a própria corrosão.




Questão 2

A química está presente em praticamente todos os medicamentos modernos. Sem ela, os cientistas não poderiam sintetizar novas moléculas, que curam doenças e fortalecem a saúde humana. É através de produtos químicos que se fertiliza a terra, o agricultor garante a qualidade dos alimentos, a produtividade das plantações e evita a disseminação de doenças. Na pecuária, os medicamentos veterinários preservam a saúde dos rebanhos,  homem a vencer o a fome.
O Planeta Terra possui um campo magnético, gerado por sua própria dinâmica (movimentação). Este campo magnético armazena energia magnética, necessária para a manutenção da vida e da saúde dos seres vivos deste planeta. O corpo humano é uma máquina que funciona utilizando sinais eletromagnéticos. Cada célula do corpo recebe esses sinais do cérebro através de um sistema nervoso central. Se o campo magnético terrestre se anular, o sistema de comunicação entre as células irá cessar. Isso, obviamente, iria causar a morte do corpo físico.
Os elementos químicos em especial os metais pesados constituem uma das principais preocupações da sociedade, em função de seus efeitos nocivos ao ambiente e à saúde humana, pois não são biodegradáveis, e uma vez produzidos tem-se que lidar com eles de uma maneira ou de outra.
A saúde humana é por sua vez influenciada diretamente pela ingestão de líquidos e alimentos e, desta forma, alguns elementos vão influenciá-la positiva ou negativamente. A diferença entre o benefício e o malefício está na dosagem dos elementos traços que é absorvida pelo organismo.






Questão 3

Pão – carboidratos – Função energética
Manteiga – lipídio – Função energética e construtora
Ovo – proteína e lipídio – Função energética e construtora
Frango – proteína – Função construtora
Soja – proteína – Função construtora




Questão 4

O sistema digestivo retira dos alimentos as proteínas, carboidratos, fibras quebrando estas substâncias em moléculas menores para que possam ser absorvidas pelas células.
Assim, esse alimento reduzido a compostos de moléculas menores, entram na corrente sanguinea que é responsável para que esse alimento e oxigênio seja levado para todas as partes do corpo. É através do sistema circulatório que ocorre a distribuição de nutrientes e oxigênio para todas as células de nosso corpo, a remoção de toxinas dos tecidos, o transporte de hormônios e a defesa imunológica de nosso organismo. 



Questão 5

No ser humano, o oxigênio que entra nos pulmões durante a inspiração é levado para as células de tecidos de todo o corpo, prioritariamente, por meio de um pigmento chamado oxiemoglobina ou dissolvido no plasma sangüíneo. Nos tecidos, ocorre a troca do gás oxigênio do interior dos capilares sangüíneos pelo gás carbônico, produzido nas células durante a respiração celular. A partir daí será transportado para os pulmões pela corrente sangüínea. Nos pulmões, mais precisamente nos alvéolos, será trocado por oxigênio(hematose). Que é quando o gás carbônico passa para dentro do alvéolo em troca do gás oxigênio, que passa para dentro do capilar. Depois, o gás carbônico passa para os bronquíolos e destes para os brônquios, para ser eliminado pela expiração. O oxigênio se liga à hemoglobina, formando a oxiemoglobina e vai, pelas veias pulmonares, até o coração, onde é bombeado para alcançar todos os tecidos do corpo.
Nos artrópodos, esse processo é diversificado, apresentando outro mecanismo para utilização do oxigênio que está presente no ar: traquéias, nos insetos. As traquéias são tubos finos através dos quais ocorrem as trocas gasosas. Iniciam-se na superfície do corpo e se dividem, indo para as diversas partes do animal, terminando em ramificações muito finas. As trocas gasosas ocorrem através das células que estão nas extremidades das ramificações. O oxigênio passa delas para os tecidos através do fluido que circunda as células, e o gás carbônico faz o caminho inverso. Portanto, o sangue não participa das trocas gasosas.

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6 - EDUCAÇÃO E CONSERVAÇÃO DA NATUREZA

AD 1

Questão 1(2,5 pontos)

A partir da sua leitura qual o seu conceito de meio ambiente?

Questão 2(2,5 pontos)

“Os cidadãos comuns têm o direito e o dever de conhecer o que fazem e o que pensam seus cientistas e filósofos, porque também eles são corresponsáveis por tudo o que se faz e acontece no seio da sociedade em que vivem. Os resultados da pesquisa científica sempre trarão impactos, ao mesmo tempo, positivos e negativos sobre a vida dos cidadãos.”
Com base no texto acima, poderíamos afirmar que a atividade social exercida pelo professor como agente transformador social teria, nesse contexto, alguma importância? Sim ou Não ? Justifique.

Questão 3 (5,0 pontos)

Proponha uma atividade a partir da discussão da relação Ser Humano X Natureza ao longo da história, contextualizada para os Anos Iniciais.

Textos de apoio.

Leitura do Texto 1: Ciências humanas e ciências naturais, na visão de Boaventura Santos - disponível em :http://www.humanitates.ucb.br/2/santos.htm
Audição da Entrevista - PodCast - http://cienciahoje.uol.com.br/podcasts/Educacao%20ambiental%20em%20foco.mp3/view


Questão 1

De acordo com Chauí, meio ambiente pode ser conceituado como: “Conjunto das condições físicas onde vivemos como aquelas coisas que contemplamos com emoção (a paisagem, o mar, o céu, as estrelas, terremotos, eclipses, tufões, erupções vulcânicas)”
Nesse sentido, considero que meio ambiente é o conjunto de espaço compartilhado pelo ser humano com as demais espécies regido por leis de ordem física, química e biológica que condicionam a vida, em todas as suas formas, na Terra.

Questão 2

Sim, pois o professor é o mediador entre as realidades vividas pelos seus discentes segundo o contexto social e histórico que compartilham. Assim cientes do pensamento científico e filosófico, o cidadão comum, mediado pelo professor, evolui seu pensamento crítico em benefício da sociedade como um todo.

Questão 3

A cidade de Três Rios vive um momento de crescimento acelerado devido à expansão industrial e comercial que atinge o município. Assim, como alerta Santos, o caminho para o desenvolvimento deve “partir das ciências do homem para as ciências dos fatos naturais. Para ele, "o impacto do desenvolvimento científico‑tecnológico faz com que o mundo humano de hoje, seja cientificamente constituído”. Então, de acordo com Sánches, “atualmente a educação ambiental, ocupa espaços não-formais que vão para além das salas de aula”.
Nesse sentido a atividade proposta segue o seguinte roteiro:

Público alvo
Alunos do 4º e 5º anos do ensino fundamental.

Tema
Crescimento urbano sustentável

Justificativa
Com o crescimento urbano acelerado, urge o fato de reflorestamento das áreas livres do município que, inclui encostas e até espaços privados de residências.

Objetivos
Melhoria da qualidade de vida, efeitos climáticos e proteção de nascentes e encostas.

Logística
As mudas das árvores poderão ser fornecidas, gratuitamente, pelo horto municipal.

Desenvolvimento
As crianças, de posse das mudas, serão conduzidas pelo professor (pais ou responsáveis poderão ser incluídos na atividade), a áreas degradadas do município. No local determinado, em grupos, farão o plantio. A atividade deverá ser registrada por fotos e, uma cópia da atividade (ou projeto), deverá ser apresentada ao prefeito para que seja encaminhada a Secretaria do Meio Ambiente do município a título de sugestão.
Mudas excedentes poderão ser plantadas em áreas privadas de residências.

Aprofundamento do conteúdo
A atividade em questão é totalmente viável para alunos dos anos iniciais do ensino Fundamental, além de alcançar um ensino significativo para os alunos. Pois, não há nada de mais gratificante, experiência própria, que uma criança poder acompanhar o crescimento de uma árvore que ela mesma tenha plantado

Assim, de acordo com Sánches, “muito além de plantar árvores, utilizar sacolas de pano ou fazer coleta seletiva, a criança percebe as alternativas de ser e estar neste mundo. Assumindo uma postura crítica diante de um posicionamento político de desenvolvimento sustentável.



AD 2 Educação e Conservação da Natureza

1 – Questão: (2,0 pontos)

Coloque (V) se verdadeiro e (F) se falso, justificando apenas a(s) resposta(s) que considerou falsa.

Em relação à educação ambiental pode-se afirmar, que:

  1. Os problemas existentes a respeito da preservação ambiental se deve, em parte, ao fato das pessoas não serem sensibilizadas para a compreensão do frágil equilíbrio entre biosfera e gestão dos recursos naturais. ( )
  2. A educação ambiental como abordagem didática/pedagógica, aparece no ambiente escolar, apenas a partir dos anos 80. ( )
  3. Na tentativa de solucionar os problemas ambientais decorrentes do desenvolvimento econômico mundial acelerado e, por conseguinte, seus impactos. A educação ambiental tem assume cada vez mais uma função transformadora, na qual a co-responsabilização dos indivíduos torna-se um objetivo essencial para promover um novo tipo de desenvolvimento – o desenvolvimento sustentável. ( )
  4. A complexa relação entre o desenvolvimento e o meio ambiente vem reforçar a ideia de que o desenvolvimento sustentável não pode ser entendido como um processo, visto que, beneficia a exploração desmedida dos recursos naturais fortalecendo ainda mais os setores já tão privilegiados da sociedade. ( )
Justifique a(s) resposta(s) falsa(s):

2 – Questão: (4,0 pontos)

Responda:

Segundo alguns autores, os princípios básicos para iniciar as atividades de educação ambiental nas escolas de ensino fundamental, compreendem no desenvolvimento junto aos alunos, dos seguintes conceitos: Sensibilização, compreensão, responsabilidade competência e cidadania.

Como professor, de que forma abordaria esses conceitos, em sala de aula, afim de desenvolver o pensamento crítico de seus alunos, sobre o mundo que estão inseridos e suas possíveis mudanças?


3 – QUESTÃO: (4,0 pontos)

Responda:

(..) a educação ambiental deve ser acima de tudo um ato político voltado para a transformação social.” (Educação Ambiental, Cidadania e Sustentabilidade - Pedro Jacobi)

Com base no texto, explique o significado desta afirmativa.

Questão 1
Alternativa a(V), b(V), c(V)
d(F) O desenvolvimento sustentável é um processo que, diferentemente de privilegiar setores da sociedade, proporciona às pessoas, obtenção de conhecimentos, valores e atitudes necessárias à proteção do meio ambiente. Assim, segundo Jacobi, “é possível viabilizar ações governamentais pautadas pela adoção dos princípios de sustentabilidade ambiental conjugada a resultados na esfera do desenvolvimento econômico e social”.


Questão 2
Segundo vários autores, o papel dos professores seria “impulsionar as transformações de uma educação que assume um compromisso com a formação de valores de sustentabilidade”. Assim, como professor, promoveria uma abordagem que proporcionasse aos alunos perceberem o mundo em que vivem e as constantes mudanças tendo em base os conceitos que regem os princípios gerais da Educação Ambiental:
Sensibilização, alertando-os a respeito de uma construção de pensamento sistematizado”;
Compreensão, tecendo conhecimentos necessários dos componentes e mecanismos relacionados aos sistemas naturais”;
Responsabilidade, como fator de reconhecimento que o ser humano é o principal protagonista do processo”;
Competência, despertando a capacidade de avaliação e ação sobre o sistema”;
Cidadania, promovendo participação ativa, resgate de direitos e uma nova ética de conciliação entre ambiente e a sociedade”.
Assim, considero que os alunos conscientes desses mecanismos e responsabilidades, construirão um pensamento crítico no sentido de contribuir para o “equilíbrio da biosfera, gestão dos recursos naturais e bem estar das comunidades humanas”.


Questão 3


Para Jacobi, “a Educação Ambiental pode ter uma função transformadora quando cada indivíduo contribuir para construção de uma sociedade planetária mais equitativa e ambientalmente sustentável. Formular uma Educação Ambiental que seja crítica e inovadora nos níveis formal e não-formal”. Assim, para o autor, “a noção de sustentabilidade implica uma inter-relação de justiça social, qualidade de vida, equilíbrio ambiental e ruptura com o atual padrão de desenvolvimento”.
Nesse sentido, considero que a Educação Ambiental assume a função Transformadora quando há aprendizagens de quanto os recursos naturais são essenciais para a humanidade. E, que escolhas devem ser feitas pelo cidadão, integrando dimensões pedagógicas, natureza e sociedade.


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7 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)

AD 1


1ª Questão: (valor 8 pontos) As ações governamentais brasileiras em relação à Educação de Jovens e Adultos, até o século XX, se caracterizaram por políticas assistencialistas e compensatórias.
Mostre as características, resumidamente, das ações indicadas abaixo, procurando justificar a afirmação acima.
  1. Ação missionária e educativa
  2. Ações do período do Império
  3. Reformas da 1ª República
  4. Reforma Capanema
  5. Campanha de Educação de Adolescentes e Adultos – CEAA
  6. Mobral
  7. A Lei 5692/71
  8. Fundação Educar

2ª Questão: (valor 2 pontos) Algumas propostas e idéias em relação à EJA surgiram, a partir da 2ª República, como , por exemplo, a Educação Nova/ Manifesto dos Pioneiros (1932) e o Programa Nacional de Afabetização – PNA / Método Paulo Freire (1964). Essas concepções divergiam em que aspectos daquelas que norteavam as ações assistencialistas dos períodos anteriores?


Questão 1
  1. “Ensino evangelizador. Preocupação com a escola de ler e escrever, destinada à maioria da população, com acréscimo de algumas práticas morais e de preparação de um ofício. Ensino humanístico, para a cultura geral, as letras e literatura, reprodutor da cultura européia, destinado ao colonizador e seus descendentes”.
  2. “Criação de um sistema dual, dividindo as atribuições educacionais entre o poder central, sediada na corte, e as províncias. Esse poder administrava o ensino superior em todo o país e na capital do império em todos os níveis. As províncias encarregavam-se do primário e do secundário nas suas jurisdições”. “Toda a ação educacional estava voltada para o benefício da aristocracia rural e da burguesia emergente. Desse modo, não havia qualquer ação consistente em prol da escolarização dos não ou pouco escolarizados”.
  3. “Caracterizou-se pela grande quantidade de reformas educacionais que, procuraram um princípio de normatização e preocuparam-se com o estado precário do ensino básico”.
  4. “Caracterizou-se por tentar normatizar o sistema educacional, dando estruturas próprias ao Ensino Industrial, ao Comercial, ao Secundário, ao Primário, ao Normal e ao Agrícola. As reformas eram consideradas formais e centralizadoras, entretanto altamente organizativas”.
  5. “Implementada em 1947 e extinta em 1963, foi a primeira grande campanha de massa destinada à Educação de Adultos. Anexo ao CEAA criou-se o Sistema de Rádio Educativo Nacional (Sirena), tendo por objetivo estimular os sistemas radioeducativos regionais”
  6. “Propunha a alfabetização funcional de jovens e adultos, visando a conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la à sua comunidade, permitindo melhores condições de vida”.
  7. “Esta modalidade de ensino, em seu artigo 24, terá por finalidade suprir a escolarização regular para os adolescentes e adultos que não tenham seguido ou concluído na idade própria e proporcionar, mediante repetida volta a escola, estudos de aperfeiçoamento ou atualização para os que tenham seguido o ensino regular no todo ou em parte”.
  8. “Reformulou os programas do MOBRAL – de Alfabetização e de Educação Integrada equivalente às quatro primeiras séries do Ensino Fundamental – Fornecia apoio técnico e financeiro às iniciativas do governo e da sociedade civil”


Questão 2
De acordo com os autores, criaram um movimento de renovação com concepção progressista. Buscava inovações que substituíssem as velhas bases do ensino, tanto nas concepções como nos conteúdos e métodos, culminando com a ótica de Freire, no qual o objetivo era instrumentalizar homens e mulheres para a leitura crítica do mundo.

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (EJA)

AD 2


1ª Questão: (valor 6 pontos, dois para cada item) O desenvolvimento humano se faz pelo ato de conhecer. Existem várias formas de conhecer e diversos tipos de conhecimento: arte, senso comum, mito, ciência e filosofia. Leia as explicações dadas na página 67, aula 9 e desenvolva o que está sendo solicitado.

  1. Conceitue cada um desses tipos de conhecimento.

  1. Dê exemplos de conhecimento do senso comum a partir do contexto social, cultural e religioso em que você vive.

  1. A respeito do conhecimento científico, diz o livro: “Esse tipo de conhecimento representa poder, e o seu domínio, forma de ascensão na escala social”. Comente esta afirmativa e relacione com a Educação de Jovens e Adultos.


2ª Questão: (valor 2 pontos) Os pensamentos de Piaget e Vygotsky são importantes para a reflexão sobre a Educação de Jovens e Adultos. Destaque dois aspectos que você considera mais relevantes de cada um deles para a aprendizagem em EJA.


3ª Questão: (valor 2 pontos) O que são temas transversais e qual a sua importância no ensino fundamental?


  1. Conceitue cada um desses tipos de conhecimento.
ARTE - “A arte é a expressão simbólica do mundo. Pelas manifestações artísticas, o homem expressa a sua forma de ver a realidade. A dança, a música, o artesanato, tão presentes nos jovens e adultos em processo educacional, são tipos de conhecimento que devem ser valorados como patrimônio coletivo das classes populares”.
SENSO COMUM – “O senso comum é o conhecimento assistemático, espontâneo, saído do dia-a-dia, produzido na sociedade sem base científica e rigor metodológico. É o tratamento pelas ervas, poções curativas... É a explicação simples dos fenômenos da Natureza”.
MITO – “São todos os conhecimentos simbólicos expressos nas fábulas e lendas, algumas clássicas, outras populares. Existem mitos saídos do esporte, da moda, da música, da televisão etc. Entre jovens e adultos circulam aqueles produzidos pelo imaginário popular”.
CIÊNCIA – “É o tipo de conhecimento saído da investigação sistemática. Buscam-se os porquês dos fenômenos observados, pelo uso de métodos próprios, que garantem objetividade e cientificidade nos resultados. Para os jovens e adultos pouco escolarizados, o conhecimento advindo da Ciência é o marco divisor entre o “não-saber” e o saber. Esse tipo de conhecimento representa poder, e o seu domínio, forma de ascensão na escala social”.
FILOSOFIA – “A Filosofia é a explicação última do significado das coisas que nos rodeiam. É o conhecimento saído da reflexão crítica da realidade. O conhecimento filosófico é constituído pela dúvida e pelo questionamento sistemático, usando a coerência e a racionalidade. Filosofar é ver o real além das aparências”.


  1. Dê exemplos de conhecimento do senso comum a partir do contexto social, cultural e religioso em que você vive.
Todo conhecimento é advindo de Deus e o ser humano é Sua imagem e semelhança. Neste sentido o homem é possuidor de uma alma divina e o seu corpo material é a Sua principal obra.


  1. A respeito do conhecimento científico, diz o livro: “Esse tipo de conhecimento representa poder, e o seu domínio, forma de ascensão na escala social”. Comente esta afirmativa e relacione com a Educação de Jovens e Adultos.
Segundo os autores, “para os jovens e adultos pouco escolarizados, o conhecimento advindo da ciência é o marco divisor entre o não saber e o saber”. Assim, através da investigação científica o indivíduo, nesse contexto, adquire a ferramenta necessária para a libertação de sua dependência social.
2ª Questão: (valor 2 pontos) Os pensamentos de Piaget e Vygotsky são importantes para a reflexão sobre a Educação de Jovens e Adultos. Destaque dois aspectos que você considera mais relevantes de cada um deles para a aprendizagem em EJA.
Piaget
  • O jovem e o adulto, mesmo tendo alcançado a etapa final do desenvolvimento cognitivo, aproximadamente aos 15 anos, têm capacidade de continuar aprendendo e desenvolvendo aprendizagens significativas pela solução de problemas, reanálise de conceitos e criatividade”.

  • Experiências e vivências ocupacionais influenciam nos estilos de pensamento das pessoas, exigindo atenção especial às diferenças individuais no processo de aprendizagem”.


Vygotsky

  • Todos os indivíduos são construtores de cultura; logo, no desenvolvimento da inteligência dos jovens e adultos, pode-se partir do imenso cabedal de saberes por eles acumulados (desenvolvimento real) e tentar provocar o nível potencial, fazendo “proximações” possíveis para outros saberes culturais e científicos”.

  • As funções psicológicas superiores, inerentes aos seres adultos, podem ser ampliadas e fortalecidas pelos estímulos externos de ambiente educacional bem estruturado”.


3ª Questão: (valor 2 pontos) O que são temas transversais e qual a sua importância no ensino fundamental?
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, os temas transversais são o conjunto de temas, Ética, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Saúde, Orientação Sexual, Trabalho e Consumo, reunidos, indicando uma metodologia proposta para inclusão no currículo e tratamento didático. Transversabilidade e interdisciplinaridade relacionam-se e alimentam-se mutuamente, pois o tratamento das questões trazidas pelos Temas Transversais expõe as inter-relações entre os objetos de conhecimento. Neste sentido, segundo os PCNs, a transversalidade abre espaço para a inclusão de saberes extra-escolares, possibilitando a referência a sistemas de significado construídos na realidade dos alunos. Permitindo, portanto, aos nossos jovens terem acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários ao exercício da cidadania.


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8 - GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO 1

AD 1

Questão 01
A Geografia possui vários conceitos importantes para os seus estudos e análises, dentre eles podemos destacar: espaço, lugar, paisagem, rede, região e território. O conceito espaço é considerado um conceito-chave para a ciência geográfica.
I) Portanto de acordo com o material didático defina espaço geográfico. (2,0 pontos)

II) Dentre os conceitos restantes ecolha um e descreva a sua utilização para a Geografia. (2,0 pontos)


Questão 02
I) Marque uma opção como correta:

Conceitos como “globaritarismo° e °meio-técnico-científico-informacional” são pérolas do Geógrafo Milton Santos que foi percursor de qual linha do pensamento geográfico? (0,5 ponto)

(A) Geografia Tradicional;
(B) Geografia Teorética Quantitativa;
(C) Geografia Radical Marxista;
(D) Geografia Humanitária;
(E) Geografia Crítica;.

II) Escreva de que forma a geografia que você marcou na opção anterior contribuiu para estabelecer uma visão de mundo diferente da que existia anteriormente? (1,5 ponto)

Questão 03
Quais são os pressupostos da Geografia Possibilista e quem foi o seu principal pensador? (1,0 ponto)

Questão 04
Descreva o princípio básico da Nova Geografia ou Geografia Quantitativa e explique, a partir dessa perspectiva, de que forma o indivíduo é concebido. (1,0 ponto)

Questão 05
A técnica aplicada no espaço pode diferenciá-lo por meio natural, por meio técnico e/ou meio-técnico-científico-informacional.

Aponte como a técnica determina essas três formas de organização do espaço geográfico. (1,5 pontos)

Questão 06
Leia o depoimento à seguir e depois marque apenas uma opção como a correta:

Os 45 anos que vão do lançamento das bombas atômicas até o fim da União Soviética não foram um período homogêneo único na história do mundo [...], dividem-se em duas metades, tendo como divisor de águas o início da década de 1970. Apesar disso, a história desse período foi reunida sob um padrão único pela situação internacional peculiar que o dominou até a queda da URSS.”

(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos. São Paulo , 1996)

O período citado no texto, que ficou conhecido como Guerra Fria, pode ser definido como aquele momento histórico em que houve: (0,5 ponto)

(A) Corrida armamentista entre as potências imperialistas européias, ocasionando a Primeira Guerra Mundial.
(B) Domínio dos países socialistas do sul do globo pelos países capitalistas do norte.
(C) Choque ideológico entre a Alemanha Nazista e a União Soviética Stalinista, durante os anos 1930.
(D) Disputa pela supremacia da economia mundial entre o Ocidente e as potências orientais, como a China e o Japão.
(E) Constante confronto das duas superpotências que emergiam da Segunda Guerra Mundial.



Questão 1
  1. De acordo com os autores, o termo espaço geográfico pode significar uma referência a uma dada localidade, o produto das relações entre os homens e dos homens com o meio, utilizado em escalas variadas do local do mundo e finalmente o conjunto de objetos, de ordem natural ou não, com os quais a sociedade se relaciona, e a partir dos quais ela se relaciona entre si.
  2. O conceito paisagem considero mais substancial por tratar-se mais especificamente ao termo geografia. Pois segundo os autores, é utilizado na geografia de modo a podermos ler o espaço que se quer compreender. Uma descrição da ação do homem no meio, harmoniosa ou agressiva. E não somente da simples verificação dos elementos da natureza como: morros, vales, vegetação, rios etc. Para os autores, paisagem é uma combinação, no espaço, da natureza e da sociedade.
Questão 2
  1. (E) Geografia Crítica


  1. Contribuiu no sentido de percebermos, de acordo com o autor, “que somos os criadores do próprio espaço. Não um espaço particular, mas o espaço de uma maneira mais ampla,visto que nossas ações têm nele um reflexo direto.O espaço que incorpora, em sua composição, objetos e ações. Portanto um conjunto indissociável”



Questão 3

O principal pensador da Geografia Possibilista foi Vidal de La Blache (1845-1918). La Blache articula homem e meio sem que haja uma determinação mecânica. Segundo Vidal, o homem é como um hóspede da natureza, sendo que em cada lugar que se hospeda estabelece uma relação singular com o seu meio, desenvolvendo uma cultura que é originária dessa relação. A chamada “gênero de vida”, a diversidade de meios explicaria a diversidade da sociedade.. Para o autor, o espaço é um palco onde o homem atua. O cenário desse palco influencia suas ações, o homem é ativo, mas sua ação está enquadrada nas circunstâncias da natureza. E finaliza dizendo, “a Geografia é uma ciência dos lugares, não dos homens”.

Questão 4

Segundo os autores, a Nova Geografia ou Geografia Quantitativa, tinha como princípio básico compreender os processos e inter-relações entre diferentes áreas, a partir de modelos matemáticos. O indivíduo era concebido como um agente econômico perfeito, ou seja, todos são iguais em termos de análise.

Questão 5

De acordo com o autor, o “MEIO NATURAL é determinado a partir da verificação de uma natureza pura ou, na pior das hipóteses, pouco transformada pela ação do homem.Segundo o autor o meio natural é caracterizado por um estágio ainda do desenvolvimento das técnicas, o que permite ao homem níveis limitados de intervenção e modificação das características naturais do meio”. O “MEIO TÉCNICO é determinado a partir da convivência do natural e do artificial na conformação do espaço. Nesse sentido, estão em um estágio autônomo em relação à natureza, superando-a e triunfando sobre ela”. E, o “MEIO TÉCNICO-CIENTÍFICO-INFORMACIONAL, para Santos, é determinado a partir de uma interação cada vez maior entre ciência e técnica, operada sob a égide do mercado, e que permite que este atinja um status global. Assim dizendo, a base da produção do espaço hoje é essencialmente, a interação entre a ciência, técnica e informação”

Questão 6

(E) Constante confronto das duas superpotências que emergiam da Segunda Guerra Mundial.


GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO 1


AD 2

.
Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 e 02.

Texto
 O homem primitivo já usava o sol para se orientar e encontrar seus caminhos. Esta observação permite concluir que o sol traça um caminho aparente. Isso por que na verdade o sol está parado e é a Terra que se movimenta. Enfim, apesar de ter movimento aparente, o sol nasce todos os dias de um lado (leste) e se põe no lado oposto (oeste), o que nos permite descobrir os demais pontos cardeais e colaterais e utilizá-los como uma boa referência para a orientação.

Questão 1 (1.0 ponto)
Uma figura que em muito ajuda a encontrar os pontos cardeais é a rosa-dos-ventos. Abaixo você vai encontrar uma rosa-dos-ventos incompleta que, no entanto, já tem o Leste definido. A partir desta informação encontre os demais pontos cardeais e preencha os espaços vazios com os nomes corretos.



Questão 2 (1.5 ponto)
Atividades interessantes para ser trabalhada com as crianças e que permitem exercitar as relações euclidianas são aquelas que envolvem orientações geográficas. Na figura abaixo imagine uma sala de aula, onde cada quadrado representa a carteira de um aluno. Imagine que são 16 horas, Letícia está no centro da sala e você vai escrever o nome dos colegas dela que estão sentados na direção dos pontos cardeais:



Questão 3 (1.5 ponto)
A escala é uma redução proporcional dos elementos da realidade que vão fazer parte de um mapa. Assim, a escala de um mapa indica quantas vezes os elementos que estão representados foram reduzidos se comparados ao seu tamanho real. Uma forma de representar a escala é 1:5.000.

Como se faz a leitura desta escala?

1 centímetro no mapa corresponde a 5.000 centímetros no terreno representado.

Questão 4 (1.5 ponto)
Um elemento que tem 10 centímetros no mapa, na realidade tem:

  1. 1 metro.
  2. 10 metros
  3. 50 metros
  4. 500 metros
Essa pergunta considero estar incompleta, pois não há uma escala definida a se seguir. Se considerarmos a escala da 3ª questão, nenhuma das respostas está correta pois o resultado será 50.000 m. Se considerarmos 10:1, a resposta será a letra A, 10:10 será a letra B, 10:50 será a letra C e 10:500 será a letra D.

Questão 5 (1.0 ponto = 0.25/opção)
A figura abaixo representa o sistema de meridianos e paralelos que cobrem imaginariamente o nosso planeta e nos permite localizar as coordenadas geográficas. Leia as instruções a seguir pra realizar corretamente esta atividade.

  1. Pinte de verde a Linha do Equador
  2. Pinte de vermelho o meridiano de Greennwich
  3. Identifique os hemisférios Norte, Sul, Leste e Oeste
  4. Localize os pontos A(40ºN, 60ºL), B(20ºS, 80ºO) e C(0º,140ºL)
Questão 06 (2.5 ponto)

O PNLD (Plano Nacional do Livro Didátivo) ano após ano avalia e determina livros didáticos para serem distribuidos pelas redes de ensino estaduais e municipais em todo o Brasil.

Como nosso país é de dimensões continentais temos aí uma primeira crítica: a adoção de uma política de homogeneização desta ferramenta que é o Livro de Geografia para áreas tão diversificadas do nosso país.

Descreva de forma detalhada outros problemas/dificuldades encontrados pela Geografia Escolar na utilização do Livro Didático de Geografia.

De acordo com os autores, “o ensino de geografia deve priorizar a reflexão sobre o espaço em que vive. (...) milhares de livros são produzidos sem passar por nenhuma avaliação por parte dos autores, dos professores consumidores ou das editoras. (...) Apresentam informações descontextualizadas da realidade do aluno. Não despertam no aluno a curiosidade, a vontade de aprender, a capacidade de análise, a vontade de questionar. Leva a uma repetição do que já está escrito nos manuais, à memorização e ao desinteresse pela disciplina”.


Questão 07 (1.0 ponto)
Se uma imagem vale mais do que mil palavras, um mapa pode valer um milhão
mas cuidado. Todos os mapas distorcem a realidade. (…) Todos os
cartógrafos procuram retratar o complexo mundo tridimensional em uma folha
de papel ou em uma televisão ou tela de vídeo. Em resumo, o autor avisa,
todos os mapas precisam contar mentirinhas.
MARK MONMONIER
Traduzido de How to lie with maps. Chicago/London:
www.nationalgeographic.com The University of Chicago Press, 1996.


A partir do texto acima podemos concluir que está incorreta a opção.

(A) O sensorimento remoto é uma ferramenta atual utilizada para estudar a face da terra.
(B) Latitude e Longitude são coordenadas geográficas.
(C) O mapa é uma representação da realidade.
(D) Os mapas conseguem em uma única figura retratar as múltiplas representações presentes naquele recorte espacial apresentado

Opção C.

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9 - GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO 2
AD 1


Questão 1 – Explique o conceito de latifúndio e descreva o por quê da sua implantação no Brasil Colonial. (3.0)

Questão 2 – “O Brasil só conseguiu construir um projeto de industrialização em consequência do sucesso e, também, da crise da cafeicultura”. Descreva de que maneira se deu o processo de industrialização brasileira. (3.0)

Questão 3 – De que maneira os diferentes tipos climáticos são formados? (2,0)


Questão 4Explique a seguinte afirmativa “a organização do território brasileiro aconteceu em forma de arquipélago” (2,0).

Questão 1
Latifúndio, segundo Reis e Elichier, são propriedades rurais particulares de grande extensão e, que teve origem na estrutura político-administrativa do Brasil constituída pelo sistema de Capitanias hereditárias e pelos governos gerais.
Sua implantação deveu-se a prática de uma colonização mercantilista, ou seja, limitar a ocupação das terras exclusivamente para a produção de riquezas para o Estado e os comerciantes portugueses.

Questão 2

Para Reis e Elichier, “o sucesso gerou maior diversificação na estrutura agrária, através do surgimento de duas novas classes sociais: a dos trabalhadores livres (os ex-escravos e os imigrantes europeus que chegaram para trabalhar) e a burguesia industrial (os donos das indústrias). Assim, nas primeiras décadas do século XX, a cafeicultura possibilitou a implementação definitiva do capitalismo no país”.
Dos trabalhadores livres que surgiram no Brasil, nem todos puderam ser assimilados pelas atividades agrícolas. A parcela que não foi assimilada abandonou o campo e dirigiu-se para os centros urbanos. Esses centros urbanos passaram a contar com um grande contingente de mão-de-obra, que mais tarde seria transformado em força de trabalho para as indústrias”. “Essa massa crescente de trabalhadores assalariados possibilitou a formação de um mercado consumidor de baixa renda que passou a movimentar a economia de produtos agrícolas, como feijão, arroz, carnes e hortigranjeiros, e produtos industriais, principalmente de vestuário”. Nesse sentido, segundo as autoras, “toda a infra-estrutura herdada da economia do café (ferrovias, portos e serviços em geral) serviu perfeitamente aos interesses do desenvolvimento da industrialização brasileira”.

Questão 3

De acordo com Reis e Elichier, O principal fator determinante da temperatura ambiental é a latitude. Quanto mais próximo do Equador, maior será a capacidade terrestre de absorver calor, devido ao direcionamento dos raios solares quanto mais distante, mais frio. Com base nesse fato, costuma-se dividir a Terra em três grandes faixas climáticas: fria, temperada e tropical.
Nesse sentido, de acordo com as autoras, as massas de ar se formam e se deslocam por diferença de pressão atmosférica. Elas podem ser quentes ou frias, úmidas ou secas. Formando, portanto, os mais diversos tipos climáticos.

Questão 4

Segundo Reis e Elichier, deve-se ao fato de a ocupação das terras brasileiras terem sido lenta e dispersa, sem muita ou quase nenhuma conexão entre as regiões. Por um longo período, permaneceu limitada a uma estreita faixa litorânea, onde se concentravam a exploração de pau-brasil e a produção açucareira. Mais tarde, inicia-se uma expansão rumo ao interior e a outras regiões, estimulada pelas atividades missioneiras, pela pecuária, pela extração da borracha e da mineração e pelo cultivo do café. A maioria das atividades econômicas mantinha contato apenas com o exterior, e poucas se conectavam com outras áreas produtivas. A exceção era a pecuária da Região Sul, que fornecia subsídios, como carne e couro, à exploração das minas no Sudeste. Dessa maneira, praticamente todos os produtos industriais consumidos no país precisavam ser importados, aumentando nossa dependência em relação às grandes potências mundiais.
Nesse sentido, concluem as autoras, o processo de povoamento, formação do atual território, produção, organização de novos espaços e a exploração econômica foram comparadas a uma economia em forma de arquipélago.

 GEOGRAFIA NA EDUCAÇÃO 2
AD 2


Questão 1 – Cite e explique os fatores que atualmente levam os municípios de Nova Iguaçu, São Gonçalo e Duque de Caxias a vivenciarem um aumento de sua população (2,0)

Questão 2 – Leia a seguinte afirmação: “Nordeste: região das perdas econômicas, demográficas e políticas”. Diante do que aprendeu sobre o complexo do nordeste argumente, brevemente, se concorda ou não com tal afirmativa. (3,0)
Questão 3 – Descreva a importância histórica da região Sudeste a partir do Século XIX. (2,0)



Questão 4 – De que forma as políticas públicas podem reduzir ou aumentar, ainda mais, as desigualdades regionais em nosso país? Faça uma breve análise (3,0)


Questão 1

De acordo com Elichier, atualmente, “tais municípios registram um crescimento significativo nos setores industrial, comercial e de serviços, o que tem favorecido o surgimento de uma classe média originária da própria periferia. Essa camada social vem buscando novos padrões de moradia, tendo sido comum a construção de condomínios e edifícios residenciais de custo mais elevado, assim como o surgimento de shopping centers na região das antigas cidades-dormitório”.
Além disso, constata-se a migração de famílias da classe média da cidade do Rio de Janeiro para alguns municípios periféricos, em função da alta dos aluguéis e do preço da terra na capital”. Nesse sentido, “constata-se que o deslocamento ocorre em direção a um padrão de vida mais baixo, na maioria dos casos”.


Questão 2

Não concordo.
A visão que se tem do Nordeste é o que podemos chamar “o perigo da histórica única”, enfatizada pela nigeriana Chimamanda Adichie, http://www.youtube.com/watch?v=O6mbjTEsD58
Segundo Elichier, “a idéia que temos do Nordeste foi incentivada principalmente pela mídia. É que é nos vem à cabeça quando se pensa no Nordeste: seca e nos problemas que ela origina. Conseqüentemente também pensamos na sociedade nordestina de maneira homogênea. No entanto, esses estereótipos podem ser facilmente quebrados quando nos debruçamos na análise das quatro áreas diferenciadas do Nordeste: Zona da Mata, Agreste, Sertão, Mata dos Cocais ou Meio-Norte. O Nordeste é considerado o pólo inicial da economia no Brasil, iniciada no período colonial a questão da seca no nordeste não é efetiva e exclusivamente um problema natural, mas sim político.
O Nordeste se destaca em sua indústria extrativa mineral do Rio Grande do Norte e de Sergipe, de onde se extraem petróleo, gesso, gipsita, sal etc. Já as cidades de Recife, Salvador e Fortaleza se destacam através da indústria do turismo, do lazer e da alimentação. “Além disso, o complexo possui importantes pólos tecnológicos, como o Pólo Petroquímico de Camaçari, na Bahia; e as indústrias têxteis e calçadistas, do Ceará e de Pernambuco”. Portanto, “essas são imagens criadas e mantidas por muitos, sobretudo pelas elites regionais e por seus políticos, que vêem na questão da seca e da fome uma importante fonte de obtenção de recursos”.

Questão 3

A importância histórica dessa região, segundo Elichier, “data do desenvolvimento da atividade mineradora, quando o eixo econômico e político do país foi transferido para o Centro-Sul. Após “a mineração, o café, no século XIX, valorizou também a área, tanto no vale do Paraíba fluminense como no paulista”. “No século XX, este produto impulsionou a economia do oeste de São Paulo”.
Na Era Vargas, essa região encontrou sua vocação industrial. O capital do café e os esforços estatais vão transformá-la em um grande centro industrial, sobretudo nas metrópoles nacionais de São Paulo e Rio de Janeiro, e na regional de Belo Horizonte”. (...) “a região reunia todas as pré-condições vitais para permitirem o surgimento de indústrias. Além disso, a região destacava-se como uma área densamente povoada, bem servida de potenciais energéticos e de facilidade de transporte, na qual se concentrava a parcela fundamental da atividade econômica do país”. (...) “Assim, em 1929, a participação do setor industrial no PIB era da faixa de 10%, e já apareciam indústrias de “bens intermediários”, (...)”A partir da década de 1950, São Paulo destacou-se no contexto nacional como o estado de maior concentração industrial, especialmente no tocante à indústria pesada. Atualmente, o interior do estado já desponta como o segundo mercado interno do país. “Em linhas gerais, a região da Grande São Paulo abrange o maior parque industrial da América Latina, além de constituir o maior centro comercial e financeiro do país”. (...) “A riqueza de recursos minerais esteve na base do grande desenvolvimento das indústrias siderúrgica e metalúrgica da região, principalmente no estado de Minas Gerais”. (...) “Já o Rio de Janeiro, apesar de estagnado na metade dos anos 1990, vem crescendo através de um processo de “renúncia fiscal” e dos novos ramos privatizados, os da telecomunicação e da siderurgia.
A economia do Rio de Janeiro, porém, tem sua maior perspectiva no crescimento da indústria do petróleo (extração, construção naval, plataformas, oleodutos e gasodutos, pólo gás-químico e novas empresas que ganharam concessão de exploração)”. (...) “Atualmente a Região Sudeste reúne 16 das 23 áreas metropolitanas do país, concentrando as maiores áreas (São Paulo, Rio de Janeiro) que formam a megalópole brasileira, e Belo Horizonte. Trata-se da região do mais elevado grau de urbanização (90,5%) registrado em 2000 pelo IBGE”.


Questão 4
Para Elichier, “o método geográfico de regionalização serve, antes de tudo, para orientar as políticas territoriais do Estado. Governos municipais, estaduais e federal delimitam unidades regionais dentro do seu território como forma de racionalizar os investimentos e incentivar ou desincentivar setores econômicos. A regionalização torna-se instrumento de políticas de planejamento”.
Assim, a qualidade de vida da população requer estudos que levem em consideração as comparações entre os níveis de desenvolvimento da população nos aspectos econômicos, culturais e humanos. Nesse sentido, o índice de desenvolvimento humano da população de um determinado lugar, segundo qualidade de vida, mortalidade infantil, taxa de analfabetismo entre outros aspectos relevantes, demonstram o caminho no qual as políticas públicas devem atuar. Portanto, a proposta do geógrafo Pedro Pinchas Geiger, criando as regiões geoeconômicas, é a forma mais sensata de direcionar as políticas públicas no sentido de reduzir ou aumentar as desigualdades sociais, pois “ajuda a entender melhor a realidade de cada espaço geográfico, na medida em que tenta entender cada um deles a partir do conjunto de suas características, sejam elas físicas, sociais ou econômicas”.

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10 - CURRÍCULO
AD 1
QUESTÕES:
1) Na Aula 01, a autora faz uma relação entre alguns ditos populares e concepções pedagógicas de ensino-aprendizagem. Apresente essas concepções e, a partir de um texto dissertativo, discorra com suas palavras um comentário sobre o significado de cada uma delas (1,5 pontos).

2) A partir dos conteúdos desenvolvidos pela autora na Aula 02, discorra com suas palavras um texto dissertativo respondendo a seguinte indagação: qual é a principal diferença entre o currículo clássico e as propostas curriculares que passam a se desenvolver com a Revolução Industrial (1,5 pontos)?

  1. 3) Na Aula 05 encontramos três princípios relacionados ao currículo. Nela, identificamos que o currículo está direcionado à produção de sentidos e de subjetividades. Levando em consideração esta afirmação, discorra com suas palavras um texto dissertativo apresentando as características desses princípios (2,0 pontos).

4) Na Aula 06 conhecemos o Projeto Área-Escola: um movimento que reconhece as características da atualidade e busca uma transformação em relação aos conteúdos disciplinares. Discorra com suas palavras um texto dissertativo descrevendo a forma encontrada nesse Projeto para superar a organização disciplinar tradicional (2,0 pontos).

5) A partir da leitura e do estudo da Aula 08, discorra com suas palavras um texto dissertativo:
a) descrevendo duas possibilidades de utilização dos Parâmetros Curriculares Nacionais e faça um comentário sobre a viabilidade de sua aplicação (p. 130) (1,5 pontos);

b) citando os três tipos de conteúdos que os PCN’s trabalham, explicando o significado de cada um deles (1,5 pontos).

Questão 1
De acordo com Fetzner, as concepções são o Inatismo, o empirismo e o interacionismo.

O inatismo admite a existência de idéias ou princípios indepen­dentes da experiência. Lima afirma que os instintos, as vocações e as aptidões são predominantes no ser humano e que as relações estabelecidas entre um ser humano e outros de sua espécie e seu meio não são tão relevantes para sua formação quanto aquilo que o sujeito traz ao nascer. Neste sentido, aprendizagem do sujeito é inata e a escola servirá apenas para revelar suas capacidades ou incapacidades. “Pau que nasce torto, morre torto”.

No empirismo admite-se que a origem do conhe­cimento provenha unicamente da experiência. Através da repetição e insistência é possível transformar todos os seres vivos. As estratégias de ensino priorizam a relação com o conhecimento como uma relação treinável. “Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”.

De um ponto de vista interacionista, nada, a rigor, está pronto, acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado. Ele se constitui pela inte­ração do indivíduo com o meio físico e social. Nesse sentido, as práticas pedagógicas priorizam a pesquisa, o debate, a troca de informações e experiências. “Quem com ferro fere com ferro será ferido”.
Questão 2
De acordo com SILVA e BIGGE, “O currículo clássico organizava-se com base nos chamados trivium (gramática, retórica e dialética) e quadrivium (as­tronomia, geometria, música, aritmética) o estudo das grandes obras clássicas gregas e latinas, e suas línguas”. Para o currículo clássico “não é importante apenas treinar a mente, mas também estudar as ver­dades eternas contidas nas grandes obras.
Com o advento da Revolução industrial há uma influencia para que a escola produza mais e com menor custo. O meio pelo qual se busca produzir mais com menor custo baseia-se nos processos de padronização”.
Neste sentido, concluindo,
O foco da educação clássica é, portanto, a formação intelectual.
Na Revolução Industrial a educação volta-se, exclusivamente, a formação para o trabalho”.

Questão 3
Segundo discussões do Congresso Constituinte Escolar,
Princípio 27 – “o papel do educador é colocar-se junto ao aluno, problematizando o mundo real e imaginário, contribuindo para que se possa compreendê-lo e reinventá-lo, crescendo e aprendendo junto com o aluno, tentando vivenciar juntamente com ele seus conflitos, invenções, curiosidades e desejos, respeitando-o como um ser que pensa diferente, respeitando a sua individualidade”.

Princípio 32 – “o currículo é instrumento de compreensão do mundo e de transformação social, portanto, tudo o que se faz na escola, sistematizado ou não, é currículo e apresenta cunho político-pedagógico”.

Princípio 37 – “o currículo deve buscar uma proposta político-pedagógica progressista, voltada para as classes populares, na superação das condições de dominação a que estão submetidas, propiciando uma ação pedagógica, dialética, onde se efetive a construção do conhecimento, e a relação entre aprendizagem e desenvolvimento, pela comunidade escolar, tanto da(o) professora(or), da(o) aluna(o), quanto do(a) pai/mãe e da(o) funcionária(o), através de uma atitude interdisciplinar, viabilizada pela “curiosidade científica”, de forma: dinâmica, criativa, crítica, espontânea, comprometida, autônoma, contextualizada, investigativa, prazerosa, desafiadora, original, lúdica”.

Portanto, os princípios indicam uma perspectiva política (quando se referem à função de transformar a realidade, por exemplo), pedagógica (quando apontam para a postura que o professor deve ter junto ao aluno), filosófica (quando propõem um sentido para a ação da escola e os parâmetros com os quais esta ação deve ocorrer – interdisciplinarmente, buscando a autonomia do aluno.


Questão 4
De acordo com Fetzner, “o projeto Área-Escola é apresentado como uma alternativa para dar sentido ao conhecimento escolar, uma vez que propõe o estudo de problemas, contextualizados e atuais. A forma encontrada para romper em relação com os conteúdos disciplinares “consistia no desenvolvimento de um projeto de trabalho, organizado por uma pergunta, ou um problema a ser estudado e que, para desenvolvimento/estudo/resolução, exigia o estudo de um conjunto de conhecimentos a serem trabalhados, articulando saberes que os alunos possuem com conhecimentos que eles aprenderão na escola (de diversas disciplinas, abordados de forma integrada).
Neste sentido, a possibilitar concretização dos saberes através de atividades e projetos multidisci­plinares, a articulação entre a escola e o meio e a formação pessoal e social do aluno”.
Questão 5
  1. 1- revisão de objetivos, conteúdos, metodolo­gias e planejamento – Em um mundo de informação globalizada e novas tecnologias educacionais, os objetivos, conteúdos, metodologia e planejamento devem acompanhar os novos paradigmas que se concretizam para adequar à realidade cotidiana dos alunos.
2- a produção de material didático que oportunize, para os alunos, melho­res contextos de aprendizagem – O material didático deve promover a interdisciplinaridade e acentuar referências quanto ao ensino significativo. Estimular a dúvida e a pesquisa além de estar contextualizado com a realidade dos alunos.


  1. Conteúdos conceituais – “que envolvem fatos e princípios”; documento que a aprendizagem de conceitos se dá por aproximações sucessivas, que envolvem informações a serem adquiri­das, vivência de situações em que esses conceitos sejam aplicados e a elaboração de generalizações.

Conteúdos procedimentais – que “expressam um saber fazer, que envolvem tomar decisões e realizar uma série de ações” para atingir um objetivo. Incluem-se nesse campo aprender a fazer uma pesquisa, um resumo, uma maquete ou um experimento.

Conteúdos atitudinais – “que envolvem a abordagem de valores, normas e atitudes”. “Interagir com seus pares de forma cooperativa, trabalhando coletivamente na busca de soluções para problemas propostos, identificando aspectos consensuais ou não na discussão de um assunto, respeitando o modo de pensar dos colegas e aprendendo com eles”.



CURRÍCULO
AD 2
QUESTÕES:

1. Na Aula 10, a autora apresenta os ciclos de formação. A partir da leitura e do estudo desta Aula, discorra com suas palavras um texto dissertativo apresentando as principais características da organização escolar em ciclos de formação e da organização escolar em séries (2,0 pontos).

2. A partir dos conteúdos desenvolvidos pela autora nas Aulas 11 e 12, discorra com suas palavras um texto dissertativo respondendo a seguinte indagação: o que significa um planejamento dialógico (2,0 pontos)?

  1. 3. Na Aula 12, a autora apresenta quatro fontes curriculares que articulam o complexo temático. Levando em consideração esta afirmação, discorra com suas palavras um texto dissertativo apresentando cada uma destas fontes e o significado de cada uma delas (2,0 pontos).

4. A partir da leitura e do estudo da Aula 13, discorra com suas palavras um texto dissertativo apresentando a importância do trabalho com projetos dentro do ambiente escolar (2,0 pontos).


5. Na Aula 14, a autora cita que “Giroux e Simon afirmam que a escola é um território de luta e que a pedagogia é uma forma de política cultural” (2008, p. 95). Tendo em vista esta afirmação, discorra com suas palavras um texto dissertativo fazendo uma relação entre a formação do professor e a pedagogia crítica (2,0 pontos).


Questão 1

Segundo Fetzner, “nos ciclos de formação, a turma escolar é organizada com predominância da idade aproximada entre os pares. Essas turmas deixam de ser séries de conteúdos e passam a ser consideradas como agrupamentos escolares em que a turma se organiza com base na idade dos alunos.
Por consequência, os conteúdos serão trabalhados de acordo com os saberes e não saberes presentes nesse agrupamento.
No caso dos ciclos de formação, esses agrupamentos buscam considerar os contextos de idade ao propor as atividades escolares. Por contexto de idade entende-se a prática de considerar, ao propor o ensino, a forma como os alunos se relacionam no meio, seus interesses, a maneira como elaboram suas hipóteses, lidam com o corpo, suas interações na família e na escola, suas curiosidades, suas crises no desenvolvimento.
Os ciclos de formação reúnem alunos entre 6 e 8 anos no primeiro ciclo (ciclo da infância), entre 9 e 11 anos no segundo ciclo (ciclo da pré-adolescência) e entre 12 e 14 anos no terceiro ciclo (ciclo da adolescência).
Os ciclos, basicamente, propõem a superação dos agrupamentos propostos pela escola seriada, agrupamentos esses que se baseavam no conhecimento anterior adquirido.

De acordo com Fetzner, “as séries consistem em oferecer para um grande número de pessoas um mesmo ensino, com os mesmos conteúdos e ao mesmo tempo”. “Nas escolas seriadas, dividem-se os conhecimentos em séries, e algumas séries em disciplinas. A atividade escolar constitui-se na tentativa de repassar conhecimentos seriados aos alunos durante um ano letivo.
As séries se organizam por meio da divisão dos fazeres e da fragmentação dos conhecimentos a serem trabalhados, reprovando os alunos que não atingem o esperado em alguns dos conteúdos de cada série”.

Questão 2

De acordo com Fetzner, “podemos chamar de planejamento dialógico aquele que, na escola, se organiza com base no diálogo entre os alunos e os professores”. “É quando eu permito que o outro seja (ele mesmo: sua palavra, suas questões, suas percepções) que eu me autorizo, também, a ser (minhas palavras, minhas questões e minhas percepções)”. “Não é um diálogo sobre os conteúdos predefinidos do ensino. É um diálogo que busca a construção de uma compreensão crítica com e na realidade”. “Implica perceber o ato de ensino como concomitante ao ato de aprender, em que as formas de ver a vida e os problemas passam a ser dialogadas, e em que as disciplinas escolares ganham sentido na compreensão/solução dos problemas estudados”.

Questão 3

De acordo com Fetzner, “socioantropológica, epistemológica, sociopsicopedagógica e filosófica”.

FONTE SOCIOANTROPOLÓGICA
Implica a compreensão:
- dos significados socioculturais de cada prática no conjunto das condições de existência em que ocorrem;
- dos sistemas simbólicos que constituem a visão de mundo da comunidade”.
FONTE SOCIOPSICOPEDAGÓGICA
Resulta:
- no estudo das relações entre aprendizagem e desenvolvimento;
- na compreensão do desenvolvimento intelectual na e com a relação com o mundo;
- no espaço escolar organizado de forma cooperativa e coletiva”.



FONTE EPISTEMOLÓGICA
Por sua orientação interdisciplinar, propõe a reorganização do conteúdo e do trabalho escolar de forma a favorecer a autonomia dos estudantes na compreensão da realidade”.
Esta fonte curricular também propõe o trabalho orientado para a compreensão e transformação da realidade vivida”.
FONTE FILOSÓFICA
Propõe um movimento pedagógico flexível, voltado para a aprendizagem de todas as crianças e os adolescentes na escola”.
Do ponto de vista filosófico, o complexo temático considera como princípio a capacidade, inerente a todo ser humano, de aprender e a necessidade de organizar-se o ensino com esse pressuposto”.

Questão 4

Para Carlini, “O ensino por projetos organiza-se com base em um problema concreto, presente na realidade do aluno, que pede a busca de soluções práticas”.
Os projetos precisam, para Hernández, contribuir com os alunos para o desenvolvimento das capacidades relacionadas com: a autodireção, a inventiva a formulação e a resolução de problemas, diagnóstico de situações e o desenvolvimento de estratégias analíticas e avaliativas, a integração, a tomada de decisões e comunicação interpessoal. Nesse sentido, os trabalhos com projetos no ambiente escolar são instrumentos para a realização de uma diversidade de culturas e saberes que os estudantes trazem para o meio escolar. Para Hernándes, “nos projetos de trabalho, seriam “problemas que se encontram além da compartimentação das disciplinas” e implicariam a busca de relações entre fenômenos naturais, sociais e pessoais.

Questão 5

Para Giroux e Simon é muito importante para nos ajudar a pensar nossa formação docente e o sentido (e também as possibilidades) de uma formação em serviço que colabore para romper com os preconceitos e, algumas vezes, com a visão ingênua que temos quanto ao papel político do professor. Para eles, “as escolas são formas sociais que ampliam as capacidades humanas, a fim de habilitar as pessoas a intervir na formação de suas próprias subjetividades e a serem capazes de exercer poder com vistas a transformar as condições ideológicas e materiais de dominação em práticas que promovam o fortalecimento do poder social e demonstrem as possibilidades da democracia”. Nesse sentido, conclui os autores, “a educação baseada em uma pedagogia crítica procura questionar de que forma podemos trabalhar para a reconstrução da imaginação social em benefício da liberdade humana”.



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11 - IMAGEM E EDUCAÇÃO

AD 1

Questão 1 (2 pontos)
Diferencie imagem clássica ou tradicional de imagem técnica. Selecione duas
imagens que exemplifiquem sua explicação, uma para cada tipo. Coloque a
fonte da mesma e anexe à sua avaliação.

Questão 2 (1,5 pontos)
Como afirma Alfredo Bosi, o modo renascentista de olhar o mundo chama-se
perspectiva. A grande novidade reside na Nova concepção de mundo que está
nascendo em oposição à centralidade religiosa da Idade Média, e que se pauta
“no desejo de recriar a pintura dos antigos e fundar a ciência dos modernos”.
Dentro deste contexto, defina perspectiva.

Questão 3 (1,5 pontos)
Explique o conceito de imagem-texto, contrapondo-os aos de imagem-visão e
imagem-pensamento para a compreensão da natureza da construção das
imagens.

Questão 4 (1,5 ponto)
Explique até que ponto um texto imagético poderia ser considerado um objeto
inacabado, descrevendo tanto o papel do leitor quanto a importância de
convenções e estratégias de leitura inscritas.

Questão 5 (1,5 pontos)
A partir da leitura da aula 05, você acredita que o nível de dificuldade de leitura é
diferenciado ou é o mesmo entre um texto imagético e um romance? Responda
com suas palavras.

Questão 6 (2 pontos)
Explique porque a fotografia pode ser “objeto de leitura sociológica”, de acordo
com Bourdieu. Selecione uma fotografia solene de sua cidade (um evento,

casamento, festa), anexe-a e elabore uma leitura sociológica, como no texto.


Questão 1
Para a autora, imagem clássica ou tradicional (fig. 1), é aquela em que a expressão do autor é representada pela sua produção manual, utilizando-se de instrumentos ou quaisquer outros artifícios que possibilitem a interpretação da obra. Antagonicamente, as imagens técnicas (fig. 2), são aquelas em que há interferência no modo de produção da imagem, nesse sentido, uma espécie de artificialização da imagem.
Figuras 1 e 2 Fonte, Revista Programação Sesc Rio, ano 7, nº 79,
junho de 2007.( P. 17 e 69) respectivamente.

Questão 2
Em uma linguagem técnica, perspectiva seria uma ilusão tridimensional que a obra transmite ao olhar do espectador. Porém, no contexto definido por Alfredo Bossi, significa recuperar esta visão clássica trazendo até nossos dias, para aprofundarmos a perspectiva visual, em destaque a humana, de forma a recriarmos uma nova visão concomitantemente histórica contemporânea e ideológica. Uma leitura da obra segundo os paradigmas modernos.

Questão 3
Imagem-texto, de acordo com a autora, é aquela pela qual o homem estabelece uma comunicação através da imagem produzida. Em contraposição da imagem-visão que é o instinto primeiro a ser estabelecido de uma imagem, simplesmente a visualização do objeto e imagem-pensamento, que se constrói através de um significado que o homem elabora mentalmente qualificando e interpretando subjetivamente a construção dessa imagem.

Questão 4
De acordo com as autoras, um texto imagético é considerado inacabado na medida em que o conhecimento de mundo do leitor não interfere na sua leitura e interpretação. Pois, segundo as autoras, um romance por mais descritivo que seja não traduz o lócus, nem as características sentimentais dos personagens sem que se considere a subjetividade e a forma com que essas ações atinjam o eu próprio do leitor. No sentido, portanto, conforme Jouve esclarece-nos, o da verossimilhança, o da sequência das ações e o da lógica simbólica.


Questão 5
Considero que seja diferenciado, pois um texto imagético pode levar uma comunicação ao leitor, porém não no sentido completo pois o completar dessa comunicação vai depender do caráter subjetivo em que o leitor recebe e interpreta a imagem. A leitura de um romance, por exemplo, há de considerar a naturalidade social e histórica do leitor.


Questão 6
Porque segundo Bourdieu, o ato de solenizar uma imagem o grupo em questão, apresenta-se a esta sociedade. E, nesse sentido, o ato de uma visualização fotográfica não é analisada esteticamente e sim observada segundo às relações sociais em que exprime.
Na foto, que registra a cerimônia de posse do Prefeito de Três Rios, Vinicius Farah, vê-se o público que assiste e, percebemos que, de acordo com Bourdieu, o que é fotografado e aprendido pelo autor, não são propriamente indivíduos na sua particularidade, mas sim papéis sociais que irão exercer influência no poder vigente. (foto fonte Bafafáetc)



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12 - METODOLOGIA DA PESQUISA EM EDUCAÇÃO

AD 1

QUESTÕES:

1. Desde 2006, as Novas Diretrizes Curriculares para o cursos de Pedagogia instituíram a pesquisa como um dos eixos de formação dos profissionais da educação. A partir da leitura e do estudo do material didático da disciplina, discorra com suas palavras um texto dissertativo respondendo as seguintes indagações: o que é pesquisa e qual sua importância na formação dos profissionais da educação (2,0 pontos)?

2. A partir da leitura e do estudo do material didático da disciplina, discorra com suas palavras um texto dissertativo analisando a diferença entre a pesquisa acadêmico-científica e a pesquisa desenvolvida no âmbito do cotidiano escolar (2,0 pontos).

3. A partir da leitura e do estudo do material didático da disciplina, discorra com suas palavras um texto dissertativo apontando os principais fatores que provocam o descompasso entre a pesquisa acadêmica e a prática educacional (2,0 pontos).

4. A partir da leitura e do estudo do material didático da disciplina, discorra com suas palavras um texto dissertativo respondendo as seguintes indagações: o que é cotidiano e a qual sua importância na atividade de pesquisa desenvolvida pelos profissionais da educação (2,0 pontos)?


5. A partir da leitura e do estudo do material didático da disciplina, discorra com suas palavras um texto dissertativo respondendo a seguinte indagação: quais as dificuldades mais comuns encontradas por aqueles que pesquisam em Educação? Justifique sua resposta (2,0 pontos).


Questão 1
De acordo com Bonato e De Oliveira, pesquisar é “produzir conhecimentos novos e definitivos sobre alguma coisa, que precisa contar com muitos estudos e levantamentos prévios”.
Sua importância na formação dos profissionais de educação está em “poder estabelecer um diálogo entre a prática pedagógica e os elementos teóricos que dela fazem parte; ter acesso a novos conhecimentos que possam facilitar a compreensão de problemas reais enfrentados no cotidiano das escolas; articular os saberes tecidos a partir da experiência, com os saberes formais que sustentam ou desautorizam as práticas”. Nesse sentido, segundo as autoras, “o professor-pesquisador é aquele que articula prática e teoria, buscando desenvolver práticas político-pedagógicas, cada vez mais conscientes e capazes de ajudar os alunos nos seus processos de aprendizagem”.

Questão 2

A pesquisa acadêmico-científica, segundo os autores, está voltada para a “investigação e estudo, minuciosos e sistemáticos, com o fim de descobrir fatos relativos a um campo de conhecimento”. O objetivo é a produção de saberes a serem utilizados pelo universo escolar.
A pesquisa desenvolvida no âmbito do cotidiano escolar tem o foco “nos pequenos ou grandes problemas que enfrentamos para trabalhar com os alunos, os sucessos que temos quando fazemos uma atividade prazerosa ou bem-sucedida pedagogicamente, as relações com os colegas de trabalho, com nossos alunos e com outros membros da comunidade escolar, entre tantas outras coisas que acontecem todo dia nas escolas”.

Questão 3

De acordo com os autores, há grande desproporção entre fatores que dizem respeito à quantidade de saber produzido e a escassez de medidas que realmente beneficiam a população afetada. São muitas as teses e as dissertações cujos conteúdos se configuram em soluções brilhantes para os problemas educacionais. Entretanto, pouco do conhecimento científico, produzido nas universidades, está sendo transferido para a prática da Educação. Existe um “abismo” entre o saber construído e a prática desenvolvida na escola ‘.
Para PAVIANI e BOTOMÉ, “cabe às universidades, portanto, a responsabilidade de produzir o conhecimento e de torná-lo acessível a todos”.

Questão 4

Para Certeau, o cotidiano refere-se àquilo que nos é dado a cada dia, àquilo que ora nos pressiona, ora nos oprime. “É aquilo que nos prende intimamente, a partir do interior”. Nesse sentido, o cotidiano não diz respeito somente à objetividade da vida cotidiana, mas também às inúmeras subjetividades presentes em nosso dia-a-dia.
Sua importância, segundo Agnes Heller, deve-se ao fato que “as pessoas que frequentam uma escola, sejam elas alunos, professores, diretores ou responsáveis, vivem esse cotidiano em todos os aspectos de sua personalidade e individualidade, mas sem condições de “aguçá-lo em toda a sua intensidade. Revelam aspectos de suas
vivências, experimentadas fora deste cotidiano. A não observância dessa realidade, para Heller, desvaloriza a cultura e a realidade trazidas pelo aluno para o cotidiano escolar, quando certos conteúdos curriculares são colocados em segundo plano, em detrimento de outros.

Questão 5

Dificuldade para escrever - De acordo com Fazenda, “para se escrever sobre um determinado assunto é preciso conhecê-lo em profundidade. É o que a autora denomina de “apropriação do objeto da escrita”; e apropriar-se de tal objeto requer uma exaustiva pesquisa anterior sobre o tema”.
Conseguir expressar por escrito – Ou seja, de modo que todos entendam. “Escrever não é o suficiente, a escrita deve ser contextualizada”.
Dificuldade em se expor oralmente - “A expressão oral juntamente com a escrita é de suma importância. Sua utilidade encontra-se também no fato de ele poder subsidiar outros trabalhos de pesquisa”.

Dificuldade em escolher o objeto de estudo – “Devido à diversidade do que pode ser pesquisado. Escolher esse objeto de estudos significa fazer um recorte no leque de possibilidades que aquela realidade oferece”.


METODOLOGIA DA PESQUISA EM EDUCAÇÃO


AD 2


QUESTÕES:
1. A partir do estudo das Aulas que apresentam os conteúdos que serão exigidos na segunda Avaliação a Distância (AD 02), complete a citação abaixo (1,5 pontos):
Mesmo com abordagens metodológicas e concepções filosóficas diferentes, as pesquisas qualitativas ou quantitativas, partem de uma questão, um problema, uma pergunta que se quer responder. Para isso, os pesquisadores traçam um caminho, ou seja, escolher uma metodologia a fim de alcançar seu objetivo.
Na pesquisa em Educação, utilizando uma ou outra abordagem, os pesquisadores partem de um projeto dentro de formas estruturais preestabelecidas pelo rigor acadêmico. O projeto deve ao menos contemplar os seguintes itens: _________________________________________________________________________________________________.

2. A partir do estudo das Aulas que apresentam os conteúdos que serão exigidos na segunda Avaliação a Distância (AD 02), responda com suas palavras, em um texto dissertativo de até quinze linhas às seguintes indagações (1,5 pontos):
- o que caracteriza uma hipótese?
- no que consiste um método?

3. A partir do estudo das Aulas que apresentam os conteúdos que serão exigidos na segunda Avaliação a Distância (AD 02), cite as principais características da pesquisa qualitativa e da pesquisa quantitativa (1,5 pontos).

4. A partir do estudo das Aulas que apresentam os conteúdos que serão exigidos na segunda Avaliação a Distância (AD 02), identificamos ao todo nove métodos de pesquisa. Escolha cinco desses métodos e descreva as características de cada um deles (2,5 pontos).


5. A partir do estudo das Aulas que apresentam os conteúdos que serão exigidos na segunda Avaliação a Distância (AD 02), elabore um pré-projeto de pesquisa no qual estejam incluídos os seguintes tópicos, a saber: justificativa; fundamentação teórica; objetivos; metodologia; cronograma; bibliografia (3,0 pontos).



Questão 1
:De acordo com o autor, o projeto deve contemplar a elaboração de objetivos, a justificativa, a fundamentação teórica, a metodologia para a coleta de dados, o cronograma e a bibliografia.

Questão 2

De acordo com Inácio filho, a hipótese “é caracterizada como uma solução apriorística, ou seja, uma dedução provisória ou uma proposta de solução do problema que se antecipa para direcionar a evolução da investigação”.
De acordo com o autor, método “é o caminho”. uma série de passos codificados que se têm de tomar, de forma mais ou menos esquemática para atingir um determinado objetivo. O objeto educacional a ser pesquisado que se constitui em determinante significativo para a escolha do modo mais adequado de se pesquisar.
Assim, a hipótese é anterior ao método, pois “é uma proposição que se admite de modo provisório como princípio do qual se pode deduzir pelas regras da lógica um conjunto dado de proposições e, o método, é um conjunto de regras básicas para desenvolver uma experiência a fim de produzir novo conhecimento”.

Questão 3

As pesquisas quantitativas têm como suporte as medidas e os cálculos mensurativos, trabalhando, portanto, com médias, gráficos e estatísticas. Nas palavras de Chizzotti , elas “prevêem a mensuração de variáveis preestabelecidas, procurando verificar e explicar sua influência sobre outras variáveis, mediante a análise da freqüência de incidências e de correlações estatísticas. O pesquisador descreve, explica e prediz”
As pesquisas quantitativas nas Ciências Sociais fundamentam-se nos princípios positivistas clássicos:
leis invariáveis – as Ciências Sociais, para analisar determinado grupo, têm de descobrir as leis invariáveis e independentes de seu funcionamento.
observação sensorial – o pesquisador deve se limitar aos fatos imediatos da experiência.
neutralidade científica – o investigador deve produzir um conhecimento neutro, livre de juízo de valor, a salvo de implicações político-sociais.
Segundo Chizzotti , as pesquisas qualitativas fundamentam- se em “dados coligidos nas interações interpessoais, na co-participação das situações dos informantes, analisadas a partir da significação que estes dão aos seus atos. O pesquisador participa, compreende e interpreta”.
Essa abordagem está pautada na concepção de que o indivíduo não é somente o objeto, mas é o objeto que “fala”, o sujeito do conhecimento e da história.


Questão 4

O MÉTODO HISTÓRICO

Este método, de acordo com Fachin, de pesquisa compreende a passagem da descrição para a explicação de uma situação do passado, segundo paradigmas e categorias políticas, econômicas, culturais, psicológicas, sociais, entre outras. O método histórico permite ao pesquisador educacional analisar as formas de organização da sociedade e das instituições, além de facilitar a compreensão da dinâmica histórica da sua evolução, transformação e desaparecimento no decorrer do tempo.

O MÉTODO EXPERIMENTAL
Para Fachin, o método experimental é aquele em que as variáveis são manipuladas de maneira preestabelecida e seus efeitos suficientemente controlados e conhecidos pelo pesquisador para observação do estudo. De uma maneira simplificada, o método experimental propõe que dois grupos de participantes sejam submetidos exatamente a uma mesma condição.
Todavia, o tratamento ou intervenção deverá ser administrado em apenas um desses grupos, denominado grupo experimental. O pesquisador pode, por exemplo, trabalhar com dois grupos em processo de alfabetização, sendo que em um deles haverá uma intervenção de algum estímulo sobre o processo de alfabetização e depois a verificação para saber se o grupo que recebeu o estímulo chegou a resultados diferentes do outro grupo.

O MÉTODO DE ESTUDO DE CASO
Esse modo de fazer pesquisa tem como meta o estudo intensivo do background, do estado atual e das interações ambientais de uma determinada unidade social: indivíduo, grupo, instituição ou comunidade”. “A pesquisa educacional de estudo de caso examina, em um pequeno número de unidades, uma quantidade considerável de variáveis e de condições. O estudo de caso envolve um profundo e prolongado exame de uma pessoa ou de um pequeno grupo de pessoas e tem as suas origens na pesquisa
epidemiológica, particularmente no estudo de certas condições clínicas ou de doenças”. “Na área educacional, esse tipo de método tem aparecido dentro de uma concepção bastante estrita, ou seja, realizando-se um estudo descritivo de uma unidade, seja ela a escola, o aluno, a sala de aula ou o professor”

O MÉTODO DE PESQUISA-AÇÃO
O método da PESQUISA-AÇÃO tem recebido cada vez mais adeptos na área educacional. Essa proposta metodológica está baseada em técnicas bastante diferentes das tradicionais, tendo suas origens registradas em estudos cuja tônica consistia em fazer com que o pesquisador, para ter controle do processo de mudança, deveria provocar desequilíbrios e então observar as alterações comportamentais dos participantes e das variáveis nessa nova dinâmica”.
Trata-se de uma ação Quanto aos efeitos esperados, para Coll, o objetivo da pesquisa-ação não é produzir resultados sobre a problemática investigada, e sim produzir resultados juntamente com todos os participantes”.



O MÉTODO DO SURVEY
O vocábulo survey tem sido utilizado em pesquisa educacional para designar uma coletânea de informações padronizadas a respeito de uma população específica, ou de alguma amostra, sem, contudo, limitar-se ao uso exclusivo de questionários ou de entrevistas. Trata-se de uma modalidade rápida e de baixo custo quando se pretende identificar processos sociais, tendências do eleitorado, opiniões do homem comum, comportamento de mercado e outras”. “O método do survey desconsidera a necessidade de manipulação de variáveis, assim como de controle das condições nas quais o estudo está sendo conduzido”. “É uma forma de estudo descritivo cujos objetivos normalmente estão direcionados para saber quantas pessoas, em um dado grupo, possuem um atributo particular, uma opinião, um desejo, uma crença etc”.

Questão 5

Calculadora chinesa/ soroban

Justificativa
  • De um modo generalizado, os livros didáticos trazem uma abordagem que foge à realidade da aplicação prática das operações matemáticas, dificultando a compreensão dos educandos, trazendo como conseqüência bloqueios na aprendizagem matemática. (1 Trabalho orientado pelo professor MSc. Sinval Braga de Freitas. 2 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - Nº46 - 08/03/2002 SEÇÃO 1 - PÁG. 26)
  • Para melhorar o desempenho cognitivo dos alunos da rede Municipal de Ensino em matemática, com vistas ao melhor rendimento na avaliação do IDEB.


Fundamentação teórica / Histórico

A calculadora chinesa, soroban ou ábaco,como preferir, é um instrumento composto de varetas ou barras e pequenas bolas, utilizado para contar e calcular. O mais antigo data de aproximadamente 3.500 a. C. , no vale entre os rios Tigre e Eufrates. Por volta do ano 2.600 a . C. apareceu o ábaco chinês que evoluiu rapidamente e foi chamado em sua forma final de Suan-Pan, de modo semelhante apareceu no Japão o Soroban.

O Soroban foi regulamentado pelo Ministério da Educação por meio da portaria nº. 657, de 07 de março de 2002, como instrumento facilitador no processo de inclusão de alunos portadores de deficiência visual nas escolas regulares, bem como instrumento de desenvolvimento sócioeducativo de pessoas portadoras de deficiência visual. 2

O ministro da Educação, Tarso Genro, por meio da Portaria nº 1.498, de 26 de maio de 2004, reconduziu, por mais dois anos, os membros da Comissão Brasileira de Estudo e Pesquisa do Soroban, instrumento pedagógico capaz de auxiliar no ensino de deficientes visuais.
Introduzido no Brasil pelos imigrantes japoneses em 1908, o soroban permite efetuar cálculos matemáticos com rapidez e eficiência, como as quatro operações, por exemplo. (Murilo Milhomem)
Objetivos
Desenvolvimento do raciocínio e a capacidade de construir cálculos mentais rápidos. Favorecendo a inclusão de indivíduos com necessidades educativas especiais, principalmente à com deficiência visual.
Socializar o uso da calculadora chinesa/ soroban, no processo de construção do conhecimento lógico-matemático.
Possibilitar aos profissionais de educação a continuidade do ensino/aprendizagem dessa ferramenta facilitadora do processo de construção matemática e inclusão dos indivíduos com necessidades educativas especiais.
Público alvo
Alunos do ensino fundamental, inclusive de classes especiais. Professores, profissionais afins e demais interessados.
Carga Horária
3 horas distribuídas em 3 aulas.
Metodologia

1ª aula
  • Apresentação do Histórico da calculadora chinesa
  • Soma e subtração
  • Torneio entre os alunos da turma

2ª aula
  • Multiplicação e divisão
  • Torneio entre os alunos da turma
  • Curiosidades envolvendo a calculadora chinesa

3ª aula
  • Avaliação

Cronograma

O projeto será efetuado em 11 escolas, divididas na seguinte ordem:
Escola A - 1ª semana
Escola B - 2ªsemana Maio
Escola C - 3ªsemana
Torneio entre as escolas – 4ª semana

Escola D - 5ª semana
Escola E - 6ªsemana Junho
Escola F - 7ªsemana
Torneio entre as escolas – 8ª semana

Escola G - 9ª semana
Escola H - 10ªsemana Agosto
Escola I - 11ªsemana
Torneio entre as escolas – 12ª semana

Escola J - 13ª semana
Escola K - 14ªsemana Setembro
Torneio entre as escolas – 15ª semana


Culminância

Semana da Criança Outubro

  • Torneio envolvendo todas as escolas

Recursos necessários
35 calculadoras por escola no total de 11 escolas, 385 calculadoras ao todo.
Custos
De R$ 25,00 por R$ 17,00 cada unidade
Valor total para as 11 escolas R$ 6.545,00

Informações pessoais

Jorge Linck da Silva Pedagogia/ CEDERJ / UNIRIO
Rua Belo Horizonte, 423 – Vila Isabel - Três Rios – RJ
(24) 98154 7640
jorgelinck.blogspot.com



Bibliografia
Trabalho orientado pelo professor MSc. Sinval Braga de Freitas. 2 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO - Nº46 - 08/03/2002 SEÇÃO 1 - PÁG. 26)
Blog do Barão
http://cebaraodepalmeiras.blogspot.com/2010/09/calculadora-chinesa.html


Oficina ábaco chinês
http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/matematica/abaco/02.html

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13 - MOVIMENTOS INSTITUINTES E EDUCAÇÃO

AD 2 (OBS.: Somente a questão 4 da AD2)


QUESTÃO 4

Trabalhando como texto 6: A mediação biográfica. Acompanhar adultos em processos-projetos de si.

a) Explique o que é Mediação Biográfica e caracterize as suas três dimensões: mediação iniciática, mediação maiêutica, mediação hermenêutica.

b) A partir dessa explicação/caracterização, faça uma reflexão sobre a citação que aparece como epígrafe do texto: “A formação inclui tudo o que o adulto fez de sua história. Ela é um processo que multiplica as transições e só é interrompido pela morte. A formação é um movimento que é preciso saber captar no ar.”

Questão 4 – Texto 6 - A mediação biográfica. Acompanhar adultos em processos-projetos de si

  1. Explique o que é Mediação Biográfica e caracterize as suas três dimensões: mediação iniciática, mediação maiêutica, mediação hermenêutica.

Para Passegui, “mediação biográfica é aquela que se realiza entre adultos. Um movimento de interação entre pessoas e de apropriação interna. Tem como objetivo compreender as relações que se tecem entre o formador (mediador) e o adulto em formação e destes com a narrativa de vida ao longo do processo de escrita autobiográfica. A mediação biográfica investiga o saber-fazer com o outro (heteroformação), e o saber-fazer sozinho (autoformação)”.

Medição iniciática - “é o momento inaugural da escrita autobiográfica ao qual responde implícita ou explicitamente à pergunta, o instante que as lembranças instalam um conflito existencial”. “Nesse momento o formador orienta, auxilia o adulto em sua viagem que ele inicia na busca de si mesmo”.

Medição maiêutica – é o segundo momento que configura-se como instância de reflexão. Nesse momento as sucessivas versões de sua história ajudam-o a vencer suas primeiras resistências. Nesse momento, “a tarefa do formador na mediação maiêutica é ajudar o adulto a explicitar saberes implícitos, a tomar consciência das experiências de vida e transformá-las em conhecimento”.

Medição hermenêutica – “é o terceiro momento, quando a escrita autobiográfica responde à pergunta. É o momento da interpretação, da ressignificação do sentido e da reinvenção de si. O formador assume aqui a delicada tarefa de ajudá-lo a se distanciar cada vez mais de si para saber-poder tomar decisões e projetar seu vir a ser. A partir daí, o mediador se retira da cena e o adulto toma em suas mãos, mesmo provisoriamente, os rumos de sua vida.



  1. A partir dessa explicação/caracterização, faça uma reflexão sobre a citação que aparece como epígrafe do texto: “A formação inclui tudo o que o adulto fez de sua história. Ela é um processo que multiplica as transições e só é interrompido pela morte. A formação é um movimento que é preciso saber captar no ar.”

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, não há nada mais simples. Tem só duas datas – a da minha nascença e da minha morte. Entre uma e outra coisa todos os dias são meus”.
Alberto Caieiro (Fernando Pessoa)

O homem é um ser sócio-histórico”, nesse sentido as narrativas de si irão sempre refletir os acontecimentos sociais influenciados pelo momento vida. Assim, as narrativas dos professores tornam-se fundamentais para a ordenação de seus saberes, pois se trata de um sentimento implícito que se externa a todo instante, na maioria das vezes, desordenadamente. Então entra em cena a figura do mediador (formador), aquele investiga, orienta o adulto a se conscientizar de suas experiências de vida e transformá-la em conhecimento.
Lendo os textos, percebi o quanto são relevantes as narrativas de si mesmo para a formação pedagógica.
Em meu histórico discente, sempre fui concentrado em meus estudos. Quando criança tinha as atividades padrões de uma criança de subúrbio que brinca e interage com grandes grupos, seja em jogos de futebol e outras atividades lúdicas. Entretanto, tinha certo rigor quanto aos estudos, não me lembro um dia de uma censura por parte de meus pais quanto às tarefas escolares. E, na escola seriada, não “perdi nenhum ano”. No bairro onde resido foi inaugurado, naquela época, uma biblioteca, ali passava horas, ora executando minhas tarefas, ora auxiliando outros a executarem. Assim, essa heteroformação foi se construindo.
Para Saveli, ‘a memória é seletiva uma vez que esta volta tanto para fora (social) como para dentro (individual)”. Nesse sentido as lembranças são selecionadas em função do ponto de vista cultural e ideológico do grupo a quem o texto se destina. As experiências vividas dos professores tem relevante significado em suas ações para com seus discentes.
Nóvoa defende que a análise de materiais escritos por professores pode oferecer um novo campo de atividades interpretativas para a pesquisa em educação. Segundo Souza, “desta forma, as implicações pessoais e as marcas construídas na trajetória individual/coletiva, expressas nos relatos escritos, revelam aprendizagens da formação e sobre a profissão”.
As lembranças configuram-se em construções futuras e por isso as narrativas são importantes para a formação de professores. A pista para uma carreira com objetivos concretos e bem direcionados está intimamente relacionada com as experiências empíricas. Talvez por este detalhe muitos professores não encontrem seus verdadeiros caminhos pedagógicos. Faz-se necessário então, uma mediação para que os considerados dons se se evidenciem em práticas verdadeiras, carregadas de significados expressivos que conduzirão o professor e o discente a construção de uma cidadania plena.

Referências
SAVELI, Esméria de Lourdes, Narrativas Autobiográficas de Professores, Doutora em Educação UNICAMP, 2006.
SOUZA, Elizeu Clementino de, Histórias de vida e Formação de Professores, Salto para o Futuro, 2007.


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14 - MOVIMENTOS SOCIAIS E EDUCAÇÃO
AD 1 
O ato terrorista perpetrado na Noruega de forma calculada por um extremista norueguês de 32 anos, trouxe novamente à baila a questão do fundamentalismo. Os governos ocidentais e a mídia induziram a opinião pública mundial a associar o fundamentalismo e o terrorismo quase que exclusivamente a setores radicais do Islamismo. Barack Obama dos USA e David Cameron do Reino Unido se apressaram em solidarizar-se com governo da Noruega e reforçaram a idéia de dar batalha mortal ao terrorismo, no pressuposto de que seria um ato da Al Qaeda. Preconceito. Desta vez era um nativo, branco, de olhos azuis, com nível superior e cristão, embora o The New York Times o apresente “sem qualidades e fácil de se esquecer”.
Além de rejeitar decididamente o terrorismo e o fundamentalismo devemos procurar entender o porquê deste fenômeno. Já abordei algumas vezes nesta coluna tal tema que resultou num livro “Fundamentalismo,Terrorismo, Religião e Paz: desafio do século XXI”(Vozes 2009). Ai refiro, entre outras causas, o tipo de globalização que predominou desde o seu início, uma globalização fundamentalmente da economia, dos mercados e das finanças. Edgar Morin a chama de “idade de ferro da globalização”. Não se seguiu, como a realidade pedia, uma globalização política (uma governança global dos povos), uma globalização ética e educacional. Explico-me: com a globalização inauguramos uma fase nova da história do Planeta vivo e da própria humanidade. Estamos deixando para trás os limites restritos das culturas regionais com suas identidades e a figura do estado-nação para entrarmos cada vez mais no processo de uma história coletiva, da espécie humana, com um destino comum, ligado ao destino da vida e, de certa forma, da própria Terra. Os povos se puseram em movimento, as comunicações colocaram todos em contacto com todos e multidões, por distintas razões, começar a circular pelo mundo.
Essa uniformização global gerou forte resistência, amargura e raiva em muitos povos. Assistiam a erosão de sua identidade e de seus costumes. Em situações assim surgem, normalmente, forças identitárias que se aliam a setores conservadores das religiões, guardiães naturais das tradições. Dai se origina o fundamentalismo que se caracteriza por conferir valor absoluto ao seu ponto de vista. Quem afirma de forma absoluta sua identidade, está condenado a ser intolerante para com os diferentes, a desprezá-los e, no limite, a eliminá-los.
Este fenômeno é recorrente em todo o mundo. No Ocidente grupos significativos de viés conservador se sentem ameaçados em sua identidade pela penetração de culturas não-européias, especialmente do Islamismo. Rejeitam o multiculturalismo e cultivam a xenofobia. O terrorista norueguês estava convencido de que a luta democrática contra a ameaça de estrangeiros na Europa estava perdida. Partiu então para uma solução desesperada: colocar um gesto simbólico de eliminação de “traidores” multiculturalistas.
A resposta do Governo e do povo norueguês foi sábia: responderam com flores e com a afirmação de mais democracia, vale dizer, mais convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade. Esse é o caminho que garante uma globalização humana, na qual será mais difícil a repetição de semelhantes tragédias.
(retirada do blog do Leonardo Boff. Disponível em www.leonardoboff.com/)


1-De acordo com Leonardo Boff, é preciso pensar em uma cultura global que reconheça e respeite as diferenças.  Neste contexto torna-se imperativo verificar a interseção existente entre os Movimentos Sociais, o Terceiro setor e a Responsabilidade Social. Especifique cada um deles.

De acordo com Ribeiro, ‘os Movimentos sociais são pessoas que se associam a outras para conquistar sua inserção social, por exemplo, o MST. O Terceiro Setor são grupos de trabalhos voluntariados para a manutenção da ecologia de diferentes lugares do planeta, como exemplo o Greenpeace. Responsabilidade social são as empresas que, agindo politicamente corretas, consideram a dimensão ambiental correlacionando suas atividades com os impactos de suas atividades produtivas sobre os sistemas naturais vivos e não-vivos, incluindo ecossistemas, solos, ar e água’.
As interseções existentes entre os movimentos sociais, o Terceiro Setor e a responsabilidade social decorrem de fundamentos comuns encontrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Nota-se que essas três ações sociais, ou seja, os movimentos sociais, o Terceiro Setor e a responsabilidade social, em sua interseção central, revelam-nos a filosofia dos Direitos Humanos como fundamento para a ação social. A formalização de novos paradigmas, através de programas voltados para auto-sustentabilidade econômica, legitima tanto a ação de movimentos sociais como as ações do Terceiro Setor e da responsabilidade social. Por conta disso, salienta-se o desenrolar da Educação em todo o planeta”.

2- Destaque dois artigos da Declaração dos Direitos Humanos que se relacionem ao texto acima e justifique suas escolhas.

Artigo 19
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão,
o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e
o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras,
informações e idéias por qualquer meio de expressão.

Artigo 22
Toda pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança
social e pode legitimamente exigir a satisfação dos direitos
econômicos, sociais e culturais indispensáveis, graças ao esforço
nacional e à cooperação internacional, de harmonia com a
organização e os recursos de cada país.

Para Boff, “os povos se puseram em movimento, as comunicações colocaram todos em contacto com todos e multidões, por distintas razões, começar a circular pelo mundo. Nesse sentido, convivência com as diferenças, mais tolerância, mais hospitalidade e mais solidariedade, é o caminho que garante uma globalização humana”. Portanto, direito à liberdade de opinião e segurança social, defendidas nos artigos 19 e 22 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, legitimam as três ações sociais: movimentos sociais, o Terceiro Setor e a responsabilidade social respectivamente.


AD 2  (Somente AD2)

QUESTÃO 1 -  A partir deste trecho e dos módulos estudados faça uma análise considerando a importância do letramento como condição  de resistência a dominação. 

 Para Ribeiro, “a leitura de mundo pressupõe uma pessoa capaz de apreender signos e poder pensá-los. E os signos compreendem tudo aquilo que tem uma aparência. De modo tal que até uma pessoa é um signo identitário. Podemos assim dizer que também “lemos” pessoas”. Assim, “o que entendemos e produzimos em vida revela a nossa capacidade de olhar o mundo e nele habitar, colaborando para que as coisas sejam de uma forma e não de outra”.
É o que alerta Tfouni quando diz que o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade.” Nesse sentido, a resistência apontada por Freire, passa a ser a condição que adquire o sujeito de compreender, interpretar e transformar o mundo que lê.

QUESTÃO 2 -  Virginia de Oliveira Silva aponta para o fato de que a mídia tem construído uma imagem de que o consumo traria felicidade à vida (aula 14). No entanto, segundo a mesma autora, existiria uma incoerência entre essas imagens e a falta de oportunidades de acesso ao consumo por parte das pessoas, o que as mobilizaria para conquistar tal acesso.
 Faça uma pequena análise crítica sobre este panorama, relacionando a mídia, sua influência nas pessoas e a relação com os movimentos sociais.

De acordo com Ribeiro, “na projeção de imagens de consumo, veiculado pela mídia, o mercado apresenta imagens de desejo, remetendo-nos diretamente ao prazer das sensações do corpo e reunindo um conjunto de produtos cuja aquisição trará conforto, facilidades e prazer. A incoerência entre essas imagens de vantagens e a falta de oportunidade a esses acessos mobiliza muitos a conquistar seu espaço social e atender a suas necessidades para a sobrevivência”. Assim, esses sujeitos compreendem que “a falta de sentido que esse mercado promove a partir da visão concreta de poucos usufruírem luxo enquanto outros vivem na miséria ou perto disso. Ou, ainda, entendem que sua miséria sustenta o luxo de ricos empresários, governantes, banqueiros e “parasitas” sociais”. Nesse sentido, ”uma vez que grupos entendem estarem à parte de usufruir bens de consumo e vantagens que toda essa dinâmica mercadológica promove como idéias de desejo e lutam contra a representação hegemônica para produzir sua própria realidade de produção de vida, acabando por formalizar um movimento social”.

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15 - PAULO FREIRE: PENSAMENTO E OBRA

AD1

QUESTÕES (5,0 pts cada citação):
Considere as citações abaixo, retiradas do Livro Conscientização, escolha duas, discuta-as e as exemplifique a partir de situações relacionadas ao seu convívio social, profissional e de âmbito nacional, ou seja, aquelas relacionadas aos acontecimentos do país como um todo.

A) (...) “a educação, como prática da liberdade é um ato de conhecimento, uma aproximação crítica da realidade.” (P.15 – Arquivo em PDF /P. 25 - Livro)

B) “Pensávamos em uma alfabetização que fosse ao mesmo tempo um ato de criação, capaz de gerar outros atos criadores; uma alfabetização na qual o homem, que não é passivo e nem objeto, desenvolvesse a atividade e a vivacidade da invenção e da reinvenção, características dos estados de procura.” (P 22 – Arquivo em PDF/.P. 41 - Livro)


Questão A
Para o autor,” existe certa unidade indissolúvel entre minha ação e minha reflexão sobre o mundo”. A realidade que nos é apresentada está plena de idealismos e interesses sociais em que não comungamos. Entretanto, para que se consiga decodificar as entre-linhas faz-se necessário estarmos armados de ferramentas apropriadas para o desmantelamento das sombras das inverdades. Porém o círculo epistemológico em que convivemos priva-nos de tais respostas a serem dadas e agimos conforme a leitura de suas cartilhas. Como exemplo prático e atual, pode-se citar o pleito eleitoral. Suas linhas de ações sociais carregam-se de benfeitorias, fantasiando verdadeiros interesses e domínio elitizante. Por isso, continua o autor, “a conscientização é um compromisso histórico.” “É também consciência histórica: é inserção crítica na história, implica que os homens assumam o papel de sujeitos que fazem e refazem o mundo”. E nesse sentido é que a educação, como prática de liberdade toma forma, “exigindo que os homens criem sua existência com um material que a vida lhes oferece e clareando as dimensões obscuras que resultam de sua aproximação com o mundo”, finaliza nosso mestre, Paulo Freire.


Questão B
De fato, o processo revolucionário de alfabetização, proposto por Freire, haveria de causar polêmica. Isto porque o poder das elites irão abraçar ou esmagar toda e qualquer forma de liberdade de pensamento do cidadão comum. Naquele período histórico aconteceu por imposição e atualmente, democraticamente reescrevendo a história, os fatos se repetem sem que tomemos consciência do que estamos apoiando e concretizamos o ato de submissão. No paradigma proposto pelo autor, teria como objetivo não vivenciarmos uma educação nos modelos Jesuíticos, quando o nativo recebia educação diferenciada dos nobres. E, portanto, jamais poderia galgar a tais esferas sociais, porque faltava metodologia de interação educadora educando. na construção do conhecimento necessário para libertação e ascensão. Buscando, nesse contexto segundo Freire, “uma alfabetização na qual o homem, que não é passivo nem objeto, caracterize o estado de procura”.

AD 2 
Questão 1 
Relacionamos a seguir o tema  abordados no livro “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire.
A concepção bancária da educação como instrumento de opressão. Seus pressupostos, sua crítica.
- Para Freire, “em lugar de comunicar-se, o educador faz “comunicados” e depósitos que os educandos, meras incidências, recebem pacientemente, memorizam e repetem. (...) nesta destorcida visão da educação, não há criatividade, não há transformação, não há saber. (...) Na visão “bancária” da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão – a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual esta se encontra sempre no outro”.

- Segundo Freire,” nesta visão “bancária” da educação, os homens são vistos como seres da adaptação, do ajustamento. Quanto mais se exercitem os educandos no arquivamento dos depósitos que lhes são feitos, tanto menos desenvolverão em si a consciência critica de que resultaria a sua inserção no mundo, como transformadores dele. Como sujeitos. (...) Na verdade, o que pretendem os opressores “é transformar a mentalidade dos oprimidos e não a situação que os oprime”, e isto para que, melhor adaptando-os a esta situação, melhor os domine”.

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15 - PRÁTICAS EDUCATIVAS E CONTEXTOS NÃO ESCOLARES

AD1

1) Vá ao link abaixo e digite o termo “educação não formal” dentro do retângulo localizado abaixo do abecedário. Em seguida clique em pesquisar.

Responda as perguntas abaixo:

a) Quantos termos apareceram?

b) De acordo com o que leu no texto educação não formal é para todos, que explicações você pode dar a este fato?



2) Após a leitura dos textos, Educação não formal é para todos e Educação informal, que diferenças e semelhanças você pode apontar entre a educação não formal e a educação informal?

Estes textos estão na Plataforma, em Material Didático, no arquivo: Textos Ed. Não Formal.


3) Escolha duas das formas de educação apontadas por Maria Gloria Gohn e estabeleça as diferenças destas para o conceito que ela adota de Educação não formal.

4) A partir do que foi definido como educação não formal, suas exigências e possibilidades, que objetivo(s) e tipo(s) de aprendizagem(ens), das citadas por Maria da Glória Gohn, poderiam ser desenvolvidas no seu município? Justifique.

Ref: do texto para as questões 3 e 4, (disponível no seu polo para ser reproduzido):

Gohn, Maria da Glória. Educação não formal e o educador social. v.1, p. 22-45. São Paulo: Cortez, 2010.


Questão 1
a)De acordo com o site http://www.educabrasil.com.br/eb/dic/dicionario.asp, há 332 verbetes ou termos cadastrados para: educação não formal – páginas de 1 a 34.
b)Para Valéria A. Garcia, a educação não-formal vem como um adicional, um diferencial para as camadas favorecidas economicamente e como algo compensatório e complementar para as pessoas com menor acesso à educação. Assim explica-se as múltiplas formas e espaços de educação que aparecem descritas, desde o primeiro termo, aceleração de aprendizagem até o último, Voluntariado. Nesse sentido, acontece em todos os momentos envolvendo diversos movimentos sociais. Segundo Valéria, essa prática educacional apareceu como resposta para “incompetência da instituição escolar”.
Questão 2
De acordo com Valéria A. Garcia, “A educação não-formal é para todas as classes sociais”, semelhantemente a Educação Informal”. “A Educação não-formal é pouco burocrática, pode ter duração variável, conceder ou não certificado de aprendizagem. A Educação informal é desenvolvida fora dos estabelecimentos de ensino ou que ocorre sem planejamento. Geralmente, é um tipo de educação que transcorre em espaços de atividades culturais, com a família, amigos ou grupos de interesse comum. Uma característica marcante dessa educação é a aparente naturalidade do processo, ocultando valores, signos e até preconceitos”.
Questão 3
Educação Popular – Para Gohn, “é uma modalidade que faz alusão à categoria povo, em sentido genérico ou específico, camadas desfavorecidas socioeconomicamente. Ou uma educação popular e uma das elites. Diferencia-se da não-formal porque, para a autora, a educação não-formal deve ser vista pelo seu caráter universal, no sentido de abranger e abarcar todos os seres humanos, independentemente de classe social, idade, sexo, etnia, religião etc”.
Educação Comunitária – “Refere-se a trabalhos de desenvolvimento de novos valores, recuperação de autoestima, desenvolvimento de práticas apresentadas como solidárias, cidadãs etc. Diferencia-se da Educação não-formal, segundo Gohn, porque nessa há uma redução/limitação do conceito no plano de atuação, pois refere-se apenas às classes populares. Há também um certo caráter instrumental, porque se recorre a esta forma educativa para auxiliar/suprir condições estruturais que aqueles indivíduos não possuem”.
Questão 4
De acordo com Gohn, “Um modo de educar surge como resultado do processo voltado para os interesses e as necessidades que dele participa”. Nesse sentido, como o Município de Três Rios vive um momento de mudança de paradigma de um setor rural para industrial, poderiam ser desenvolvidas aprendizagens que capacite os indivíduos nesse novo setor abrindo janelas de conhecimento sobre o mundo que os circunda”. Essa aprendizagem poderá ocorrer em ambientes e situações interativas, como associações, oficinas escolares e extra-escolares, igrejas ou empresas púbicas ou privadas, construindo, nesse sentido, uma aprendizagem coletiva e que privilegie todas as classes sociais. Pois, para a autora, “é ideal que seja uma educação complementar, não no sentido de fazer o que a escola deveria fazer e não faz. Complementar no sentido de desenvolver os campos de aprendizagens e saberes que lhes são específicos”.

PRÁTICAS EDUCATIVAS E CONTEXTOS NÃO ESCOLARES

AD2


1) A partir dos vídeos 1 e 2 (que estão na plataforma), e considerando os diferentes contextos em que as práticas educacionais não formais podem acontecer, que relação pode-se estabelecer entre os mesmos? Justifique. (2 pontos)


2) Após assistirem ao vídeo 3 (que está na plataforma) e estudar o texto de Marinho e Camargo:Gestão do conhecimento: o papel do pedagogo nas organizações empresariais, identifique os campos de atuação do pedagogo empresarial citados no vídeo e no texto. (4 pontos)


3) Destaque um trecho do texto de Urt e Lindquist: O Pedagogo na Empresa: um novo personagem nas novas formas de sociabilidade no trabalho?
Em seguida, destaque um trecho do texto de Marinho e Camargo, citado na questão 2, que tenha alguma relação com o de Urt e Lindquist.
Diga que relação estabeleceu e a justifique. (4 pontos)




Questão 1
De acordo com Paula King, “a educação não-formal é para todas as classes...” Assim, o que vemos nos vídeos 1 e 2, é uma dinâmica aplicada a um grupo e um indivíduo em separado, que atinge classes sociais distintas. Muitos pesquisadores afirmam que a educação não-formal funciona como um adicional para as camadas favorecidas economicamente e algo complementar para as pessoas de classes sociais menos favorecidas. Considero, nesse sentido, que a educação não-formal atinge todos os grupos democraticamente, por esse motivo vemos no vídeo um aprendizado sem burocracia, sem hierarquia e, nem por isso desorganizado. A educação não-formal não utiliza o mesmo palco, mas atinge todas as pessoas.

Questão 2

De acordo com o vídeo 3, o pedagogo atinge vários setores empresariais, atuando como formadores, animadores, instrutores, consultores, técnicos... Para Marinho e Camargo, “o pedagogo faz uso a todo o momento da motivação, sendo essa uma das melhores estratégias. O funcionário enquanto motivado tem a tendência de crescer, o que lhe traz reais possibilidades de prazer sendo assim, como resultado surge uma maior produção tanto no trabalho quanto na sua vida pessoal. Nesse sentido, pedagogo e empresa interagem com os mesmos objetivos, formarem cidadãos críticos e competentes para a função que exercem.

Questão 3

Para Urt e Lindquist, “os desafios lançados sobre o Pedagogo são grandes, a empresa flexível, não o quer o somente para coordenar os treinamentos, para elaborar planos didáticos, avaliar, ministrar cursos de relações humanas. Ela quer muito mais! Ela quer um aliado, um parceiro, um representante, alguém que lhe entenda e ajude a alcançar os seus objetivos. Alguém que forme, que “controle”, mas também que alivie as dores do trabalhador.”
Para Marinho e Camargo, “pensando nesta real necessidade surge o pedagogo, um profissional que contém conhecimentos em economia, filosofia, psicologia e sociologia, capaz de observar e analisar as reais deficiências e necessidades do seu local de trabalho, além de pesquisar, elaborar e implantar um projeto voltado para o conhecimento e/ou aprimoramento das técnicas de trabalho.”
Nesse sentido, as organizações munidas de um profissional capaz de produzir mudanças comportamentais nas pessoas, facilmente terão suas carências resolvidas segundo as “exigências e mudanças contínuas do mercado de trabalho”.


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17 - PSICOPEDAGOGIA

AD 1


QUESTÃO 1

Vimos na aula 01 que nem todas as pessoas aprendem da mesma forma, ou seja, as modalidades de aprendizagem variam de uma pessoa para outra e essa variação depende de uma série de fatores que envolvem características individuais e ambientais. Nem sempre, porém, foi assim. Comente algumas mudanças que aconteceram no pensamento científico acerca dos problemas de aprendizagem.


QUESTÃO 2
De acordo com a aula 02, explique com suas palavras, cada um dos níveis hierárquicos de experiências na aprendizagem, a saber: sensação, percepção, formação de imagens, simbolização e conceituação.


QUESTÃO 3
De acordo com a Aula 3, existem diferentes campos de atuação para o psicopedagogo. Explicite quais são essas áreas e aponte três diferenças entre elas.


QUESTÃO 4
Na aula 04 tratamos da contribuição de Piaget para a psicopedagogia. Sua abordagem estruturalista muito nos ajuda a compreender as fases pelas quais as crianças passam no curso de seu desenvolvimento. Comente sucintamente cada uma das fases descritas por Piaget e descreva uma característica para cada uma.

QUESTÃO 5

A mais importante das contribuições de Vygotsky para a psicologia do desenvolvimento humano foi a descrição que o autor propôs para a formação de conceitos. Relate, brevemente, com base no que foi exposto na aula 05, como o autor relacionou instrumentos lingüísticos e funções psicológicas.

Questão 1
De acordo com Lamoglia e Cruz, as crianças eram identificadas historicamente Como:
*Crianças anormais, nos séculos XVIII e XIX;
*Incapazes e biologicamente inferiores, no início século XIX;
* Crianças-problema ou vadios, no início do século XX;
*Culturalmente carentes, com problemas nutricionais e déficits linguísticos e cognitivos, nas décadas de 1960 e 1970;
*Portadores de disfunções psiconeurológicas, mentais e psicológicas, nos anos de 1970 e 1980;
*Vítimas da estrutura do sistema educacional, na década de 1980;
*Vítimas de problemas da sociedade em oferecer-lhes respostas adequadas às suas necessidades, na década de 1990.
Nesse sentido, o pensamento científico evoluiu para a “compreensão das múltiplas dimensões do sujeito que aprende e construir conheci­mentos relevantes que, articulados a questões referentes ao sistema educacional, permitem que se tenha uma visão dinâmica e multifacetada do fracasso escolar”.

Questão 2

De acordo com Lamoglia e Cruz,

SENSAÇÃO – É o contato inicial com o objeto de conhecimento, segundo o qual estimula as estruturas sensoriais;
PERCEPÇÃO – É a consciência construída a partir dessas sensações de primeiro contato;
FORMAÇÃO DE IMAGENS – É a formação, verbalizada ou não, possibilitada pela percepção num processo que interage com a memória;
SIMBOLIZAÇÃO – Num processo de interação com a memória, é o que nos permite avaliar e recordar situações;
CONCEITUAÇÃO – É a consolidação das ações e seus resultados, segundo as autoras, pressupõe abstração, classificação e categorização.

Questão 3

Segundo Lamoglia e Cruz, os campos para a atuação do psicopedagogo se diferem na área escolar (psicopedagoga Institucional) e área clínica.

Pedagogo escolar
*Aborda os aspectos pedagógicos do desenvolvimento da criança.
*Planeja, implementa e avalia as atividades pedagógicas.
*Participa da elaboração do Projeto Político-Pedagógico da escola.

Pedagogo clínico
*avalia, considerando o fracasso escolar na perspectiva da sociedade, da escola e do aluno.
*faz encaminhamentos (se forem necessários) e orienta o educando e sua família.
*orienta a escola em relação às estraté­gias pedagógicas a serem adotadas com o objetivo de remover os obstáculos à aprendizagem e favorecer o desenvolvimento do aluno.

Questão 4

Sensório-motor - (0 a 2 anos)
Estágio, segundo Piaget, no qual “a criança descobre o mundo através da ação, pois sua linguagem ainda é predominantemente não verbal. Ela sente prazer em exercitar suas “novas habilidades”.
Ex.: A criança joga objetos para fora do berço e dá risadas ao receber o objeto de volta.

Pré- operatório – (2 a 7 anos)
Para Piaget, é quando “a criança desenvolve a linguagem verbal e passa a interagir com o meio de outras formas”.
Ex.: “A criança consegue fazer anotações em um álbum de fotografias, forma esquemas simbólicos, seu pensamento é caracterizado por um egocentrismo intelectual”.

Operatório concreto – (7 a12 anos)
De acordo com Piaget, nesse estágio “a criança adquire a capacidade de realizar opera­ções mentais e pode explicar logicamente suas ideias e ações”.
Ex.: “Através de observação de mecanismos, a criança pode descobrir relações de causa e efeito. Nesse sentido há o desenvolvimento do pensamento lógico”.

Operatório formal - (12 anos em diante)
Neste período, segundo Piaget, “o pré-adolescente é capaz de resolver problemas a respeito das relações possíveis entre os eventos e de pensar em termos abstratos, de formular hipóteses e testá-las sistematicamente. Assim, o nível mais evoluído de desenvolvimento do pensamento lógico é alcançado”.
Ex.: “O pré-adolescente é capaz de resolver problemas a respeito das relações possíveis entre os eventos e de pensar em termos abstratos, de formular hipóteses e testá-las sistematicamente, além de solucionar problemas com explicações essenciais”.

Questão 5

Para Vygotsky, “a mente humana se forma culturalmente internalizando. Nesse sentido, transferindo um conteúdo (conceito, significado) para o interior do indivíduo”. Assim, para ele, “quanto mais os homens se apropriam de signos linguísticos, mais se tornam capazes de transfor­mar o seu mundo interno, ou seja, o seu psiquismo”. Vygotsky “desenvolveu a mediação como forma de interação de um símbolo entre o ser que aprende e o objeto aprendido”. “Acreditava que os sistemas de signos produzidos culturalmente provocam transformações comportamentais”.


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18 - TEATRO, EDUCAÇÃO E SAÚDE

AD 1

1 -PARADIMA DOMINANTE (abordando as principais características de: modelo de racionalidade, ciência moderna, ensino tradicional)


2 - PARADIGMA EMERGENTE (abordando as principais características de: teoria da complexidade, ciência pós-moderna, educação crítica e transformadora)


Questão 1
De acordo com Freitas, o paradigma dominante que se caracteriza pela racionalidade e por um pensamento analítico que fragmenta o conhecimento em disciplinas, divide o próprio individuo em corpo e mente, priorizando a razão em detrimento do físico, das emoções e da intuição.
“O Modelo Racional – método cartesiano –proposto por Descartes, salienta que deve-se levar o homem ao conhecimento da verdade, eliminando todo o conhecimento considerado obscuro e gerador de controvérsias. A regra é duvidar de tudo que não apresente fundamento para provar a verdade. Parte do próprio pensamento, colocando sua existência em dúvida, para chegar a uma certeza sobre a concepção do homem: Penso, logo existo”.
“A Ciência Moderna rompe com o teocentrismo medieval que explicava todos os fenômenos a partir da vontade divina e denominada antropocêntrica, pois volta-se para o homem, para o conhecimento de tudo que é relativo ao homem. A valorização desta ciência se dá não pelos valores metafísicos, mas pelo caráter empírico e técnico”.
“A Educação Tradicional está centrada somente na transmissão de conteúdos sem uma postura critica. As escolas ainda dividem os conteúdos em disciplinas estanques e hierarquizadas, sendo que as ciências são destacadas e priorizadas; há ênfase na transmissão de conteúdos; as avaliações são quantitativas; o estudo das artes é considerado como atividade secundária, assim como os conhecimentos que consideram a ética e a cidadania; os alunos são divididos em turmas por faixa etária e seriação; os tempos são compartimentados; as salas de aula, em geral, apresentam carteiras individualizadas e dispostas em fila, o que dificulta os trabalhos grupais e as interações; as matrizes curriculares são engessadas, não flexíveis e, na maior parte das vezes, não contemplam as necessidades complexas da realidade atual do alunado”.

Questão 2

Para Santos, “o paradígma emergente seria um conhecimento desta forma não dualista que mostra a superação de contradições tais como: subjetivo e objetivo, natureza e cultura, natural e artificial, vivo e inanimado, mente e matéria, observador e observado, coletivo e individual, animal e pessoa. “No paradigma emergente o conhecimento é total porque se trata de um conhecimento que se quer abrangente e universal”.

Teoria da Complexidade – Tem por base o pensamento complexo de Edgar Morin, “que vê o mundo como um todo indissociável e propõe uma abordagem multidisciplinar e multirreferenciada para a construção do conhecimento. Seus estudos propõem construir um tipo de conhecimento pautado no diálogo e na conexão entre os vários tipos de saberes e ciências, contrapondo-se, por sua vez, a estrutura fragmentar do conhecimento cientifico da modernidade”.
Ciência Pós-moderna - na ciência pós-moderna “o conhecimento cientifico se converte em senso comum, tornando-se uma ciência clara e transparente que gera tecnologia traduzida em sabedoria de vida”.


Educação Crítica e Transformadora – “É fundamentada a partir do ideário de Paulo Freire, na proposta de uma didática de comunicação e possibilidade de professor e aluno serem agentes da construção do conhecimento em sala de aula por meio do dialogo, da importância dada ao conhecimento vivencial do aluno e ao contexto em que este se insere. A educação critica e transformadora atualiza o dialogo entre os vários atores do processo pedagógico; propõe um projeto pedagógico pensado, executado e avaliado por toda a comunidade escolar, levando em conta seus anseios e prioridades; promove a interdisciplinaridade, considerando a complexidade dos indivíduos, das sociedades e das culturas; considera professor e aluno como sujeitos do conhecimento construído por meio das atividades educativas.


AD 2

  1.   Escolha, a partir da leitura da aula 9, dois fatores que causem obstáculos ao jogo teatral e que repercutam no desenvolvimento escolar do aluno. Comente cada um deles, estabelecendo como a prática do jogo teatral pode ajudar a diminuir seus efeitos negativos. (8 linhas)


  1. Na aula 11, você entrou em contato com a classe hospitalar. Trata-se de um trabalho pedagógico dentro das instituições de saúde, visando suprir as necessidades das crianças e adolescentes internados. Após a leitura da aula 11 e da aula 10, reflita e comente os principais aspectos a serem desenvolvidos por você, professor/a, se tiver que ocupar esse espaço de educação. (8 linhas)


  1. Na aula 8, na narrativa denominada “Quero ver de novo”, você entrou em contato com uma experiência de intervenção teatral no espaço hospitalar realizadas por estagiários do curso de licenciatura em teatro da UNIRIO. Que aspecto mais chamou sua atenção no caso narrado e como isso repercutiu para você, professor/a ou futuro/a professor/a. (8 linhas)


Questão 1

A Inibição – “Dificuldade de oferecer respostas em ação diante dos desafios apresentados e dos estímulos desenvolvidos. À medida que o jogo se torna mais familiar ao jogador, a inibição tende a diminuir ou desaparecer, a não ser que haja a interferência de outros fatores que podem mantê-la, redundando em passividade ou paralisia, que impedem a continuidade do jogo. A falta de confiança em si mesmo, no grupo e a dificuldade de compreensão das propostas do jogo são fatores contribuintes para que a dificuldade de expressar-se seja significativa. O jogo, dessa forma, em sua estrutura dinâmica, propicia a quebra dessas defesas e a possibilidade da expressão livre”.
Expressão de Grupo e o Desequilíbrio Criativo - Segundo Viola Spolin, “a expressão de grupo é resultante de uma interação harmônica entre os participantes do jogo na solução de problemas e dos desafios sucessivos. Essa expressão só é possível quando o grupo age na experimentação do processo e não na competição para alcançar um determinado resultado. A harmonia da participação é possibilitada pelo engajamento de todos os jogadores, mas quando um deles tenta sobressair-se e passa a agir competitivamente, o jogo adquire o que podemos chamar de desequilíbrio criativo”.

No jogo teatral, o professor é facilitador da descoberta desse “oceano” de possibilidades. O medo do julgamento não deve ser mais forte do que a alegria de criar e experimentar. Somos seres biológicos, culturais e criativos, aptos a aprender e a deixar a nossa contribuição no mundo”.

Questão 2

Para Ortiz e Freitas, “o evento hospitalização traz consigo a percepção da fragilidade, o desconforto da dor e a insegurança da possível finitude. É um processo de desestruturação do ser humano, que se vê em estado de permanente ameaça”. (...)”As rotinas da internação não vislumbram a subjetividade e seus contornos emocionais, culturais e sociais na criança”. Assim, a criança desprovida de sua naturalidade em um ambiente escolar necessita que nós professores tenhamos de desenvolver um aspecto emocional que abrace essa condição temporária ou permanente que a criança se encontra. As crianças quando estão sentindo qualquer tipo de mal estar, são impedidas pelos pais de freqüentarem a escola. Nesse sentido, considero o maior desafio para o professor da classe hospitalar seja conseguir que essa criança tenha seu emocional condicionado a não somatizar a patologia sofrida, já que não estando freqüentando a escola consideram-se estarem com saúde fragilizada. Outro aspecto, segundo as autoras, seria de “ressignificar as práticas e rotinas hospitalares, desmitificando pelo conhecimento o ambiente hospitalar, fazendo com que o medo da criança diminua e surja a intimidade com o espaço e a confiança naqueles que aí atuam”. E, finalmente, “desenvolver a sensibilidade para atuar com crianças, adolescentes e famílias fragilizadas, conhecimento da realidade hospitalar e das patologias, habilidade para lidar com diferentes grupos de alunos, pais e com as equipes multidisciplinares”.



Questão 3

O que me chamou a atenção foi o relato da existência da “sala de recreação infantil, pequena sala, porém cheia de brinquedos, administrada por uma ONG (Renascer), que oferece espaço lúdico para as crianças internas”. E que, segundo a voluntária da Renascer, não obteve sucesso em estabelecer o contato com o paciente. Nesse sentido, a repercussão desse fato para mim demonstra que existe algo mais importante que oferecer materiais e procedimentos pedagógicos. O importante é estabelecer uma interação dialógica que faça emergir a fantasia da criança relacionando-se com a brincadeira. A criança, independente de seu estado físico, está constantemente atenta aos detalhes. Assim, é necessário repensar nosso saber pedagógico recorrendo a diversas linguagens e principalmente a do teatro que, de acordo com Freitas(Gyata), “é mágico”. 







ACRESCENTANDO MAIS ADs EM BREVE

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